sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cenacolo Vinciano - um tour para ver Da Vinci

Na quinta-feira, em Milão, recorremos a um tour por meio de uma agência para ver o famoso Cenaculo Vinciano.

A compra de ingressos para o Cenacolo pode ser feita pelo site, porém com muita, muita antecedência e uma dose de sorte, já que o número de visitantes é restrito. Por mais que eu tenha planejado a viagem, não conseguimos para os dias necessários. Então, melhor a opção da agência do que ficar sem a visita.

Avaliação da agência Zani Viaggi  (Live Milano)
Para ter acesso ao Cenacolo, a agência exige que você compre um tour completo (chamado Grand Tour Milano), que pode ser interessante para situar o visitante em Milão num primeiro momento. Não precisávamos necessariamente dessa orientação, pois já havíamos nos situado bem no pedacinho entre o Duomo e o Castello. No entanto, sou do tipo que prefere ver o lado bom: sempre há uma ou outra informação a mais.
Agora, o que chateou mesmo foi o tratamento na agência. Fomos lá na quarta-feira para reservar o passeio para a quinta. Cheguei perguntando sobre o tour e a funcionária, com a maior carranca do mundo, simplesmente me disse: "it is sold out". Ok, está esgotado. Perguntei: "for all the week? . Ela simplesmente continuou com a mesma cara de "não me enche o saco". Percebendo a má vontade dela, mas não querendo desistir do Cenacolo, apontei no folder o passeio do dia seguinte (que incluía guia em inglês e português) e ela disse que havia disponibilidade e vendeu os ingressos, com a mesma má vontade. Absurdo, não? A gente paga para ter esse tipo de tratamento. Ainda tentei me informar melhor sobre o roteiro, mas ela simplesmente apontou no folder a lista dos lugares a serem visitados, em português. Santa Maria da Graça!!! Ela julgou que eu não soubesse ler os nomes dos lugares em inglês? Caberia a ela julgar? O que eu queria era uma informação complementar, não a lista de lugares. Queria saber, por exemplo, quais locais incluíam visitação interna e quais veríamos só por fora.
Na área de comunicação, em que atuo, a gente costuma dizer que isso é péssimo atendimento ao cliente. Quem sabe se a agência soubesse que tem atendentes assim poderia tentar melhorar.
O Grand Tour Milano custou 65 Euros por pessoa. Para comparação, no ingresso do Cenáculo, consta o valor de 6,50 Euros. Como é difícil para um pobre mortal adquirir o ingresso, quem ganha é a indústria das agências.
Os detalhes que não informaram pessoalmente, conto a seguir.

Sobre o passeio
Como disse, sou do tipo que prefere focar no lado bom.
O tour foi de ônibus com guia dando informações em inglês e português. Ao contrário da atendente do balcão, a guia era simpática e informada. Como o grupo era grande, utilizávamos um rádio.
A primeira parada foi na Galleria Vittorio Emanuelle, onde a guia contou algumas curiosidades, como a do ritual do touro (que eu já havia feito no primeiro dia). Deu-nos 15 minutos para conhecer o interior do Duomo, o que aproveitamos para fazer. A entrada no Duomo é gratuita, mas pagamos uma pequena taxa para obter a pulseira que dá direito a fotografar o local.

Interior do Duomo

De lá, fomos a pé ao Teatro Scalla, que fica do outro lado da Galleria, oposto ao Duomo. O teatro corresponde à fama de surpreender: não diz muito por fora, mas é bem bonito por dentro. A parada no teatro incluía visitação interna, com acesso ao museu, o que foi bem legal.

Detalhe da decoração do Teatro Scalla

Palco de grandes óperas

Do acervo do museu: 
La Facciata del Teatro Alla Scala
Angelo Inganni, 1852

Depois do Teatro, seguimos para o Castello Sforzesco, somente por fora (essa era uma dúvida que eu gostaria de ter tirado no momento da compra do pacote, se incluía o ingresso para acesso interno. Não inclui.).

Enfim, o tão esperado momento de ver de perto o Cenacolo Vinciano.

Fachada da Basilica di Santa Maria delle Grazie - na qual está a obra de Da Vinci

O que há de tão especial em ver a pintura mais conhecida como "Santa Ceia" é que você a encontra no local para onde ela foi feita: na parede do antigo refeitório dos monges dominicanos. Ela é imensa, ao contrário da pequena Mona Lisa do Louvre - o que, para mim, é divertido, já que, por alguma razão, na infância, gravei na imaginação uma Mona Lisa grande e uma Santa Ceia pequena :) provável influência das representações da Santa Ceia nas casas de família. Quanto à Mona Lisa, coisa da imaginação, mesmo.

