terça-feira, 30 de setembro de 2014

Destino: Vaticano (e os mistérios do Scavi Tour)

Sábado, terceiro dia em Roma.
Dia de ir ao Vaticano. Possível ir caminhando do nosso hotel, para quem prefere "flanar" a perder tempo esperando transporte.

Reservamos a manhã para um tour tradicional: Museu do Vaticano, Capela Sistina, Basílica de São Pedro. O acesso à Basílica é gratuito, mas, para os museus, é necessário adquirir ingresso. Havia a possibilidade de comprar pelo site, porém, de acordo com minhas tentativas e diversos relatos de outros usuários na Internet, o sistema de pagamento do Vaticano está com problemas. Uma pena, pois todas as outras operações realizadas pela Internet deram certo. Enfim, tivemos que viajar sem ingressos.

A fila para o museu é gigantesca e demora mais de duas horas. Então, recorremos a uma agência de turismo local que vende o ingresso beeeem mais caro, incluindo um guia de turismo (tão desnecessário quanto o preço do ingresso), mas que oferece acesso rápido ao tour. O que fazer? Pagar ou perder mais de duas horas na fila, eventualmente sob chuva e/ou sol.

A Basílica de São Pedro

É dessa fila dobra-muralha que falei

Naquela manhã, então, conhecemos as obras de arte do Vaticano. Não é autorizado fotografar o teto da Capela Sistina, onde está a famosa pintura de Michelangelo que representa a Criação do Mundo. Sem problemas, o melhor mesmo é apreciar. E depois eu compraria o livro com as fotos.

A passagem pela Capela Sistina foi apertatinha e abafada de turistas, mas nada que impedisse parar e admirar o famoso teto. (Dó mesmo eu fiquei de um bebê - que devia ter menos de dois aninhos - num carrinho, distraindo-se com um iPad. Acho que o passeio ainda não era para ele. Quando o desenho animado acabou, a criança chorou. Mas esta é outra história).

Obras ricas em detalhes


Detalhe da cúpula

A primeira Pietá de Michelangelo está na Basílica de São Pedro. Outras duas estão em Florença e a quarta, inacabada, em Milão. Das quatro, vimos três nesta viagem!

Túmulo do Santo João Paulo II: na Basílica, após a canonização

O tempo oscilava entre chuva e sol e a minha nova sombrinha, diretamente da grife dos camelôs, serviu para as duas coisas. No mais, se é para ter uma sombrinha que vai durar umas três chuvas e meia, que seja cor-de-rosa!

Almoçamos neste lugarzinho simpático, pertinho da Basílica, pois ficaríamos na região também no período da tarde.


À espera de um momento sagrado

À tarde, tínhamos um compromisso agendado também ali no Vaticano: a visita interna à necrópole que fica abaixo da Basílica de São Pedro, um roteiro chamado Scavi Tour, que é mais religioso e conta a história das escavações que encontraram as relíquias (ou restos mortais) do apóstolo Pedro, considerado o primeiro Papa da Igreja Católica. 

Trata-se, realmente, de algo mais intimista e espiritual, para um grupo pequeno (cerca de 10 pessoas). Para agendar a visita, é necessário escrever antes ao Vaticano (scavi@fsp.va), informando os nomes, as datas em que estará em Roma e em quais idiomas poderia fazer o tour. Após esse contato, eles indicam um dia e horário disponível e enviam um código para pagamento, que também não funcionou. Felizmente, neste caso particular, recebemos um comunicado para pagar no local. 

Embora eu tenha indicado três línguas para ter mais chances de conseguir o tour, tivemos a sorte de realizá-lo em português. Fomos, então, recebidos pelo Padre Vagner Luis Bonafé Laska, um religioso de Floripa que atualmente vive no Vaticano. Foi muito bom fazer o tour em português, porque há muitos detalhes que, acredito, teria perdido em uma língua estrangeira. 

