terça-feira, 31 de julho de 2012

5 COISAS DE QUE NÃO ABRI MÃO NA ESCOLHA DOS HOTÉIS


(apenas para o caso de que você, futuro viajante, esteja a fim de trocar uma ideia. Mas, repito, a viagem é sua, você sabe o que é melhor para você!)

1. uma localização favorável, que facilite os seus passeios.

2. banheiro privativo, com chuveiro, bem ajeitado.

3. secador de cabelo no banheiro. Essa facilidade é muito comum na Europa e não costuma encarecer o hotel. Você vai precisar! O clima é mais frio, mesmo no verão, e o cabelo demora a secar. E é uma coisa a menos para você levar e ficar carregando. (Nota pessoal: por algum motivo, meus cabelos adoraram Londres! Ficavam perfeitinhos, com menos volume e ondulado nas pontas. Minha mãe acha que a água de lá deve ser boa. Eu acho que o cabelo é que não é bobo...).

4. Internet “gratuita” (incluída nas diárias).

5. Conforto básico. Não precisa ser “luxo”, porque você vai passar o maior tempo na rua. Mas nada como chegar cansado e ter uma sede razoável para recuperar as energias.

Do que dá para abrir mão:
- café da manhã. Se não estiver incluído na diária e for caro, pode valer mais a pena tomar um café por perto do hotel.

Não é garantia de que esses itens serão atendidos 100%. Em Londres, por exemplo, fiquei numa localização ótima, hotel bem satisfatório, mas a cama não era confortável (e isso não dava para saber pelas fotos...). De qualquer forma, a vista da minha janela era belíssima. Em Paris e Berlin, os hotéis foram perfeitos. Em Munique e Amsterdam foram bem satisfatórios. Aprendizado puro!

      Nossa vista da janela do Garden View Hotel, em Londres

Veja AQUI mais dicas sobre o planejamento da viagem.
Se minhas dicas ajudarem você a viajar, escreva me contando, ficarei feliz!

A escolha do voo

Como foi a minha

Estive de olho em ofertas e cheguei à conclusão de que, comprando com antecedência, conseguiria um bom preço pela companhia de minha preferência. 

(Para ficar por dentro de promoções, siga Melhores Destinos no Twitter  @passagensaereas)

Optei pela KLM porque tinha uma experiência muito positiva com ela, por ocasião de meu primeiro voo internacional (aliás, o primeiro da minha vida), quando fiz intercâmbio para a Noruega através do Rotary, em 2009.
São quase 12 horas de voo do Brasil para a Europa. Não precisam ser (e não são!) 12 horas de tortura! Os voos internacionais da KLM proporcionam muitas distrações em classe econômica: inúmeras opções de filmes atualizadíssimos, séries, músicas, jogos... Refeição (jantar na ida e almoço na volta) + lanches + sorvete. Eu curto tudo isso feito criança. Por quê? Porque é a minha maneira de lidar com o avião. Fui abençoada com voos muito tranquilos. Além das energias positivas de todas as pessoas queridas que ficam torcendo pela gente, a KLM me transmite segurança. Sinto-me bem melhor dentro do avião do que naquelas horas de ansiedade que antecedem o voo. Pensando racionalmente, acho muito mais seguro do que as estradas cheias de caminhões.
Na volta, fiz até compras durante o voo (qualquer distração vale a pena, rs), incluindo uma miniatura da KLM. Engraçado o que vem escrito na sacolinha: shop in the air. A coisa assim ganha tanta naturalidade...

Um critério importante para mim é que os voos fossem os mais diretos possíveis. KLM faz voos diretos do Brasil para Holanda. Utilizei o campo de busca "retorno de/para um destino diferente" para comprar a ida para Londres e a volta de Amsterdam. Dessa forma, minha viagem ficou com apenas uma conexão na ida e voo direto na volta. Assim:
IDA = voo São Paulo-Amsterdam + voo Amsterdam-Londres
{Londres-Paris-Munique-Berlin-Amsterdam = viagens locais de trem}
VOLTA = voo direto Amsterdam-São Paulo
 
Veja AQUI que não sou a única a ter uma opinião favorável da KLM.
 
O espaço para as pernas em classe econômica não é lá essas coisas, mas, com as distrações e uns cochilos, dá para levar. Mas é bem mais complicado para pessoas de maior estatura (no voo, eu lembrei do colega Thompson e fiquei imaginando que ele mereceria mais espaço!)
(PS: se você tem/teve medo de avião, pense apenas que coragem é enfrentar os medos... em nome dos sonhos! Toca aqui!)


