terça-feira, 7 de agosto de 2012

Palácio de Versalhes

Paris - o Dia 2

Entre histórias, músicas e jardins

A terça-feira 10 de julho foi dedicada a Versalhes.
Fomos por conta própria, de trem, o RER. Nosso Paris Museum Pass dava direito a entrar no Castelo, mas não a economizar fila, que demorou cerca de 40 minutos. E, algo que não ficava muito claro, o passe não deu direito à entrada nos jardins do palácio, por isso compramos o ingresso à parte.
Entrar em Versalhes é reviver o mundo de Maria Antonieta, com seus sonhos, encantos, inocências (arrogâncias?).

Tem muita coisa para ver em Versalhes: os aposentos de Luis XIV, a famosa Sala de Espelhos; os aposentos do delfim e da delfina; Grande Trianon, Petit Trianon... 

Coordenadas para Versalhes:
De Madeleine: ligne 8 direction Balard. Arrête Invalides.
Pegar trem RER C em direction de Versaille Rive Gauche C5


Tudo em Versalhes me fascinou, mas nada me encantou mais que os Jardins Musicaux. Cada jardim é uma experiência diferente e especial. Por outro lado, você se pergunta: por que os reis e rainhas precisavam de tantos jardins, enquanto o povo mal tinha pão? Questão complexa... Hoje, os jardins estão ali para nossa visitação. 
Jardim é algo que amo muito! Pena que não sou princesa para ter unzinho :( Mas, pensando bem, tenho todos esses que estão no mundo :)

     
      Flores... eu amo muito!


       Feitos pelo Edward Mãos de Tesoura?


      E tem as fontes de água que literalmente dançam ao som das músicas

(Dica para oportunidade futura: espetáculo das Águas Noturnas, veja AQUI)


Tendo ido cedo, conseguimos voltar de Versalhes a Paris por volta de 15h. Então, dava tempo de ir ao Musee D’Orsay, aquele belíssimo construído em uma antiga estação de trem. Muitas obras de arte me chamaram a atenção e fui anotando... 

* Odalisque allongée - de Benjamin-Constant (1870)
* La chaste Suzanne - de Jean-Jacques Henner (1864) - intrigou-me o efeito "craquelado" em que se encontram as tintas...
* La Fortune et le jeune enfant (dit aussi "Vénus et l'Amour) - de Paul Baudry (1857) - gosto da mitologia em torno de Vênus e Cupido...
* La naissance de Vénus - de William Bouguereau (1879)
* Diane - de Jules Elie Delaunay (1872)
* Le symbolism / Le chevalier aux fleurs - de Georges Rochegrosse (1894)
* Balet / La danceuse - de Edgar Degas (no 5º piso).

Entre as obras mais famosas, está a escultura “A dança”, de Carpeaux (1868), na ala central.

No entanto, ver um grande museu no mesmo dia em que vimos o Castelo foi cansativo. Havendo oportunidade, eu dedicaria um dia só ao D’Orsay, ele merece.
Lanchamos no Café Lion, no D’Orsay (a baguete de Versalhes sustentou por pouco tempo, rsrs...) e seguimos em frente. Paramos perto do hotel para comer macarrons na Fauchon. Eu queria ter trazido macarrons “prazamiga”, mas a validade do doce era só 5 dias.

Passamos pela loja de Coco Chanel. Eu queria muito, muito conhecer a casa dela com as escadarias, mas, em princípio, não está aberta à visitação. Na loja, casaquinhos de 4 mil euros e uma grande dose de esnobismo. Nem sei se os vendedores de nariz empinado conhecem bem a história de Coco Chanel. Ela que foi sobretudo uma batalhadora, tão sofrida que, segundo seus biógrafos, até viveu o sucesso como uma "vingançazinha" (será que os vendedores ainda estão se vingando por ela?). Mas o fato é que eu até queria sair com uma sacolinha da loja (até porque uso o Chanel 5 Eau Premiere e tal...), mas o climão over-aristocrático me desinspirou. Mas eu não ficaria sem espiar a Rue Cambon em Paris...

Após parada no hotel para banho, nesse dia tivemos um jantar muito especial, dica de amiga do Ronaldo!
Fomos ao Restaurante Chartier (7 rue du Faubourg, Montmartre 75009 Paris). Ele é de 1896 e é bem tradicional. O garçom anota o pedido na toalha da mesa (de papel) e, quando você pede para fechar, é ali mesmo que ele faz a conta. Uma tradição!

     
      Restaurante Chartier: pedido na mesa, com letra de médico...



Ali por perto do Chartier, tem também um Hard Rock Café, para quem procura algo bem descolado. E tem várias lojas de bolsas e afins por ali, para quem chega um pouco mais cedo e as encontra abertas.

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