Sim, o tour é realizado com um Padre, não com um guia turístico comum, em um ambiente de fé e espiritualidade. São impressionantes os dados históricos e científicos que nos remetem à história do cristianismo, tanto quanto a paz que você sente ao se aproximar do "coração" de Pedro. O Padre Vagner é preparadíssimo para falar sobre o assunto e acompanhou o grupo com grande gentileza.

Como expressa Padre Vagner, todas as obras de arte presentes no Vaticano são como a moldura para este "coração". Ali, na "necrópole secreta", estaria a verdadeira "pintura" emoldurada pelas obras de Michelangelo e outros mais. 

Não é permitido fotografar no local, o que é até bem bom - aposto que a gente (me incluo) poderia perder algum detalhe de vivência enquanto fotografasse.

Como eu havia temido, o ambiente pareceu-me um pouco "claustrofóbico", porém, senti tanta paz ali que isso não foi problema. Digamos que dá para lembrar dos caminhos percorridos por Indiana Jones.

Iniciando a visita às escavações
(Foto do grupo "Amigos dos Scavi" no facebook)

Foi um momento muito especial da viagem a Roma, talvez o que mais tenha dado sentido a ela. 
Temos muito a agradecer ao Pe. Vagner pelo aprendizado que nos proporcionou, além do momento de espiritualidade. 

A visita à Necrópole termina no local dos túmulos dos Papas e fornece acesso à Basílica. 

* * * 
Um pouco da história das escavações

O último desejo do Papa Pio XI foi ser enterrado o mais próximo possível das relíquias de S. Pedro. Seu sucessor, então, o Papa Pio XII iniciou as escavações, porque sempre se acreditou que a Basílica havia sido construída sobre o local em que S. Pedro fora crucificado e enterrado. As escavações revelaram uma antiga necrópole romana pagã (o cristianismo era na época proibido e condenado) embaixo da Basílica e, também, o local do túmulo de S. Pedro. Tudo foi feito em segredo durante a II Guerra Mundial, temendo que Hitler pudesse se interessar pelo local (o que sem dúvidas ocorreria, não?).

Mesmo após as escavações e a descoberta do túmulo, as relíquias de Pedro permaneceram um mistério, até a intervenção de uma arqueóloga, que identificou, a partir de certas pistas, os ossos de um homem com as características de S. Pedro, inclusive as marcas de crucificação nós pés (já que teria pedido para ser crucificado de cabeça para baixo, por não se sentir digno de morrer como Cristo). 

São dados da ciência. Como expressa Padre Vagner, a conclusão final é uma questão também de fé. 
Há coincidências incríveis, como o fato de que a Cúpula da Basílica tenha sido construída, sem que se soubesse, exatamente ao alto de onde jaz São Pedro.

* * *
No alto da Cúpula

Após o tour religioso, o husband me convidou para subir a cúpula e eu, desinformada sobre como era a subida, aceitei. Elevador ou escada? Elevador, claro, já havíamos caminhado bastante. Só não sabíamos que, após o elevador, havia ainda MUITOS e MUITOS degraus estreitos na escada em forma de abóboda. MUITOS. Fazendo um draminha, achei que fosse ficar sem ar no meio do caminho. Mas eu explico: ninguém precisa desistir da subida. Apenas leve ÁGUA!!!! Meu grande problema, acredito, foi sede. Estava muito quente, e eu estava de calça jeans (a entrada nas igrejas exige um certo dress code, vestimenta respeitosa, comprimento abaixo do joelho e ombros cobertos; fui de calça mesmo para não ter qualquer problema). Acho que foi isso: água amenizaria tudo. Do alto, as vistas da própria Basílica e da cidade valem muito a pena!


Depois de descer a escada da penitência (hehehehe), encontramos uma fonte natural de água ainda antes do elevador. Fui correndo encher a garrafinha!!! (se soubesse, teria enchido a garrafinha antes de subir. Fica a dica...)

