domingo, 16 de maio de 2010

To my Norwegian friends



One year that I was in Norway! My first plane trip, so far away, and I was only afraid of the plane, I did not knew that there was a possibility of being also afraid of something called Eyjafjallajökull :) However, for me, this is the meaning of courage: to face the fears. And I am sure that I would have met angels to protect me even from the volcano, as well as I have met angels in the mountains, in the boats and in other adventures.
In this 17th May, of course, I remember the Independence Day of Norway. The beautiful parades, the wonderful landscape and, especially, the lovely people I have knew. Great memories. I taste strawberries here, but they have not the same taste that the ones from Norway. Everything was so special and I really would like to say again how I am thankful and how that experience was important to my life.
I would like to write more things in English in my blogsite, but it is difficult to have time to produce in both languages. Writing in different languages is not only a question of translation, but a question of different ways to think and understand the world thru the words. And I still have to believe in my language and in my country - even sometimes opportunities are so difficult here. But this is the most especial thing: we are so close, even though the distance and the cultural differences.
I am thinking of you in this 17th May!
With love,
Érika
From Brasil


My Teddies make a party to Norway

domingo, 9 de maio de 2010

3º Dia de Copa Davis

Por Ronaldo Schiavone



O último dia de jogos da Copa Davis teve um pouco menos de público do que na sexta-feira e no sábado, talvez por causa do Dia das Mães e pelo fato de o Brasil já ter garantido a vitória na véspera. Além disso, havia a expectativa de que Bellucci seria poupado, o que acabou não acontecendo. Quem foi ao BTC pôde vê-lo novamente em ação, jogando inclusive melhor do que na sexta-feira. A organização funcionou, a exemplo do que ocorreu no sábado, e o acesso à arena foi bastante tranquilo. Com a compra de bebidas e alimentos podendo ser feita também em dinheiro, pouca gente se arriscou a adquirir o problemático cartão magnético que tanta dor de cabeça e irritação causou no primeiro dia de disputas.


Não importa o tamanho do público. Thomaz Bellucci não brinca com a raquete. Mesmo com o campeonato já decidido, venceu Marcel Felder por 2 a 0. O atleta seguirá para Madri, onde disputa o Master 1000.


Maior tenista brasileiro na ativa, Bellucci é o 26º no ranking mundial.


O duplista Marcelo Melo jogou no lugar de Marcos Daniel contra Martin Cuevas. Vitória de virada.

sábado, 8 de maio de 2010

Copa Davis - Chuva e organização melhor no 2º dia

Por Érika de Moraes



2º dia de Copa Davis em Bauru

O sol de sexta deu lugar a um dia com pancadas de chuva, o que atrasou um pouco o início do jogo e provocou duas interrupções. Os tenistas não "amarelaram" diante das águas de São Pedro, mas a quadra, às vezes, requeria uma pausa para regularizar as condições de jogo. Para a torcida, até um pouco melhor segurar o guarda-chuva do que o sol ardido de ontem.
Com os erros de organização do primeiro dia, alguns aprendizados para hoje. Na entrada, uma maquininha para validar o bilhete e, sem muita delonga, a entrega da pulseirinha. Dizia-se que bebidas e alimentos também poderiam ser comprados com dinheiro agora. Mas quem foi prevenido levou discretamente uma garrafinha de água congelada, a fim de evitar a sede de ontem. Uma outra regra também foi mudada: saldo do cartão do dia anterior poderia ser usado hoje, diferente do que foi dito ontem. Ao contrário das regras do torneio esportivo, que são fixas, nos bastidores da Copa Davis algumas normas se modificaram, até para melhor. Não sem um pouco de prejuízo da tentativa e erro.

Ah, sim: mais vitória do Brasil! 3 sets a zero. Com esse resultado, Brasil já está classificado para a repescagem do Grupo Mundial. Por isso, Thomaz Bellucci poderá ser polpado amanhã.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Copa Davis - Emoção com desorganização

1º Dia - Relato de quem esteve presente!

