sábado, 12 de março de 2011

Think different!


Pegada de quê? Adulto, criança, gato ou macaco?

Uma animada colega, agrônoma cheia de garra chamada Gisele, que foi comigo à Noruega, costumava dizer que não perdia tempo lavando roupa na mão, botava tudo na máquina. Ah, o que menos tenho nessa vida é tempo sobrando, mas morro de dó de estragar minhas peças mais delicadas com rendinhas e afins (sorte que minha mãe me ajuda muito, até hoje, a conservá-las!). Essa minha mesma colega faz movie maker e tem paciência de montar caprichosamente belos álbuns personalizados de fotos, tipo scrapbook, coisa que muita gente acharia perda de tempo. A queridíssima amiga Fá, por exemplo, que mora em Brasília, não se conforma que eu faço agenda e, um dia, me perguntou se eu jogava fora quando acabava o ano (imagine!!! Rsss). Já a Fer Moraes, outra mulher trabalhadora e ocupada, gosta de cuidar das roupas à mão, para conservar as peças mais queridinhas, e tem incrível talento para artesanato.

Moralzinha da história: cada um valoriza o tempo de uma forma diferente, e certas coisas têm valor especial a depender do olhar da pessoa.

O tempo. Eu adoro tê-lo, mas não para ficar à toa. E há coisas que me passam a sensação de tempo inaproveitado, tipo baralho ou mesa de sinuca - claro, para muitas pessoas, isso é divertidíssimo e eu respeito. Para mim, leitura é uma das melhores formas de fazer render o tempo. Também um bom filme ou uma dança.

Tudo depende do ponto de vista. Certa vez, Ronaldo deixou o carro no estacionamento/lavacar e os funcionários ficaram se perguntando:
- Mas essa marca no vidro parece pegada de macaco!
- Imagine, tá louco! Quem é que vai ter carro com pegada de macaco? Deve ser gato ou criança...

Rolou praticamente uma aposta por lá.
Era pegada de macaco. Tínhamos ido ao Simba Safári, em São Paulo - como diz a propaganda do Omo, a vida é para se sujar um pouco. Se o primeiro apostador não tivesse pensado no improvável...
Ou seja, melhor pensar duas vezes antes de rir do ponto de vista alheio.


Quando a apple chegou, computador deixou de ser muito bege.

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