Foi um dia cansativo, mas muito especial. Acho que foi neste dia que surgiu uma bolha IMENSA em meu mindinho do pé, que ficou quase do tamanho do dedo do lado. Achando-me espertinha, cometi um erro de principiante: usei tênis sem meia grossa. Os bandaids da precaução estavam na parte de trás do pé, mas eu nunca havia tido um problema desses com o dedinho. Dali em diante, ele ficou encapado. Foi preciso comprar uma sandalinha aberta no dia seguinte, já que ele praticamente não coube mais no tênis enquanto a mega-bolha não sarasse. #aventurasdaviagem #pensaQésóBemBão

À noite, depois da parada para banho no hotel, ainda faríamos um passeio bem legal (assunto do próximo post), apesar do dedinho inchado.

* * *

Outros detalhes sobre o Scavi Tour em um post do Viaje na Viagem.

E um ótimo relato sobre a história das escavações no blog Schirato na Itália.

* * *

Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo
Foto Necrópole: página "Amigos dos Scavi" no facebook


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Dentro do Coliseu!

Segundo dia em Roma, uma sexta-feira. Meu humor está radiante como o sol de verão italiano!
Nada como uma noite bem dormida. Ótimo café da manhã no hotel e, logo pela manhã, fomos passear.

Neste dia, conheceríamos os três monumentos mais impressionantes de Roma, que nos fazem viajar pelo tempo e pela História: o Coliseu, o Palatino e o Fórum Romano - ou Colosseum, Palatine Hill, Roman Forum.

Ao chegar ao aeroporto de Fiumicino, havíamos comprado o Roma Pass, que dava direito à entrada nessas atrações e, com isso, economizamos um bom tempo em filas (não necessariamente em Euros).

Primeira parada... Coliseu!

Entrar no Coliseu é um dos momentos mais emocionantes da visita a Roma. Não tem como não se apaixonar por esse monumento tão antigo, ressignificado no decorrer da História. É realmente imponente!

Fica a sensação de que, mesmo se não puder ver tudo que gostaria nesta vida, terá visto algo tão grandioso que já valeu a pena.








Na Electa, livraria do Coliseu, gastei em inglês, italiano e francês.

Depois do Coliseu, seguimos para o Palatino e Fórum Romano, que são monumentos interligados - um dá acesso para o outro. Ruínas e mais ruínas. É tudo tão grande - e parecido, rs - que há um grande risco de rodar em círculos e se perder lá dentro. Mesmo o Ronaldo, que é um GPS em forma de pessoa, precisou ficar bem atento. Eu, por outro lado, me desligo, por saber que o husband GPS vai cuidar da minha localização. Tá, desta vez, o GPS do celular também deu uma forcinha.




Depois dos passeios históricos, seguimos para a feira de artesanato do Campo di Fiori, repleta de macarrões coloridos e outras coisas mais.


Da feira, seguimos para a bela Piazza Navona, onde fica a imponente embaixada brasileira (olha a bandeira verde e amarela ao fundo da fonte!).


A praça abriga três belas fontes e, provavelmente em alusão a elas, há ali uma sorveteria chamada "Gelateria tre fontane". Achei o sorvete mais artesanal, mais gostoso que o da Carapina que provei no dia anterior. A variedade era incrível e me apaixonei pelo de pistache. Sem falar que a vista não era nada mal. Momento para fechar os olhos e relembrar: sabor doce e refrescante em um cenário tipicamente romano.



Seguimos para ver o rio Tevere.

Caminhando um pouco, encontramos cadeados em uma ponte. 
A tradição de Paris se expande... 

E não é que já chegamos perto do Castelo de Sant'Angelo!!!
No domingo, iríamos até ele.

Roma é linda e ensolarada!
As costas ainda doem neste dia, mas melhorando. 