Por Érika de Moraes


Entrada dos tenistas brasileiros

É sempre bom vibrar pelo Brasil em um campeonato esportivo mundial. E Bauru teve o privilégio de receber os tenistas da Copa Davis. Neste primeiro dia de jogos, vitória dupla dos brasileiros Marcos Daniel e Thomaz Bellucci contra o Uruguai. Mas essa parte a imprensa já vai noticiar.
Então, aqui no meu "meio alternativo sem fama", conto como foi estar lá como torcedora. Com o primeiro jogo marcado às 10h, chegamos às 8h15 para garantir tranquilidade no estacionamento e na entrada da arena. Deixaram-nos entrar e nos aproximar da arquibancada. Depois, mandaram todo mundo que já tinha entrado recuar, pois, às 9h, seria ainda instalada uma catraca. A torcida brasileira já se acumulava. Alguns pediam o dinheiro de volta. Só não virou tumulto porque a plateia ali era educada, apenas reivindicava seus direitos. Catraca nenhuma apareceu. Chegariam pulseirinhas, então. Quando? Onde? Ninguém sabia... Ressaltemos: o ingresso mais barato (arquibancada) custou R$ 60,00. Mais R$20,00 de estacionamento para não-sócios do BTC de campo. Algum conforto e informações precisas, para quê?
Pois bem, até que, finalmente, foi possível entrar, quase perto da hora do jogo. Alguns já diziam que o jogo ia atrasar para esperar o povo entrar. Mas desde quando a TV poderia segurar a sua programação para transmitir a partida? Assim, quem chegou em cima da hora perdeu o começo.
Sol intenso, mas, ok, dá para sobreviver com boné e filtro solar. Mas também precisamos de água, pelo amor de Deus!!! Então, tá: fila para comprar um bendito cartão, depois fila para trocar o crédito do cartão por uma bendita garrafinha d'água. Um set (6 games!) inteiro perdido. Tudo certo? Não! O segurança não deixou entrar na arena com a água. Só que, depois, outras pessoas entraram com água. Ah, daí podia. Água podia, só não podia latinha. Ou seja, cada hora, uma informação diferente. As barraquinhas que só podiam aceitar o cartão também começaram a abrir e exceção e aceitar dinheiro. Ok, entre um jogo e outro, precisaria ir ao toalete, certo? Pois só tinha banheiro masculino disponível. E as moças e senhoras?!?! Ah, tinha um toalete feminino, mas só para atletas. Ok, estou reclamando demais, também havia algumas daquelas prisõezinhas verdes com sanitários químicos, coisa bem "show de rua gratuito" (aliás, os eventos gratuitos, muitas vezes, dão lições de organização!). Mas, ok, é a Copa Davis.
Justamente por ser importante, o evento precisaria ser melhor organizado, não? E hoje só compareceram uns 1.500 dos 4.000 torcedores esperados. Mesmo assim, não houve estrutura suficiente. Amanhã, sábado, é provável que mais pessoas possam comparecer.


Depois de esperar lá fora, espera na entrada da arquibancada. Cadê as tais pulseirinhas?

Segundo jogo: Thomaz Bellucci, 22 aninhos - 3 a 0. O mesmo placar foi alcançado por Marcos Daniel, no primeiro jogo


Guga - presença ilustre


Ai, gente, olha esses grampinhos "espetantes" na arquibancada... (clique na foto para zoom)

Fotos: Érika de Moraes e Ronaldo Schiavone

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Brasileira de destaque


Aos 38 anos, Fernanda Viégas é uma das mulheres mais influentes da tecnologia

Matéria do Terra fala sobre brasileira que se destacou na área de design gráfico, a ponto de ser incluída na lista de mulheres mais influentes do mundo da tecnologia, pela revista FastCompany.(http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI4415181-EI4802,00-Conheca+Fernanda+Viegas+brasileira+que+e+a+senhora+planilha.html)

Segundo a reportagem, antes de optar por esta profissão, Fernanda Viégas estudou Linguística e Engenharia no Brasil, sem concluir os cursos. Posteriormente, foi para os Estados Unidos e, durante o doutorado cursado no MIT, criou o Themail - "projeto que transformava e-mails em formas de contar histórias visualmente". Atuou no projeto Many Eyes, da IBM e, atualmente, toca o próprio negócio, a Flowing Media.