Quem dera soubessem, na época, que a obra seria tão famosa. Como a pintura foi feita atrás da quentura da cozinha - ai ai ai - uma das mais célebres obras de toda a humanidade correu sérios riscos quanto à sua preservação.

Não me cansei de passar um bom momento observando-a, bem como seus detalhes, a exemplo das mãos pintadas por Da Vinci.
Influenciada pelo filme O Código Da Vinci, não pude deixar de achar João com cara de menina. E também estava curiosa para espiar de perto a cara traidora de Judas.

Concordo com meu amigo Rodrigo Piscitelli sobre a emoção desse encontro com Da Vinci (indescritível, mas que ele bem narra aqui). Eu estava tão ansiosa para ver a obra que não prestei atenção nas tantas portas de acesso, mas, como meu amigo, voltei o olhar ao final para despedir-me da imagem e gravá-la o máximo possível em minha mente.

Sobre o local ser simples para tão rica obra, parece-me uma feliz coincidência que só a valoriza.

Não é permitido tirar foto no local (e de nada adiantaria mesmo, uma foto não se compara à obra original). É tanta expectativa por Da Vinci que a pintura a sua frente fica ofuscada, mas também é interessante: The Crucifixion, de Donato Montorfano.

Claro que eu trouxe o livro sobre o Cenacolo, na esperança de encontrar algumas horas para estudá-lo mais a fundo.

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Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Milão: Castello Sforzesco e Estádio do Milan/Inter

Nossa quarta-feira em Milão começou com visita ao belo Castello Sforzesco. Só por fora, retornaríamos no domingo para conhecê-lo detalhadamente por dentro.

A estrutura branca próxima ao castelo é preparativo para a grande exposição internacional de 2015

Curtindo o castelo


Seguindo do castelo para o lado oposto ao Duomo, há um grande parque, delícia para simplesmente passear e curtir!

Ao final do parque, um arco napoleônico construído pelo próprio durante sua dominação. 
Dizem que o arco foi erguido exatamente de frente para Paris. 
Embora parecido com o Arco do Triunfo francês, suas redondezas não contêm o charme da Champs-Élysées, como dizem os próprios milaneses. 

Inserindo-me na paisagem
(afinal, o Google já está cheio de fotos do Castelo, parque e afins...)

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A Castle for cats

A história deste castelo é uma das mais intensas da realeza italiana.
Com a morte do Duque Filippo Maria Visconti em 1447, houve muitos pretendentes ao título. Quem levou foi Francesco Sforza, ao se casar com a filha do Duque, Bianca Maria Visconti. Dizem que foram felizes, apesar da diferença de idades e amantes à parte.
O castelo esteve sob os domínios de Napoleão e correu risco de ser derrubado. Hoje, nele funciona um museu.

Entre as curiosidades, registra-se que mais de 60 gatos vivem no castelo, devidamente vacinados e cuidados por voluntários. O mais famoso e sortudo deles, Gato Giorgio, foi oficialmente adotado pelos curadores do castelo.

FONTE: The Sforza Castle. Text by Amélie Galé, watercolours by Jack Jow. Officina Libraria. 2007.
Livro adquirido na loja do Castelo.

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Circuito esportivo: estádio do Milan / Inter

Depois do passeio de princesa, um passeio de príncipe.
Já virou tradição conhecermos estádios de futebol em nossas viagens. O marido mata a curiosidade esportiva e eu também curto bastante.
Seguimos, então, de metrô para o Stadio San Siro (quando tem jogo do Milan) - ou Giuseppe Meazza (quando o jogo é da Inter). Pois é, um estádio de dois times e dividido em dois nomes, peculiaridade esportiva italiana.



Eu na torcida do Milan

Diversos brasileiros, como o fenômeno Ronaldo, já passaram pelo Milan.
Sãopaulina de coração, meu registro fica para o Kaká.

Galleria Vittorio Emanuelle

À noite, faríamos o nosso tradicional tour pela Via Dante, Galleria e Duomo. Seis dias gravando na mente a imagem suntuosa do Duomo. Como eu poderia não ter saudade desse pedacinho de Milão?