À noite, fomos encontrar um amigo brasileiro que comemoraria seu aniversário em Roma (feliz coincidência) e escolheu como local o Eataly - um lugar diferente, misto de Alameda com Comprando (para bauruense entender). 
Chegar até lá foi uma mini-saga, já que o taxista não conhecia o local (e nós que éramos os turistas...) e deu várias voltas conosco. Até que descemos na estação de trem e entendemos parte do problema: nós avistávamos o local, mas como chegar até ele se os trilhos o separavam de nós? Pedimos informação até para um moço do exército e, por fim, encontramos a plataforma a ser atravessada. No fim, tudo deu certo e cantamos Parabéns para o Roberto. Tanti Auguri a Te!

Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

domingo, 28 de setembro de 2014

Chegada a Roma

Agora, voltemos ao início.
Fazia algum tempo que programávamos uma viagem à Itália - nossas pesquisas começaram pelo menos dois anos antes. Queríamos conhecer bem, por isso destinamos 18 dias ao país, ainda assim, abrindo mão do Sul.
Começaríamos em Roma, daí a opção pelo voo direto com Alitalia (o qual foi possível comprar pelo site da KLM, já que são companhias parceiras).
Cheguei do voo, particularmente, muito cansada. Mesmo que estivesse viajando de primeira classe (vai sonhando...), o horário do voo foi o que mais "pegou" para mim, que sou uma pessoa bem diurna. Partimos de São Paulo às 15h, chegando a Roma às 7h em horário local, porém eram 2h da madrugada no Brasil. Devo ter conseguido cochilar pouco no voo e, de qualquer forma, aterrissamos literalmente no horário em que deveria estar dormindo.

Chegamos ao hotel antes do horário de check in e, gentilmente, nosso quarto foi liberado com alguma antecedência. Dormi por quase duas horas para "tomar fôlego" e, assim, veio um pouco de energia para um primeiro passeio. Consideradas as circunstâncias, até que deu para aproveitar o primeiro dia!

Caminhando pela ruazinha do nosso hotel

Ruínas pelo caminho

Nossa primeira parada foi o monumento Vittorio Emanuelle II. Valeu muito a pena subir o elevador, por causa das vistas incríveis da cidade, com o Coliseu em destaque. Assim, o espírito já ia se preparando para conhecê-lo de pertinho no dia seguinte.

Do alto do Vittorio Emanuelle

Buscando uma opção rápida, almoçamos pizza em pedaço na Pizzaria Florida, que foi uma grata surpresa. Passamos despretensiosamente em frente à pizzaria e, com fome, paramos para comer um pedaço. Uma verdadeira delícia, nunca havia comido uma tão boa de melanzana (berinjela à parmeggiana). Soube, depois, que é um ponto bastante frequentado e, inclusive, possui certificado de Excelência do Trip Advisor. É realmente deliciosa! A parte chatinha é que há poucos lugares para sentar e, quando está cheia, você precisa achar um cantinho para comer em pé, encostado no balcão. Neste dia, como já era um pouco mais tarde, tivemos a sorte de sentar.

Próxima parada: Pantheon.

Cúpula do Pantheon

Um lugar muito bonito e também religioso, portanto, o aviso em algumas línguas: Silenzio! Silence - in English! Silence - en français! Se nada funcionasse, um universal shiiiiiii!!!!

De lá, seguimos andando, sempre nos deparando com belíssimas fontes pelo caminho. A mais famosa de todas, a Fontana de Trevi, está em reforma por um ano, podendo ser vista apenas por meio de uma estrutura improvisada. Chato. Ou nem tanto. Cabe a gente ressignificar: se não fiz o ritual de jogar a moeda para retornar a Roma, a ideia é um dia retornar para ver a fonte linda e restaurada.

Seguimos até a Piazza di Spagna. Algumas obras ali por perto também.

Desde o primeiro dia, notamos que precisaríamos de muita água. E consumimos água de todos os preços, conforme a necessidade: de 5 euros em restaurantes (!!!), de 50 centavos do supermercado, ou mesmo de graça, das fontes naturais disponíveis pela cidade.