Acho bacana quando alguém tem coragem de largar as coisas para trás e correr atrás da verdadeira vocação. Eu sou mais teimosinha, gosto de concluir o que começo. Penso que o importante seja buscar o equilíbrio: não largar tudo pela metade, mas também não insistir em algo que não traz satisfação genuína. Contraponto difícil. Fernanda traçou e retraçou caminhos com a garra de uma empreendedora.

A propósito, como comenta comigo a amiga Fabiana Miqueletti, é possível suspeitar que a Linguística pode ter contribuído com a percepção de representação desenvolvida por Fernanda no design gráfico. De certa forma, nada é totalmente perdido.

Veja o que Fernanda Viégas diz em entrevista sobre sua formação:
"A verdade é que teria sido bem legal poder ter feito isso no Brasil, sem ter que estar longe da minha família. Só saí do Brasil porque o sistema educacional não bateu com a minha indecisão - como eu não sabia exatamente o que queria estudar, entrei e saí de várias universidades sem me achar. O esquema americano, no qual você pode mudar de ideia enquanto está na universidade, foi o que acabou funcionando para mim."


Para Fernanda, é possível criar um gráfico sobre quase tudo. Este mostra que perguntas simples retratam a curiosidade humana.
Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/galerias/0,,OI122327-EI4795-FI1522711,00.html

Chapeuzinho Vermelho - Fatos e Versões



É uma versão que circula pela Internet. Obviamente, uma piada - bem divertida, aliás. Uma questão de "ethos"! Qual a imagem que você tem de cada veículo de comunicação? Leia: você ouvirá a voz de William Bonner, verá o sorriso de Hebe, sentirá a indignação de Datena, o sangue escorrendo do Aqui etc. etc.

E então? É fácil seguir o manual de redação e contar os "fatos como eles são"? As diversas versões são verdadeiras? Como conciliar o compromisso com a ética jornalística e a linha editorial de cada veículo?

Para refletir.

Diferentes maneiras de contar a mesma história:

No JORNAL NACIONAL
William Bonner): "Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...".
Fátima Bernardes): "... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia".

PROGRAMA DA HEBE
Hebe Camargo): "... que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?"

CIDADE ALERTA
Datena): "... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? !
A menina ia para a casa da avozinha a pé!
Não tem transporte público!
Não tem transporte público!
E foi devorada viva...
Um lobo, um lobo safado.
Põe na tela!!
Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não."

REVISTA VEJA
Lula sabia das intenções do lobo.

REVISTA CLÁUDIA
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

REVISTA NOVA
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE S. PAULO
Legenda da foto: "Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador".
Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO
Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO
Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente

ZERO HORA
Avó de Chapeuzinho nasceu no RS

AQUI
Sangue e tragédia na casa da vovó

REVISTA CARAS (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte).
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS:
-"Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa"

PLAYBOY (Ensaio fotográfico no mês seguinte)
Veja o que só o lobo viu.

REVISTA ISTO É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente

G MAGAZINE (Ensaio fotográfico com lenhador)
Lenhador mostra o machado

SUPER INTERESSANTE
Lobo mau! mito ou verdade?

DISCOVERY CHANNEL
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver

domingo, 2 de maio de 2010

Réquiem à mesóclise

A mesóclise morreu.
Só para citar um exemplo, veja este trecho:

"O nome do chefe: Joseph Ratzinger, que 9 anos depois se tornaria o papa Bento 16."
(Trecho de matéria da Superinteressante, "Um papa em apuros", ed. 278, maio/2010, p. 18)


O leitor pode observar: é uma opção da Editora Abril. Não é que os jornalistas desconheçam aquela regra dinossáurica, segundo a qual o pronome deveria vir no meio do verbo conjugado no futuro do presente ou do pretérito (tornar-se-á; tornar-se-ia). É que, simplesmente, tal colocação pronominal não soa bem aos ouvidos de nosso século (se é que soavam no século XX).