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Para chegar ao estádio: 
Pegue a linha vermelha do metrô e desça na estação Lotto ou Lampugnano. 
Optamos pela primeira estação e foi super tranquilo chegar a pé ao estádio, numa caminhada de no máximo 15 minutos, por uma avenida agradável. 
Ingresso em agosto de 2014: 16 euros por pessoa. 


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Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

* Textos e imagens deste blog são de propriedade da autora.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Milão: do Castello Sforzesco ao Duomo

Encantada pelo Duomo!

Costumam dizer que Milão é menos bonita que outras cidades italianas. De fato, não tem a beleza aconchegante da Toscana. É preciso abrir os olhos para uma beleza mais cosmopolita para se encantar por Milano. Uma beleza do tipo São Paulo; menos natureza, mais arquitetura. Embora eu tenha me identificado mais com a acolhedora Florença, ao chegar a Milano, deixei-me conquistar pela suntuosidade do Duomo, imponente, majestoso com sua Madonina ao alto; não é à toa que demorou 500 anos para ser construído! Chic a Via Dante, a Galleria Vittorio Emanuelle, ainda que apenas para lançar olhos de investigadora, já que é bem fora da (minha) realidade carregar sacolas Prada (essas, ficam com as mulheres de burqa, mais Sex and the City impossível). Vi pedacinhos de Milano e tomei partido: sou mais Dante do que Naviglio. Ah, o Duomo!!!

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O pequeno texto, acima, condensa a minha impressão sobre Milão. 
Confesso que cheguei um pouco cansada - era a metade da viagem - e já estava ansiosa por Paris. Cheguei a me questionar: por que 6 dias em Milão?
Hoje sei que poderia voltar e teria mais para ver. 

Chegamos num fim de tarde de agosto e o primeiro pedacinho que conheci foi esse do título: do Castello Sforzesco ao Duomo, e foi justamente o pedacinho que mais amei. Nosso hotel estava localizado exatamente nesse point, pertinho da Via Dante. 

Entardercer na Via Dante

Nosso primeiro jantar foi no Café de Ville, ali mesmo na Via Dante. Retornaríamos lá pelo menos mais duas vezes, já que gostamos do serviço, dos sabores e era perto do hotel.

O Duomo pelo ângulo das lojas à sua direita. 
À esquerda, fica a famosa Galleria Vittorio Emanuelle

Além do Duomo, a galleria Vittorio Emanuelle é o grande destaque dessa região. Tudo nela é lindo, "rhyco" e tem significado, do teto ao chão. As grifes, só para bolsos nobres: Chanel, Prada, Louis Vuitton, Versace, Luisa Spagnoli, 
Lá está a única placa "Fratelli Prada", memória da loja que já foi de dois irmãos. 
Nem sempre foi assim: já houve lojas tipicamente italianas por lá, mas os altos preços de aluguel local fizeram com que fossem substituídas pelas grifes internacionais. 

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Na manhã seguinte, passearíamos no belo Castello Sforzesco. 

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Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

* Textos e imagens deste blog são de propriedade da autora.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Hotel Sereníssima em Veneza - Avaliação

Considerando que Veneza é uma cidade de hospedagem cara, encontrar um hotel com preço justo, limpo e muito bem localizado é de grande valia.

É o que penso sobre o Hotel Sereníssima, no qual nos hospedamos.

Registro a avaliação que fiz para o Trip Advisor:

Bom custo-benefício, já que Veneza parece ser uma cidade de hotéis caros. A localização é excelente, entre os dois principais pontos turísticos de Veneza: a ponte Rialto e a Piazza de São Marcos; foi menos difícil chegar com as malas a partir do ponto do Vaporeto do que imaginamos, já que as ruas são planas. Como o hotel não tem elevador, é complicado subir com as malas, porém os funcionários ajudam. São bastante gentis, especialmente o pessoal da recepção. As instalações e acomodações como um todo são meio antigas, mas isso parece ser característico de Veneza. Não deixa de ter um ar de tradição e romantismo. Senti falta de frigobar e, principalmente, de tomadas para carregar nossos aparelhos (precisamos revezar, pois no máximo duas tomadas funcionavam). Tenho uma sugestão muito simples e exequível para melhorar o banheiro: instalar um porta-sabonete no box, por favor! Conforme consta em outras avaliações, é fato que a água do chuveiro oscila muito entre o quente e o frio. O café da manhã é simpático, mas não muito prático: seria melhor poder se servir da bebida quente, em vez de esperar trazerem o bule à mesa, facilitando para quem serve e para quem espera. Vendem água mineral por um preço justo.