À noite, embora Ronaldo estivesse com mais pique (vai entender), eu estava bem cansada e preferi um jantarzinho perto do hotel. Amei o Ristorante Sant'Anna, romântico e agradável. A pasta estava ótima, assim como o atendimento, e o ambiente, muito acolhedor.
Fechamos a noite com sorvete Carapina. Em uma noite de sono, já consigo acertar o fuso. A dor nas costas (acho que culpa da classe econômica) ainda incomodaria alguns dias.

A ótima localização do Hotel Smeraldo permitiu que fizéssemos todos os passeios a pé. O único táxi do dia foi do aeroporto ao hotel.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Lado B
A Itália é quente, muito quente! Meu Deus, e eu saí de calça jeans sob o sol das 3 horas da tarde. Parece a Batista de Carvalho em janeiro, mas faz tempo que não preciso andar na Batista. Tudo bem, eu sabia que o verão italiano era quente, mas trazia na memória uma lembrança geladinha de verão europeu em Paris, Munique, Berlim, Amsterdam. Londres nem conta porque lá é realmente mais frio. Primeira conclusão: acho que trouxe pouca roupa de verão e há casacos de sobra na mala. Ok, agora entendo que não é loucura o pessoal com shorts e regata na Europa. Felizmente, sempre carrego o filtro solar. Ronaldo, teimoso em relação ao filtro, foi ficando mais torrado a cada dia. Amo a Europa, mas odeio o cheiro de cigarro que ela exala. O cansaço não anima o humor, ou é o sol que ferve os miolos. E a Fontana de Trevi, em reforma, está muito feia para fotos. Preciso descansar para seguir em frente.

Lado A
Roma é linda, tão linda! Só de ver o Coliseu de longe, todo o cansaço e as horas de voo já valeram a pena. E a expectativa de vê-lo de pertinho amanhã vai deixando tudo mais empolgante. Céus, só tenho a agradecer: estou na Europa, na Itália, em Roma, "berço da civilização". E já avistei o Coliseu! Refresco a nuca em uma fonte perto do Pantheon e o ânimo melhora. Relembro que a Europa é fresca. Quanto à Trevi, não sei se o ritual da moeda seria válido em uma fonte seca e em obras, mas, neste dia, decido que não preciso do ritual, só da minha vontade: voltarei a Roma justamente para ver a preferida de Fellini. Roma começa a escurecer por volta das 21h. E a Itália já vai ganhando um sabor mais geladinho. Gelato de chocolate Carapina. É só o primeiro dia de mais uma aventura, e já ampliamos tanto o nosso mundo. E, além do mais, tudo é perfeito quando se está ao lado de quem ama. Feliz, muito feliz.

O poder da escrita de traduzir impressões.
O poder do coração de compor sensações.

Ainda há muito a contar sobre a Itália!

PS: os posts abaixam comprovam que precisei dos casacos na continuidade da viagem.

Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

sábado, 27 de setembro de 2014

Hello, Amsterdam!

Era uma noite de verão em Amsterdam. Imagine se fosse inverno!

Como mencionei em posts anteriores, a parada em Amsterdam seria bem rápida. Na verdade, programada essencialmente porque optamos pelo retorno com o voo da KLM. Por que não, ao menos, dizer um "oi" à cidade amada por Anne Frank e relembrar os bons momentos que passamos por lá em 2012?

Viajamos na hora do almoço (Bruxelas-Amsterdam) e, surpresa, havia uma refeição inclusa no trem (foram tantas compras de passagem que não me atentei a este detalhe). Chegamos e fomos direto bater uma perninha pela cidade.

Rever o charmoso Canal Singel...

Comer um pedação de apple pie...
Apple crumble pie with whipped cream - Esprit Caffe Amsterdam
Mas esta aqui estava um pouco diferente da minha lembrança - será que só mudou o formato?

Foi um dia chuvoso em Amsterdam. Passeamos pelos canais, praça Dam, mercado de flores, entramos em algumas lojinhas... Já que estava chovendo, entrei na Forever 21 e fiz umas comprinhas (parêntese: essa é a diferença de loja de departamento na Europa. A relação custo-benefício costuma compensar. Veja, por exemplo, essa blusinha charmosa da Audrey Hepburn).