Ainda utilizamos a mesóclise, especialmente em artigos acadêmicos - para algum leitor conservador não pensar que "o autor desconhece a regra". Mas, hoje, ela é simplesmente um purismo. Não precisamos ter medo de sepultá-la, deixar que descanse em paz. Não precisamos de artifícios, de saídas pela tangente do tipo "vai se tornar"; "irá se tornar"; "iria se tornar" - formulinhas de escape que significam: "olha, mesóclise é feio, mas eu sei que aqui deveria usar uma".

Reitero que não opino sobre assuntos que eu desconheça. Não é o caso do tema linguagem.

sábado, 1 de maio de 2010

Blogs


(tira publicada na Folha de São Paulo, 23/04/2010 - Clique nela para ler)

Gatinho esperto...
Tem um monte de conteúdo circulando pela Internet. Mas, evidentemente, nem tudo é informação apurada ou, pelo menos, impressões fundamentadas. Cabe ao leitor saber filtrar e dar algum crédito a quem leva blog a sério. Por prazer, independente de índices de mercado. Um blog pode representar mais jornalismo do que outro meio jornalístico.
É, John e Garfield, um pouco de audiência é bom, né! E olha que vocês são mundialmente famosos. Mas não há de se perder a esperança. Nem a ternura ou a ética.

Alice in Wonderland



A crítica da Veja não gostou de "Alice no país das maravilhas", de Tim Burton. A da Folha de São Paulo achou o filme moralista e decepcionante pela "pouca imaginação" (FSP, 23/4/2010). Mas o crítico Ricardo Calil enfatiza que Burton é um autor, no amplo sentido da palavra, e conclui: "um filme equivocado de um autor é mais relevante do que uma boa produção de alguém que não tem tal título" (FSP). Provavelmente, o Chapeleiro Maluco também não é o melhor papel de Johnny Depp. Concordo com o crítico em que: 1. o visual do filme é "arrebatador"; 2. Em Alice, "Burton adota aquele tom aventuroso meio genérico, de sucessivas perseguições e batalhas".
O autor e a temática tinham mais a explorar em termos de introspecção, mergulho nas mentes das personagens. E, sim, se aquele é o mundo das maravilhosas, como será um universo sombrio?
Mas está valendo. Até então, é a maior bilheteria da Disney.

This is love


Se você ama alguém que torce por outro time... simplesmente ame!

Aproveita o dia em que pode sair mais cedo do trabalho para levar meu carro na revisão. Sempre que dá, me leva e me busca na faculdade em que dou aulas, porque eu já trabalhei e dirigi durante o dia. Quando é preciso, vou sozinha. Mas tem sempre um anjinho organizando as coisas: no dia do blecaute, quando o trânsito estava um caos, ele (meu amor) estava lá comigo, traçando a rota alternativa. Meu GPS particular. Abre vidro difícil. Troca lâmpada. Lava a louça para eu não estragar o esmalte. Me leva para passear. Entende quando eu não quero sair. E quando tenho um monte de aulas para preparar em casa. Fez para mim um livro de recortes de tiras do Garfield. Organizou a coleção de selos que eu trouxe da Noruega. Pintou uma caixa para o faqueiro. Pintou a parede do escritório porque qualquer outro pintor não seria tão cuidadoso. Cuida de mim. Tem um abraço bem confortável. Etc. Etc. Etc. Adotou todos os meus ursinhos de pelúcia junto comigo. Me acalma quando estou tensa. Me irrita quando xinga o juíz de futebol, mas ninguém é perfeito (eu sou bem imperfeita, mas acho que marco um ponto quando assumo isso). Eu amo, amo, amo. E ele me ama. E ainda há quem pense que o amor não é possível.

