domingo, 7 de fevereiro de 2010

Las Nubes



Ao lado da racionalidade, sempre tive um lado romântico. A primeira vez que assisti a Caminhando nas Nuvens (A Walk in the Clouds), amei. O filme e o Keanu. Gostei de tudo, do cavalheirismo, do amor incondicional, das plantações de uva, do humor bem dosado, da bela fotografia. Só não gostei de uma coisa: do incêndio. Eu queria tudo perfeito, sem tragédias. Hoje, assistindo ao DVD, tive uma outra visão. Tá vendo como a maturidade traz novas perspectivas? O incêndio era necessário. E, além do mais, foi menos um símbolo de tragédia do que de recomeço. E salvou o orgulho do menino órfão de raízes, que, a partir de então, poderia ajudar a reconstruir Las Nubes com seus próprios braços. Nisso, eu não mudei: ainda gosto de pensar que a história continua depois que o filme acaba.

Ontem, Ronaldo e eu vimos O dia em que a Terra parou. Depois, brinquei com meu amore que eu tinha visto um ET e ele me disse: “não era um ET, era um plantador de uvas!”.

Se as histórias continuam depois que o filme termina, será que Paul está feliz para sempre ao lado de Victoria, Neo está com Trinity ou Klaatu voltou para o espaço?

Postado no meu blog do UOL em: 17/01/09

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