Uma igrejinha que me chamou a atenção, no Singel: H. Franciscus Xaverius (De Krijtberg).

O Hotel deixou a desejar. Ficamos no NH Carlton e, ao contrário do da mesma rede que ficamos em Bruxelas, ele tinha um cheiro de carpete velho e um atendimento que precisa melhorar muito (poucos funcionários para muitos hóspedes).

Do que deu mais saudade: 
- da casa de Anne Frank (Anne não pode ser esquecida!)
- do museu Van Gogh
- da casa de Rembrandt
- da placa "I Amsterdam" que fica um pouquinho mais afastada e não deu tempo de rever.
- do casal norueguês que reencontrei na viagem de 2012 (um Encontro especial)
- dos campos de Tulipas que ainda não vi, porque não estive lá na Primavera.

A noite, representada pela foto inicial deste post, foi fria e de ansiedade. Afinal, no dia seguinte, pegaríamos o nosso voo de volta.
Tudo certo, graças a Deus, mais uma viagem abençoada, com sorvete da KLM, 4 filmes inteiros (Transcendence; Mulheres ao Ataque; Frozen + um documentário sobre Paris) e shopping in the air (preciso de distrações).

Ao chegar, muitas lembranças a serem registradas e rememoradas.
Esta viagem começou na Itália, sobre a qual ainda vou contar.

Relembre momentos de 2012 em Amsterdam.

Texto: Érika de Moraes
Fotos: Arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Um dia em Bruxelas

Bélgica - Un petit pays charmant que parle français et est très prés de Paris!!!

A apenas uma hora e meia de trem de Paris, está Bruxelas.
Nosso roteiro terminaria em Amsterdam com o voo da KLM (companhia, que, para mim, é sempre uma boa escolha), e, como a capital da Bélgica estava no meio do caminho, decidimos fazer uma parada de um dia por lá.

Ainda que um dia não seja muito, foi possível ter uma visão da cidade, graciosa, arrumadinha e com cheiro de chocolate (que são mesmo muito, muito bons!!! Entre os mais famosos, está o Godiva. Nós também gostamos muito do Pralines.).




A Grand-Place é a principal referência turística e fornece uma boa ideia do "espírito" da cidade. A arquitetura é muito bonita e, por todos os lados, há lojinhas de souvenirs e (deliciosos) chocolates. Seguindo uma de suas travessas, encontramos o Manekken Pis, o bonequinho que faz pipi e é símbolo da cidade.

Mas, cá entre nós... eu que sou chata por preferir a Tour Eiffel à estátua de pipi de fora? Rsrs


Da praça, seguimos para a Catedral, que é tão linda por fora quanto por dentro, como em geral são as igrejas europeias.

Tudo isso é o órgão!


Eu, vestida de drapeau française (rouge et bleu), lidando com a saudade de Paris.
Caminhando pelo parque em direção ao Palais de Bruxelles.

O portão do Palácio me lembrou o de Buckingham

E, preciso confessar, o que mais me encantou na Bélgica foi poder passar um dia a mais "parlando" meu francês de aprendiz. Um jeitinho homeopático de deixar a França para o choque doer menos, rs. Afinal, a partir dali, mais uma vez, eu teria que lidar com a saudade. 

Pode ser parcialidade minha, mas acho tudo mais charmoso em francês. Veja só esse aviso de porta do hotel: "Deixe-me sonhar um instante a mais". 


Era isso. Já estava quase no dia de voltar para o Brasil. Mas, antes, deixe-me sonhar um instante a mais em francês...

Dicas:
A Bélgica parece uma excelente oportunidade para estar perto da França gastando um pouco menos de Euros. (Só que não é Paris, rsrs, para mim não tem jeito hahaha).
Ficamos num ótimo hotel, bem localizado, da rede NH Atlanta, cujo custo nem se compara com os de Paris. Indico.
Por perto, achamos um lugar muito, muito bacana para o café da manhã, que recomendo fortemente: EXKI - com uma cenourinha no lugar do "I". O estabelecimento tem uma proposta mais natural e tem croissants parecidos com os franceses.

