segunda-feira, 30 de julho de 2012

Viagem e estações



Estou inebriada de tanta paixão e experiência. Acabo de voltar de uma viagem muito sonhada pela Europa. Passei por quatro países. Faltaram outros, mas acredito que seja importante selecionar, vivenciar mais em qualidade do que em quantidade. Voltar, assimilar a experiência, colher dela a criatividade. Deixar o tempo mostrar todos os frutos que ela pode trazer. 
Por isso, tenho muito a dividir sobre a experiência com minha viagem para inspirar outros viajantes. 
Para mim, não há nada mais grandioso do que aprender, viver cultura, colher conhecimento e sensações. Não preciso de bens materiais além do necessário. Preciso desse movimento de busca do saber e do viver que me alimenta. 
Registro para dividir com quem aprecia e para organizar as memórias. 
Vou me organizando (e dividindo) na medida do possível, já que cheguei do sonho de volta à realidade de compromissos (e que bom! É o trabalho que permite a realização de sonhos).

Começarei comentando sobre as estações do ano... e o meu encontro com o Verão Europeu. 

      Um pôr do sol surpreendente em Berlin, por volta de 20h30...


Viajar no verão é muito bom porque faz sol até por volta de 21h30 nos países da Europa! Assim, dá para aproveitar muito o dia, muitas coisas ficam abertas até mais tarde, você consegue esticar a sua programação. É realmente muito bom.
E muitas pessoas (e blogs) me desanimaram. Disseram que em Julho é tudo mais caro, que a Europa é lotada de gente por causa das férias, que eu ia derreter de calor. 

Número 1: a passagem aérea é mais cara, porém, se comprar com antecedência, o custo alivia bastante. Muitos hotéis, restaurantes e atrações mantêm os preços na média (e, vem cá, qual é o preço do seu sonho?). 

Número 2: a Europa é sempre cheia de gente mesmo, especialmente turistas japoneses e, atualmente, brasileiros também. É bem difícil praticar o idioma local nos pontos turísticos. Como dizia a professora Sophie, no metrô de Paris, ouvem-se todos os idiomas.

Número 3: Há países que, dizem, são realmente mais quentes, como Espanha e Itália. Os países aos quais fui (Inglaterra, França, Alemanha, Holanda) são ótimos para o verão. O verão de Londres gira em torno de 18 graus ou menos. Impossível um brasileiro derreter nessa temperatura, não? 

Em resumo, ouça opiniões, filtre opiniões e vá quando você quiser! 

PRIMAVERA: Eu ainda quero ir na Primavera, porque ficou o sonho de ver os campos de tulipa na Holanda.  Isso é verdade: no verão, não sobrou uma tulipinha para contar a história, embora eu tenha visto outras flores. Mas não me arrependo, tudo o mais compensou e eu não queria adiar (mais) o meu sonho.
 
VERÃO: desconfio que seja a melhor época para esticar o dia e aproveitar bem os passeios. 

OUTONO: assim como na Primavera, você pega um clima ameno e preços mais amigáveis, especialmente nas passagens aéreas. Por isso são as duas estações mais recomendadas.

INVERNO: eu tinha o sonho de ir numa época em que pudesse ver jardins, luz e sol, explorar ambientes abertos. Mas esse era o meu sonho. É claro que o inverno também tem a sua beleza. Uma outra paisagem, com floquinhos de neve (ou flocões!). É só levar mais casaco corta-vento. Nos ambientes internos, tudo é aquecido. Não deixe de ir se puder ir no inverno! Que tal escolher entre os países com fama de mais quentinhos?

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A pedido de amigos, vou divulgar (aos poucos) meus roteirinhos de viagem. Farei aqui pelo blog para ser útil a quem quiser.
Começo com uma dica que é meio uma "contra-dica":

Colha os milhões de dicas que estão por aí (amigos, revistas, blogs, xereteiros de plantão, rsrs), filtre tudo e chegue às suas próprias conclusões.
Não existe lugar “TEM-QUE-IR” e, ao mesmo tempo, todos os lugares são “TEM-QUE-IR”. Terá que abrir mão, a não ser que você seja milionário e/ou um feliz doidinho e puder passar pelo menos um ano inteiro num país. Ninguém melhor do que você sabe o que é importante para VOCÊ.
É por isso que minhas ideias de roteirinhos são apenas um exercício sem pretensão. O planejamento é bacana para você aproveitar bem os dias, mas nada será melhor do que, ao caminhar, descobrir um lugar do qual ninguém falou e perceber que é ali que você quer permanecer por uns instantes, mesmo que tenha que abrir mão de outro.
Meus roteirinhos são ainda um “lembrete para mim mesma”. É escrevendo que a memória se registra. Eles vão me ajudar a repetir acertos e corrigir rotas em oportunidades futuras.

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