Veja AQUI mais dicas sobre o planejamento da viagem.

Por onde começar


O planejamento

Tenho amigos muito mais viajados do que eu. Com dicas deles, muita leitura e “intuição pessoal”, consegui organizar a minha viagem de forma muito satisfatória. Assim, registro alguns passos importantes para tornar realidade os sonhos das almas viajantes.

Cada viajante terá um OBJETIVO distinto. As viagens de jovens mochileiros são experiências incríveis! No meu caso, como realizei o sonho “um pouquinho mais tarde”, meu foco era uma viagem de casal, com algumas comodidades.

Também os INTERESSES PESSOAIS vão inspirar os destinos. O meu é arte/cultura/história + natureza + uma dose de gastronomia. O interesse é menor por baladas e compras e nenhum por revendas, mas gosto de trazer souvenirs. Destino perfeito: Europa!  Feita a escolha, a organização.
Antes de qualquer passo, faça o seu passaporte se ainda não tiver!!! Mesmo que a viagem ainda seja só um sonho, que esteja juntando verba, é importante antecipar-se, já que pode acontecer de o documento não ficar pronto tão rápido. Você nunca sabe quando pode pintar uma oportunidade.

Sugestão para um planejamento “independente” em 5 itens



(com cerca de 5 a 4 meses de antecedência)
1. Comece pela ESCOLHA DA COMPANHIA AÉREA e do roteiro de países a visitar (uma dica é combinar esses dois fatores: para onde tem voo direto do Brasil? É um bom lugar para começar e/ou concluir o roteiro).
A COMPRA DAS PASSAGENS AÉREAS é um bom ponto de partida. Com as datas de ida e volta definidas, você organiza tranquilamente o seu roteiro.

Veja AQUI como foi a minha escolha da Companhia Aérea

2. RESERVE HOTÉIS. O que me ajudou muito: pesquisar pelo booking.com + dicas de amigos e em especial da minha irmã, que viajou um ano antes.
Os hotéis com melhor relação custo/benefício exigem reserva com bastante antecedência.
Pronto. Você tem o principal. Sua viagem já começou.

Veja AQUI as 5 COISAS DE QUE NÃO ABRI MÃO NA ESCOLHA DOS HOTÉIS

3. Irá de um país a outro? Sugiro TREM, experiência confortável e tranquila. Os bilhetes de trem podem ser comprados pela internet com três meses de antecedência. Farei um post sobre isso.

4. Faça um CHECK LIST das outras providências básicas a serem tomadas:
- passaporte em dia, válido por pelo menos 6 meses?
- seguro de viagem (fiz o da Isis através da agência STB). Para Europa, o seguro deve atender a exigências do Tratado de Schengen.
- cartão bancário em moeda estrangeira (o American Express Travel foi super bem aceito!)
- compra de ingressos antecipados pela internet

5. O mais importante, abra seu CORAÇÃO e deixe os olhinhos brilharem em cada descoberta, desde os preparativos até o pós-viagem, hora de selecionar fotos para os álbuns, organizar suas memórias.

TOQUE ESPECIAL: como vão os idiomas? Sou estudante de francês e fiz um curso para “desenferrujar” com o professor Jean-Viktor. Queria ter feito o mesmo com o inglês, mas não houve tempo. Resgatei o inglês que eu tinha e, no fim da viagem, é de lamentar que você não vai continuar convivendo com o idioma, pois passa a entender quase tudo. AMO-AMO-AMO línguas estrangeiras. Queria tempo de me dedicar muito mais e adquirir mais “refinamento”. Na medida do possível, o importante é se comunicar.

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Antes de tudo isso, você já começou a sua viagem, preparando-se financeira e emocionalmente, tomando providências como organizar as suas férias, deixar o trabalho em ordem etc.
Como opção, poderá fechar um pacote com uma agência (fiz isso para Buenos Aires e foi ótimo). No caso específico dessa viagem para a Europa, eu queria fazer do meu jeito, ter as minhas descobertas, não me prender a roteiros “de outros”. No entanto, há ocasiões e momentos em que a comodidade de um agente de viagens pode vir a calhar (desconfio que eu gostaria de trabalhar como agente, rsrs).
Se minhas dicas ajudarem você a viajar, escreva me contando, ficarei feliz!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Viagem e estações



