domingo, 5 de agosto de 2012

Ah, Paris!!!



Se Londres foi o meu "primeiro amor estrangeiro", Paris foi aquele amor que vai surgindo as poucos, crescendo, amadurecendo... Ao estudar história e perceber que aquele ideal de liberté, égalité, fraternité fazia todo o sentido - o ideal, porque a prática da história da França não escapa à lógica do mundo, é repleta de contradições, teve revolução sanguinária e um megalomaníaco por poder chamado Napoleão. Mas também os ideais iluministas resplandeceram da cidade das Luzes.

Chegar na graduação e, dentre todas as teorias estudadas, identificar-me com aquela que trazia em seu cerne o ideal da França: somos sujeitos constituídos pela história, nem plenamente autônomos, nem indefesos (sim, não é à toa que sou uma Analista de Discurso).

Não que a Cidade das Luzes seja toda perfeita. Por exemplo, tem pedintes nas ruas, como em outra grande capital como São Paulo, sinal de que também tem problemas sociais. Mas não há como olhar para os lados e não ver beleza, beauté que sempre emana de algum contexto histórico.

Então, não foi assim de um dia para outro que me apaixonei por Paris. É quase impossível não se apaixonar por ela à primeira vista, imagine quando isso vem cultivado há anos e anos. Daí é mais do que paixão: é amor.

A sensação de estar no lugar em que eu sempre deveria estar, de um reencontro no primeio encontro, vem de tempos de "namoro" nesta vida (se há vidas passadas, não sei...). Muita teoria, muita leitura. Meu contato com Paris já tinha sido intenso pela História, pela Arte. Pode até ter demorado um pouco para eu criar as condições de ir a Paris, mas o contato via leitura é muito mais acessível e está aí, disponível para quem quiser apaixonar-se.

Além dos estudos de Análise de Discurso, algumas leituras foram me colocando no clima parisiense. Acho a leitura uma boa dica para quem vai viajar, você vai se inserindo no ambiente e parece que aproveita melhor por "já conhecer" e, ao mesmo tempo, surpreender-se. Nos meses agitados que antecederam a viagem, dediquei meu tempo de leitura a alguns livros rápidos e prazerosos que reservavam alguma relação com Paris. Voilà! (Veja SUGESTÕES DE LEITURA que remetem a Paris)

Assim fui me preparando para Paris...
Seguem, agora, algumas dicas práticas para a viagem.

DICAS GERAIS POUR PARIS

TRAJETO: no nosso caso, foi de Eurostar from London. Passagem comprada no Brasil, pelo site.
O trem passa pelo Canal da Mancha em túnel subterrâneo e chega rapidinho, a viagem toda dura cerca de 2h40. É superprático. Chegar com uma hora de antecedência na estação de Londres, pois tem check in com Raio X.

HOTEL/LOCALIZAÇÃO: que bom ter escolhido o Hôtel de l’Arcade! Segui recomendações do site booking.com, que foram muito úteis. A localização perfeita, pertinho da igreja Madeleine e da Champs Élysées favoreceu em muito os passeios. Em resumo: você consegue fazer mais coisas estando em uma boa localização. E, numa viagem como essa, tempo vale mais que dinheiro! O Hotel é ótimo, confortável e os funcionários são muito amáveis. Como o café da manhã não estava incluído na diária, optamos por tomar café por perto do hotel, há muitas opções. Considero bem positiva a relação custo/benefício do Hôtel de l'Arcade. De qualquer forma, há outras sugestões bacanas para quem procura preço melhor. 

TRANSPORTE LOCAL: em Paris, as sugestões são comprar o Cartão Navigo Découvert (€ 5 + € 16,80) nos guichês RATP ou o Carnet 10 Voyage por € 11,40. Optei pelo Carnet e foi uma ótima escolha! O Navigo se destina a quem vai andar mais de metrô e é muito melhor caminhar (flanar...) em Paris, vendo as paisagens. No metrô, você passa um bom tempo embaixo da terra, entre corredores e escadarias (grandes corredores e grandes escadarias), sem poder apreciar as vistas. E lá descobrimos o Batobus e compramos o passe para uma semana. Falarei dele nos próximos posts.

SUGESTÕES
- Paris Museum Pass = € 64 por 6 dias ou 55 por 4 dias = Comprar na Fnac em Paris. Optei pelo de 4 dias, que melhor condizia ao roteiro de minha viagem (o quinto dia seria destinado à Disney e o sexto às festividades de 14 de Julho).
- TORRE EIFFEL = compra antecipada de ingressos para subir ou para os restaurantes da Torre pelo SITE.
- Uma boa dica do professor de francês Jean Viktor com a qual eu concordo: "do Trocadero, você tem uma das melhores visões da Torre Eiffel!"
- Para quem quiser visitar a Maison de Chanel, o endereço: 31 Rue Cambon Paris
- Provar os macarrons da FAUCHON.

IDIOMA
Não sei exatamente se procede a história de "parisiense ser pouco gentil quando você não fala francês". Nas regiões turísticas, o inglês é muito bem aceito. De qualquer forma, é um grande sinal de educação expressar um "Merci", "Excusez-moi" ou "S'il vous plaît". Por minha vez, sou apaixonada pelo idioma francês! Venho estudando há alguns anos, obtive certificado DELF, mas falta-me tempo para dedicar-me o quanto eu gostaria. Nos três meses antes da viagem, fiz um curso de "reciclagem" com o professor Jean-Viktor (Merci beaucoup, JV! Pour votre attention, pour votre compétence, pour votre amabilité.). Tudo pelo gostinho de falar um pouco. E valeu! Por ouvir muito inglês nas regiões turísticas, fica mais difícil praticar. Penso que a viagem se torna grandiosa por esse conjunto de detalhes, do qual o interesse pelo idioma faz parte. E isso é mais intenso do que a possibilidade (remota) de ganhar na loteria e poder viajar à vontade...

Essas providências ajudaram a tornar perfeitos os dias em Paris sobre os quais relatarei nos próximos posts.

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