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Um certo ar antigo - que pode ser "lido" como romantismo e tradição



Vai ter de encarar essas escadas...

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Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

* Textos e imagens deste blog são de propriedade da autora.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Veneza: cidade dos Schiavones

Città degli Schiavoni

Assim como descobri que o sobrenome Tozzi, da família de minha mãe, tem origem em Florença, soubemos que a história do sobrenome Schiavone tem início em Veneza.

Ou, ainda antes, na Escandinávia. É que o povo de lá - os eslavos - tiveram participação efetiva na ocupação das ilhotas que formariam Veneza e, assim, a história da cidade se confunde com a dos Schiavones - ou, dito em italiano, degli Schiavoni - já que o "i" é basicamente o plural de "e" em italiano, entendeu? Prego!

E, assim, de certa forma, a "família" de meu husband deixou centenas de negócios por lá...

Nome de Rua

Fachada da Scuola di San Giorgio degli Schiavoni

Placa da Scuola

Tem até nome de Palácio

E serviço de gôndola

Se um dia meu amor resolver sumir pela vida em busca das origens, já sei onde ele poderá estar :)
(ou fugimos juntos para a Noruega, ok?)

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Se tem interesse pela cidade, os 5 posts abaixo são sobre Veneza.

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Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

* Textos e imagens deste blog são de propriedade da autora.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Passeio de gôndola em Veneza

Veneza, porção de terra cercada por água e máscaras por todos os lados.
Para encerrar nossos dias em Veneza, o famoso e inesquecível passeio de gôndola. Optamos por fazê-lo no fim de tarde, horário de sol mais ameno.

Iniciando o passeio na Praça São Marcos

Vista da Ponte dos Suspiros a partir da gôndola

Há quem diga que o ritual de beijar-se abaixo da Ponte dos Suspiros traz boa sorte ao casal. Ou, ainda, traz a sorte de retornar à Veneza. 
O nome da ponte, porém, não tem nada de romantismo: os que por ali passavam suspiravam por saberem que seriam encarcerados, provavelmente para sempre. 

A moment to remember

Do outro lado da Ponte dos Suspiros

Registro do casal pelo gondoleiro

Também dizem por aí que os gondoleiros contam boas histórias, mas o nosso passou boa parte do tempo falando ao celular enquanto conduzia o passeio mecanicamente :(
Ao menos, ele nos indicou a Ponte dos Suspiros e fez o registro do casal.
(Dizem, ainda, que são mais simpáticos quando o passeio é só de meninas).

O passeio dura cerca de 30 minutos e custa 80 euros. É o mesmo preço se for para uma, duas ou mais pessoas, mas sempre tem o romantismo de estar "em casal". O passeio noturno, bem como o roteiro mais longo que inclui o Canal Grande, é mais caro. Optei pelo passeio nos canais mais estreitos por preferir a tranquilidade dessas águas, mas, de tão bom, passou muito rápido. Queria dar outra volta!

Um belo jeito de despedir-se de Veneza, não?
No dia seguinte, iríamos a Milão (que será assunto dos próximos posts).

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Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

* Textos e imagens deste blog são de propriedade da autora.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Galleria Ca' d'Oro em Veneza

Nosso quarto dia em Veneza, uma segunda-feira, seria um dia livre para curtir a cidade.
Como não é possível visitar, com qualidade, todas as galerias de arte de uma cidade em uma única viagem, escolhi conhecer a Ca'd'Oro ou Casa do Ouro. Ela não costuma ser a escolha turística mais óbvia e, justamente por isso, mantém os seus mistérios.

Uma vista "artística" de Veneza, a partir da Ca' d'Oro

Áreas externas da Ca' d'Oro também são arte a ser apreciada

Flora - arte do século XV

Forte presença da religiosidade

Madonna dell'Umiltà
Giovanni di Nicola da Pisa
Perceptíveis sinais do tempo - muitas obras carecem de restauração, o que precisa ser feito com muito cuidado e planejamento

Venere dormiente, do século XVI
Paris Bordonne
A deusa do amor é uma das musas mais representadas na Arte

Fachada da Galleria Ca' d'Oro
Por si só, arte arquitetônica veneziana-bizantina

O nome Ca' d'Oro se deve à camada de ouro que revestia sua fachada, hoje, porém, coberta com um verniz decorativo. 
São dois pisos de obras de arte, entre quadros, afrescos e tapeçaria. 