Estou inebriada de tanta paixão e experiência. Acabo de voltar de uma viagem muito sonhada pela Europa. Passei por quatro países. Faltaram outros, mas acredito que seja importante selecionar, vivenciar mais em qualidade do que em quantidade. Voltar, assimilar a experiência, colher dela a criatividade. Deixar o tempo mostrar todos os frutos que ela pode trazer. 
Por isso, tenho muito a dividir sobre a experiência com minha viagem para inspirar outros viajantes. 
Para mim, não há nada mais grandioso do que aprender, viver cultura, colher conhecimento e sensações. Não preciso de bens materiais além do necessário. Preciso desse movimento de busca do saber e do viver que me alimenta. 
Registro para dividir com quem aprecia e para organizar as memórias. 
Vou me organizando (e dividindo) na medida do possível, já que cheguei do sonho de volta à realidade de compromissos (e que bom! É o trabalho que permite a realização de sonhos).

Começarei comentando sobre as estações do ano... e o meu encontro com o Verão Europeu. 

      Um pôr do sol surpreendente em Berlin, por volta de 20h30...


Viajar no verão é muito bom porque faz sol até por volta de 21h30 nos países da Europa! Assim, dá para aproveitar muito o dia, muitas coisas ficam abertas até mais tarde, você consegue esticar a sua programação. É realmente muito bom.
E muitas pessoas (e blogs) me desanimaram. Disseram que em Julho é tudo mais caro, que a Europa é lotada de gente por causa das férias, que eu ia derreter de calor. 

Número 1: a passagem aérea é mais cara, porém, se comprar com antecedência, o custo alivia bastante. Muitos hotéis, restaurantes e atrações mantêm os preços na média (e, vem cá, qual é o preço do seu sonho?). 

Número 2: a Europa é sempre cheia de gente mesmo, especialmente turistas japoneses e, atualmente, brasileiros também. É bem difícil praticar o idioma local nos pontos turísticos. Como dizia a professora Sophie, no metrô de Paris, ouvem-se todos os idiomas.

Número 3: Há países que, dizem, são realmente mais quentes, como Espanha e Itália. Os países aos quais fui (Inglaterra, França, Alemanha, Holanda) são ótimos para o verão. O verão de Londres gira em torno de 18 graus ou menos. Impossível um brasileiro derreter nessa temperatura, não? 

Em resumo, ouça opiniões, filtre opiniões e vá quando você quiser! 

PRIMAVERA: Eu ainda quero ir na Primavera, porque ficou o sonho de ver os campos de tulipa na Holanda.  Isso é verdade: no verão, não sobrou uma tulipinha para contar a história, embora eu tenha visto outras flores. Mas não me arrependo, tudo o mais compensou e eu não queria adiar (mais) o meu sonho.
 
VERÃO: desconfio que seja a melhor época para esticar o dia e aproveitar bem os passeios. 

OUTONO: assim como na Primavera, você pega um clima ameno e preços mais amigáveis, especialmente nas passagens aéreas. Por isso são as duas estações mais recomendadas.

INVERNO: eu tinha o sonho de ir numa época em que pudesse ver jardins, luz e sol, explorar ambientes abertos. Mas esse era o meu sonho. É claro que o inverno também tem a sua beleza. Uma outra paisagem, com floquinhos de neve (ou flocões!). É só levar mais casaco corta-vento. Nos ambientes internos, tudo é aquecido. Não deixe de ir se puder ir no inverno! Que tal escolher entre os países com fama de mais quentinhos?

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A pedido de amigos, vou divulgar (aos poucos) meus roteirinhos de viagem. Farei aqui pelo blog para ser útil a quem quiser.
Começo com uma dica que é meio uma "contra-dica":

Colha os milhões de dicas que estão por aí (amigos, revistas, blogs, xereteiros de plantão, rsrs), filtre tudo e chegue às suas próprias conclusões.
Não existe lugar “TEM-QUE-IR” e, ao mesmo tempo, todos os lugares são “TEM-QUE-IR”. Terá que abrir mão, a não ser que você seja milionário e/ou um feliz doidinho e puder passar pelo menos um ano inteiro num país. Ninguém melhor do que você sabe o que é importante para VOCÊ.
É por isso que minhas ideias de roteirinhos são apenas um exercício sem pretensão. O planejamento é bacana para você aproveitar bem os dias, mas nada será melhor do que, ao caminhar, descobrir um lugar do qual ninguém falou e perceber que é ali que você quer permanecer por uns instantes, mesmo que tenha que abrir mão de outro.
Meus roteirinhos são ainda um “lembrete para mim mesma”. É escrevendo que a memória se registra. Eles vão me ajudar a repetir acertos e corrigir rotas em oportunidades futuras.