domingo, 2 de setembro de 2012

O Muro de Berlin

Lembro-me da professora de História ter chegado na sala e dito, não exatamente com essas palavras: "A História mudou! O muro de Berlin caiu!" Eu ainda era criança e não sabia bem o que era o muro de Berlin. Sabia quase apenas que existia o tal muro, pois sempre ouvia falar dele nos noticiários, assim como ouvia falar muito sobre Guerra Fria. Bomba atômica. Terceira Guerra Mundial. Dava medo. 
Tudo indicava que o fato de novembro de 1989 era uma boa notícia, ainda que eu não entendesse tão bem o que ele representava. 
Berliner Mauer. Construído em 1961 pelas tropas fronteiriças da RDA. Um lado era americano, o outro soviético, conforme dividido entre os temporariamente aliados que venceram Hitler na Segunda Guerra Mundial. Familiares foram separados pelo muro, linhas de metrô foram bloqueadas, o mundo se dividiu ao meio através de Berlin.

Ninguém podia pular o muro. Muitos morreram tentando, como mostra o "curriculum" da galeria. 




A queda do muro transformou-o em um símbolo da mudança pela Paz e pela Liberdade. Hoje ele é uma linda galeria, a maior galeria de arte a céu aberto. E está ali para lembrar o quanto o ser humano pode ser cruel e segregador. E o quanto pode ser forte e libertário, construindo um mundo melhor. Hoje, são relíquias pintadas por artistas. Que assim seja. 


Sei, é claro, que a queda dele não foi um passe de mágica. Foram necessárias certas condições históricas. Que um estado de revolução inspirasse um anúncio governamental sobre a permissão de ir e vir e as fronteiras se abrissem. Que, antes, certas condições inspirassem o estado de revolução. Como ato simbólico, o muro foi então derrubado por soldados e civis. Dois anos depois, viria o fim oficial da República Socialista da União Soviética e da Guerra Fria. Viriam também outras guerras.

Emocionante ter estado lá! E dos dois lados. 
A propósito, a galeria fica do lado leste.
A beleza e a arte podem vencer a guerra.
É inspirador o poder de transformação.


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