Eu: "Antes de se casar comigo, já sabia que eu ia dar tanto trabalho?"
Ronaldo, meu amor: "Já. Antes de namorar, não. Mas antes de casar, sim."

Ufa!

"E aqueles casais que estão juntos há décadas e ainda se dizem apaixonados? Cientistas dos EUA monitoraram o cérebro de pessoas nessa situação e constataram que as áreas do cérebro relacionadas à paixão e ao romance realmente se acendiam quando elas pensavam na pessoa amada. A paixão pode, sim, durar para sempre. Mas isso só acontece com algumas pessoas - e ninguém sabe por quê."
(Revista Superinteressante, Ed. 278, maio/2010, p. 51)

Concurso de poesias

Participei como jurada de um concurso de poesias da Sorri/Bauru, realizado no dia 23/04/2010 juntamente com as colegas Cláudia e Rita de Cassia.
Foi uma experiência gratificante. Vivenciamos um certo sentimento de pesar por não poder premiar a todos os que se empenharam em fazer o melhor possível, mas especialistas da instituição nos explanaram que era importante para o aprendizado dos participantes da "vida como ela é", já que não se vence sempre. Não vou me posicionar quanto a essa questão por não ser especialista na área. Gostaria só de registrar minha alegria/encantamento com a poesia vencedora do segundo lugar, escrita por um autista:

"Eu sou um lindo, amoroso, simpático e feliz rapaz.
Vivo a vida em paz e quero ser capaz de amar.
A maior covardia de um homem é reduzir uma mulher sem amar."

Simples como a inocência. Parece suficiente para derrubar o argumento (preconceito?) de que autista não tem emoções. Quantos que se acreditam "plenos" têm uma consciência tão íntegra? Quantos homens valorizam verdadeiramente a mulher e vice-versa? Quantos têm a coragem de se definir como "feliz" e cheios de autoestima?

Ética do oportunismo

Matéria da revista Veja conta que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares ("aquele acusado de corrupção e formação de quadrilha") pregou ética na política em solenidade de formatura no interior de Goiás (Onde está Wally? Veja, 24/03/2010).
Pois é. E o pior é que sua escolha como patrono está vinculada ao fato de ter presenteado os estudantes com R$ 6000,00.
Se ética tivesse preço...
Segundo a apuração de Veja, assim justificou o presidente da Comissão de Formatura: "A gente ficou sabendo que o Delúbio gostava de participar desse tipo de festa, inclusive ajudando financeiramente. Fomos até sua fazenda e fizemos o convite para ele ser o nosso patrono. Ele topou na hora e, aí, a gente perguntou se ele poderia dar uma ajudazinha nas despesas. Ele perguntou de quanto. Deixamos por conta dele."
E os estudantes ficaram felizes e formados. Prova de que (só) um diploma debaixo do braço não significa nada.

Lembranças à tona

- Essa história me lembra a de um patrono que foi convidado e, depois, "desconvidado", por terem os formandos encontrado um padrinho mais "generoso" financeiramente.

- Felizmente, duas vezes em que fui homenageada em formatura (na Unesp/Bauru, pelos cursos de Jornalismo e Relações Públicas da Faac), foi gesto verdadeiro e espontâneo. Sou grata pelo reconhecimento dos alunos e por ter contribuído com a formação de jovens profissionais que não se deixavam vender.

- E não é que, certa vez, uma "colega" (como sempre se diz, a gente não precisa de inimigos), lá pelos meus 19 anos, me justificou (sem que houvesse qualquer necessidade disso) que não me convidaria para madrinha de casamento porque eu e meu namorado (hoje, marido) éramos meros estudantes? Costumo esquecer as bobagens, mas é que essa foi engraçada. Do ponto de vista da (falta de) ética e do oportunismo, essas fabulazinhas da vida real se entrelaçam.

- Por fim, não custa reforçar a moral da(s) história(s): é sempre válido ficar bem atento aos convites que se recebe. Os de coração serão atendidos de coração.