segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mala, malinha ou malão?

Antes de continuar contando sobre os passeios, uma contribuição aos futuros viajantes na hora da organização.

12 toques importantes para arrumar
sua mala, malinha ou malão...

Dúvidas na hora de arrumar a mala: isso vai fazer falta? Vou precisar daquilo? Mais uma vez, vale o bom-senso, porque cada viajante tem um estilo de viagem e, consequentemente, de mala. Mas, vamos lá, vou compartilhar a minha experiência para viagem de 23 dias, incluindo quatro troca de cidades.

1. Na minha opinião, em relação à quantidade de roupas, é melhor faltar um pouco do que sobrar. Isso mesmo! Não vale a pena ficar carregando nada que se torne apenas um peso extra na sua bagagem. Em alguns momentos, até senti certa falta de algo a mais para variar, mas, no saldo final, o que levei foi suficiente, especialmente com o acréscimo de casacos comprados. Mais do que isso, dificultaria muito o tranporte das malas.

2. Uma dica legal para as mulheres é levar lenços e acessórios pequenos para variar o look. Não peque pelo exagero, sua viagem e os lugares que vai conhecer valem mais a pena! Pense em uma ou outra peça mais bonitinha para tirar foto, pense em peças básicas que combinem com coisas diferentes. 

3. Deixe espaço na mala para compras, especialmente se for aos EUA - é o que dizem, eu ainda não fui. A Europa não me pareceu um lugar tão propício às compras, mas eu agradecia em ter espaço a cada livro interessante (e pesado) que eu encontrava. Por medo de não caber, não trouxe jogo de chá de Londres, triste :( terei que voltar lá someday...

4. Dá bem para lavar umas blusinhas mais leves no hotel! Na mão, no chuveiro... Na necessidade, vale uma secadinha com o secador de cabelo do hotel. Como roupa masculina, em geral, é mais pesadinha, recorremos ao serviço de lavanderia para o "menino". No hotel em que ficamos em Paris, lavar camiseta era consideravelmente mais barato do que pólo. É melhor lavar uma roupinha do que deixar de comprar aquilo que você amou por falta de espaço na mala, não acha?

5. Eu disse para deixar espaço para compras, mas não deixe de levar o essencial. Nem sempre é fácil comprar a roupa que precisa. A numeração da Europa é diferente e, às vezes, cai meio estranha no corpo da brasileira. Por sorte, consegui um casaco em Paris e, em Amsterdam, as coisas pareceram cair melhor. Mas não é tudo sob nossa medida, não! Eu não queria perder muito tempo com compras, procurando itens (com tantas belezas para ver!), mas, é claro, cada um faz o que acha mais divertido. 

6. Um truque para trazer mais coisas na volta é levar uma mala média dentro de uma grande e desmembrá-las depois. Apesar de achar essa uma boa ideia, optamos por comprar uma mala a mais na Europa, somente quando realmente precisássemos. Não foi tão fácil achar uma legal! Mas conseguimos em Amsterdam (tinha Kipling por preço bacana por lá!)

7. Fique atento aos limites de peso/bagagem para seus voos, o que varia conforme o destino e a companhia aérea. A KLM permite 2 malas de 32kg por passageiro + 1 mala pequena de mão. Ronaldo e eu fomos com 1 mala cada um na ida (+ a de mão) e retornamos com 1 a mais na volta. Ou seja, juntos, fomos com duas e voltamos com três para despachar. (Atenção: se fizer voos internos na Europa desvinculados ao seu voo de cruzeiro, os limites diminuem.)

8. Nunca é demais lembrar: na bagagem de mão, leve uma troca de roupa para imprevistos e não leve líquidos como xampu, filtro solar, perfumes etc. em embalagem maior que 30ml. O tema é batido, mas conheço muita gente que já precisou deixar o cosmético do coração no aeroporto. Consulte o site de sua companhia aérea para mais informações. 

9. O Free Shop vai dizer que não há limite de consumo/gastos na ida. Mas saiba que os aeroportos da Europa podem reter produtos líquidos comprados em Free Shop do Brasil. É mais recomendável comprar na Europa ou na volta do Brasil (estava bem fraquinho, aliás...).

10. Você pode esquecer tudo, menos a sua documentação! Esse foi o primeiro item que deixei preparado, uma pasta de documentação, conforme ia providenciando as passagens aéreas, de trem, vouchers de hotéis, seguro de viagem, cópias de extratos bancários (para eventual comprovação de recursos na imigração). Quando necessário, também vistos e carteira de vacinação internacional. Deixe meio junto com seu passaporte e cartões de banco. Você pode esquecer outras coisas e se virar, mas não a pasta de documentação. Assim, mesmo que tenha uma semana meio turbulenta na véspera da viagem (como foi a minha...), saberá que o principal não será esquecido. 

11. Mala velha é melhor que mala nova, porque avião detona mala mesmo. Mala novinha em folha pode ser melhor que mala velha, porque, se tiver em seguro de fábrica, você pode ganhar crédito de uma novinha se ela estragar na viagem, ao reclamar na loja (aconteceu comigo quando voltei da Noruega em 2009). Há, no aeroporto, serviços de reclamação de estragos na mala. Se comprovado que estragou no avião, soube que colocam suas coisas num saco e ficam com a mala para consertar, depois devolvem. Mas será que vale mesmo a pena perder esse tempo no aeroporto quando você volta de um voo de 11 horas, mais fila da imigração, mais fila de quase uma hora para pegar a mala... e por sorte ela chega, ainda que com rodinha e estruturas quebradas? Eu deixei estar, feliz da vida por tudo meu estar seguro lá dentro. Ah, por falar, em rodinhas... elas ajudam muito a poupar as suas costas. A novidade são as de 4 rodas, ótimas para carregar (pelo menos onde é plano).

12. Feche todas as malas com cadeado com segredo. Diferencie-as das outras com correntes, fitinhas coloridas etc.

No próximo post, sugestão prática para mala de menina.  

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