Continuando o passeio pela cidade...

Cores italianas

A caminho da Scuola di San Giorgio degli Schiavoni

Outro local que eu queria conhecer era a Scuola di San Giorgio degli Schiavoni. O diferencial é que suas obras de arte foram produzidas especificamente para o local onde hoje estão expostas. Diferentemente do que ocorre quando as obras são levadas para uma galeria, ali você presencia a conexão entre a arte e seu local de nascimento. 
Destacam-se o incrível teto dourado e a obra San Giorgio degli Schiavoni.
Não é permitido fotografar lá dentro, o que sempre traz a vantagem de voltar a concentração para apreciar com os próprios olhos.
Apesar de pequena, é bastante rica em detalhes.
(tá, e também me chamou atenção o sobrenome do marido no nome da scuola)

Certamente, ficou para trás muita arte a ser vista. Porém, apesar de eu ter escrito que uma vez em Veneza poderia me bastar nesta vida, quem sabe eu ainda não volte para lá?

Ah, não poderíamos encerrar a viagem sem o tradicionalíssimo passeio de gôndola. Assunto do próximo post.

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SERVIÇO:

A Galleria Ca' d'Oro abre as segundas somente até as 14h e, de terça a domingo, das 8h15 às 19h15
O endereço é Calle di Ca' d'Oro, Cannaregio, 3932, próximo à Strada Nova.

A Scuola di San Giorgio degli Schiavoni costuma abrir de terça a sábado. Felizmente, abriu na segunda à tarde no dia em que a visitamos. Vale informar-se antes de ir.
O endereço é Calle dei Furlani, Castello 3259a. Telefone: 041 - 552-8828.

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Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

* Textos e imagens deste blog são de propriedade da autora.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ilhas de Veneza

Conhecemos três: Murano, Burano e Torcello.
São lindas, rendem belas fotos.
Há quem deixe de visitar as ilhas por desejar passar mais tempo no centro histórico de Veneza. Meu ponto de vista é que as paisagens bucólicas das ilhas são um dos momentos de maior beleza da viagem.

Murano, a ilha da arte em vidro

Vidro se transforma em arte

Logo que chegamos, assistimos a uma breve demonstração, em uma das fábricas, da transformação do vidro derretido em objeto decorativo. 
Por toda a cidade, há diversas lojas e os preços vão dos mais acessíveis aos mais expressivos. Mais difícil do que pagar os muranos é realmente carregá-los na viagem, pois são peças delicadas e, muitas delas, volumosas.
Para simbolizar nossa viagem, trouxemos um lindo gatinho de Murano. 
No mais, foi curtir a bela ilha.

Nós em Murano S2

Entre cores

Escultura representativa da arte da cidade - de Simone Cenedese

Burano, ainda mais charmosa
Se Murano se destaca pelos vidros, os artesanatos, especialmente as rendas, são a marca de Burano. Em contraponto ao branco das rendas, belas casas coloridas que nos fazem sentir como se integrássemos o cenário de um filme bucólico.

Nós em Burano S2
Um senhorzinho passou e ofereceu-se para tirar uma foto. 
Tentei agradecer em umas três línguas, mas ele não me entendeu. Apenas nos deixou a lembrança.

Uma torre torta à la Pisa

Casas de famílias, ao que parece, acostumadas à curiosidade dos turistas

Encantam-me os detalhes

Presença da religiosidade

Giallo!

Fiore giallo!

Torcello, a terceira ilha
Menos explorada que as outras, Torcello também tem seu charme. 

Torcello

Por fim, retornamos a Veneza e, após o jantar, demos mais uma volta de vaporetto.
Ver as paisagens iluminadas de Veneza foi um daqueles momentos: "meu Deus, obrigada por me dar a vida e possibilitar o contato com tantas belezas!".

Noite em Veneza

Lembre-se de que o bilhete diário do vaporetto dá direto às idas e vindas pelas ilhas, o que torna o custo-benefício bastante vantajoso.

Ainda teríamos mais um dia em Veneza, sobre o qual vou contar.

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Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

* Textos e imagens deste blog são de propriedade da autora.