Site útil:
A gente encontrou um roteiro de um dia feito por uma blogueira para "um dia em Bruxelas" que ajudou a inspirar o nosso. Veja aqui.

Se eu voltar para lá:
Quero entrar no Musée de la Ville, que fica ali mesmo na Praça, para ver, entre outras coisas, os tais de 600 trajes do Manekken Pis.
Também quero dar uma espiada no Atomium, a construção em forma de molécula gigante.

Adendo:
Ah, e numa viagem com mais calma a Bélgica, programar uma visita a Bruges, considerada uma das cidades mais românticas da Europa. O Conexão Paris tem uns posts sobre Bruges, como esse sobre chocolates.


Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

domingo, 14 de setembro de 2014

Só um domingo casual

Sétimo post da série "7 looks e 7 cenários parisienses"

E o sétimo dia foi criado para o repouso. Ou nem sempre. Hoje, que é um domingo, estou ao lado de uma pilha de textos que urgem serem lidos, estudados e ressignificados  (sim, adoro estudar e fui eu quem escolhi - mas é trabalho e queima a cuca, né Rodin?). Este registro, porém, será sobre um outro domingo, o nosso em Paris. 

Viagem quase no fim e ainda não usei a t-shirt de gatinho, é hora! Vai com a saia preta (do look 2 e 5) e a jaquetinha vermelha. Pronto, vamos curtir o último domingo em Paris.

E o domingo pedia descanso, pedia para desacelerar o passo. Pedia um tempo, no fim da tarde, para rearranjar as malas e seguir em frente.

De manhã, fomos conhecer o Jardin d'Acclimatation, um lugar menos turístico, onde pude me deliciar ouvindo as famílias francesas conversando com seus enfants. Lugar adorado pelas crianças francesas - afinal, tem bichinhos, tem brinquedos. Eis uma boa dica para quem viaja com filhos pequenos e precisa conciliar a rota dos museus com algo mais prazeroso, também, para as crianças.

Logo na entrada, descobrimos o Petit Train. O ingresso para o parque (3 euros) dava direito à primeira volta de trem. 





Passeamos também no Rivière Enchantée, onde qualquer adulto, ao entrar no barquinho, se sente tão feliz quanto criança. Ou, pelo menos, os adultos que não perderam a criança dentro de si (prefiro ser uma dessas pessoas).




Eu conto o que tem na sacola! É a foto do final do passeio de barco e minha linda joaninha francesa. 

Ah, e o segredo de andar com bolsinha pequena? Mochila com o marido. 

Sem dúvidas, este look teria ficado mais bonito com minha botinha caramelo. Mas, por mais que eu curta essa coisa de "brincar de estilo", para mim, a viagem em si era o mais importante, as andanças.



Em seguida, fomos nos despedir da Tour Eiffel. Também dos macarons Ladurée, do Cafe Madeleine... No dia seguinte, pegaríamos o trem para uma breve passada por Bruxelas, a 1h30 de trem de Paris (ah se o Brasil tivesse desenvolvido seus trilhos e trens...). 

* * *
Ainda sobre o Jardin d'Acclimatation, ele possui uma grande área para caminhada e prática de exercícios, à qual você tem acesso sem precisar pagar o ingresso do parque. Fiquei imaginando morar nos prédios em frente ao jardim e ir lá caminhar todos os dias. Ronaldo me chama para a realidade: imagine quantos euros deve custar morar aí! Mas sonhar não custa nada, não?

* * * 
Pronto. Terminei minha série - tão ridícula quanto as cartas de amor. 

Look: T-shirt Cantão; saia Lucy in the Sky; jaqueta Riachuelo; meia-calça Lupo, tênis no pé.

Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo