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Mostrando postagens com o rótulo Pitada de Poesia

TEXTO-ORAÇÃO PARA A SEXTA-FEIRA SANTA DE 2020

(da minha cabeça e coração) Pai Nosso, eis que precisamos reaprender a rezar. Se o Pai é “Nosso”, não posso apenas pedir por minha família e amigos. Peço por toda a humanidade, por todas as nacionalidades, e me deparo com o paradoxo: alguns sofrerão mais, sendo matematicamente impossível aliviar a todos na mesma medida. Diante desse conflito, quais as palavras certas para rezar sem egoísmo, na minha pequenez humana, preocupada com família e amigos? Como rezar direito, sabendo que alguns serão Cordeiro de Deus? Que possamos aprender com a dor do outro, mas que não sejamos tão indiferentes ao sofrimento alheio. Que humildemente reconheçamos nossos limites, sabendo que somos o Outro do outro. Não sei exatamente como é Deus, mas mantenho a confiança no Bem. Sempre muito inspirada por minha mãe nesta Terra, mantenho confiança em Maria, nossa mãe no Céu. Mantenho confiança nos médicos, profissionais de saúde e pesquisadores, inspirados pela Luz do Bem. Tomemos as vacinas ...

Hibisco Roxo e a magia da leitura

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Silenciosa.  Assim é a doce Kambili, nigeriana de 15 anos. O silêncio de quem não quer incomodar a imperfeição do mundo ou, em outras palavras, não quer perturbar o mundo com suas feridas e sussurros interiores. Kambili é de família rica ( como assim, rico tem sofrimento? ). Seu pai é benfeitor querido do povo, reconhecido omelora , Aquele que Faz pela Comunidade. Enquanto Papa fazia pela comunidade, o avô, pai do Papa, andava desnutrido e de shorts puídos, já que não merecia benfeitoria por ser “pagão”. Pagão ou tradicionalista, porque tudo sempre tem ao menos dois lados e diversos matizes e, para tristeza de Deus, crença cega sempre trouxe desavença. O Papa também batia na Mama – espancava, na verdade, cenas que a narradora descreve de modo tão sutil que eu, leitora, quase chego a pensar que minha interpretação está equivocada, que estou imaginando demais. Será possível? De onde minha mente levanta essa cruel hipótese? (Pausa para reflexão. Havia lido uma reportagem em ...

O Incrível Hulk Azul

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O Incrível Hulk Azul (Sobre crianças, trabalho, profissões...) - Vem na minha casa, tia! - A tia logo vai! - Vem amanhã! - A tia vai daqui uns dias, antes tem que trabalhar. - Pra ganhar din din, né! Você traz um Hulk azul? A mamãe dele já explicou que não é para pedir as coisas. Mas é compreensível, ele só tem dois aninhos. E eu faço parte do ainda pequeno círculo de pessoas que, ele sabe muito bem, o querem feliz e amado. E observem o que ele pediu primeiro: presença. Claro que a titia apaixonada está doida para encontrar um Hulk azul (ele me disse que tem “na barraquinha”), mas parece que ele me escolheu para uma missão um pouco difícil (será que vale pintar um verde com tinta azul? Ou escolher um Smurf bem bravo com cara de Hulk?). Para quem não está atualizado, já existe Hulk vermelho, o que deve ter levado meu sobrinho a imaginá-lo de todas as cores. A história do Hulk me fez pensar sobre como vamos construindo a ideia de trabalho nas crianças. O primeir...

Minha carta às crianças do Brasil

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Queridas crianças, Escrevo para vocês. Se ainda for pequena, papai, mamãe, titia ou algum responsável poderá ler para você. Este mundo está complicado. Tem violência em toda parte. Brigas por política aqui no Brasil, atentados terroristas do outro lado do mundo. Tem mosquito, dengue e zika. Mas, acalme-se. Vou dizer por que vai dar tudo certo. Vai dar certo por causa de VOCÊ. Você pode construir um mundo melhor. Eu não sou mãe, mas sou titia, professora, amiguinha e tenho uma irmã mais nova. Brinquei com ela de tudo, de boneca a escolinha. Sou professora dos maiores, dos jovens que já estão na faculdade. Também sou pesquisadora e escrevo alguns textos que poucas pessoas leem, mas sempre que alguém me diz que leu e aprendeu algo, fico muito feliz, porque não escrevo apenas para contar ponto no Lattes ( não se preocupe em entender esse Lattes agora, é coisa do mundo dos adultos ). Já escrevi sobre desenhos de crianças palestinas , sobre a Mona Lisa e outras ...

E Pedro se viu sozinho

Foi num dia 7 de abril, em 1831, que um menino chamado Pedro de Alcântara, aos 5 anos de idade, viu-se solitário ao acordar naquela que deveria ser apenas mais uma manhã comum na vida de uma criança. Na madrugada, o Imperador Pedro I vira-se forçado pelas circunstâncias a abdicar o trono brasileiro, refugiando-se na fragata que o transportaria para Portugal, levando consigo a segunda esposa Amélia e a filha Maria da Glória, futura rainha de Portugal. Para trás, ficaram cinco órfãos reais, entre eles o pequeno príncipe que viria a ser D. Pedro II. Não houve tempo para despedidas. Dali em diante, pai e filho teriam contato apenas por cartas, as quais se encontram hoje no acervo do Museu Imperial de Petrópolis, “uma das trocas de correspondências mais tristes já registradas na história brasileira”, nas palavras de Laurentino Gomes. “ Meu querido pai e meu senhor, quando me levantei e não achei a Vossa Majestade Imperial e a mamãe para lhe beijar a mão, não podia me consolar nem pos...

D. Pedro I

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Nasceu num 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Padroeira do Brasil. Mas nasceu do lado de lá do Atlântico, vindo para cá bem cedo, com a sua corte fugida de Napoleão. Chegou ao Brasil em 1808, aos 9 anos de idade. Desse modo, cresceu sentindo-se bem brasileiro, porém, tal qual o país, possuía raízes a um oceano de distância. A divisão de seu ser permanece após a própria morte, já que seus restos mortais vieram para o Brasil em 1972 e, desde então, repousam no Mausoléu do Ipiranga, em São Paulo. O coração, porém, ficou para trás - imagem insólita não mais liberada para os curiosos, que me faz lembrar Piratas do Caribe. O coração ficou no Porto. E quem não teria amado o Porto se tivesse lutado por toda a beleza ao redor do Douro, e ainda ao lado de uma brava gente (sim, do lado de lá também tem brava gente)? Ele foi herói no Porto. E foi herói no Brasil. Não fez sozinho a Independência, mas se imortalizou pelo grito do Ipiranga em 1822, quando só tinha 23 anos. Talvez a ...

Belém é pura poesia

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Se eu pudesse apenas ter olhado o Tejo pela janelinha da Torre de Belém, tudo já teria valido a pena, e a alma, tal qual a de Pessoa, seria o contrário de pequena:  grande e irradiante. Se eu pudesse, então, retornar ao Tejo de Belém (e pude) teria de ser (e sou) eternamente grata à vida.   É que eu vi o Tejo, Tejo lindo, lindo Tejo, Tejo lindo E o pintei com minhas cores.  Minha bandeira e meus cabelos bagunçados ao vento, porque sou tão ridícula (e feliz) quanto as cartas de amor.  Mais sobre Belém no post abaixo!

Pôr do sol em Viña del Mar

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Podem até dizer que não fiz certas coisas nessa vida (afinal, o tempo parece tão curto para todos os sonhos), mas não que deixei de apreciar o pôr do sol. Os mais inesquecíveis não foram procurados, mas encontrados pelo meio do caminho. Como neste momento, em Viña del Mar, Chile Mirando el Pacífico en el fin de tarde... Meu amor, eu e o Pacífico. Águas gélidas, luzes quentes E por falar em paisagens, descendo a escadaria para o Reloj de Flores , pedi a câmara ao Ronaldo. Eu estava enxergando esta foto: Aquele louco princípio da física! Enquanto uma de mim está aqui escrevendo este texto, outra ficou apreciando um pôr de sol chileno. Outras de mim em cada pôr do sol ...

Excomunguemos

Excomunguemos a incoerência da sociedade que condena Felicianos por homofobia e, ao mesmo tempo, Betos por respeito à diversidade. Excomunguemos a hipocrisia de quem comunga e deseja o mal ao próximo. Os que vão à missa para reparar a marca do sapato alheio. Os que não usam métodos contraceptivos e colocam os filhos para pedir esmola no semáforo; os inconsequentes. Os que juram amor no altar e agridem os cônjuges e filhos. Os homens que não respeitam as mulheres; as mulheres que não respeitam os homens; os héteros que não respeitam os homos; os homos que não respeitam os héteros. Excomunguemos homos e héteros. Os que riem ou os que choram, os pobres ou ricos; os fracos ou fortes; apocalíticos ou integrados; os de direita ou os de esquerda. Excomunguemos os que se dizem de um lado ou de outro, porque a dicotomia é uma invenção. Excomunguemos os que culpam os outros; os que não se responsabilizam por seus sonhos. Os que não vieram para terem vida, e vida em abundância, mas para po...

Baú encantado de contos de fadas

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Aos poucos, vou desvendando os livros que trouxe da viagem e preencheram um bauzinho encantado, meu pequeno tesouro. Deles, voam descobertas, aventuras, arte, novas palavras ou simples sabor de leitura. Pirlimpimpim. Além das lembranças, foi o bem mais precioso que trouxe da viagem. Deles, também se revelam posicionamentos. Ontem, abri "The Royal Wedding - The official westminster abbey souvenir", evidentemente, sobre Kate & William. Ao final, fotos de casamentos reais do passado: - Queen Elizabeth & Philip (1947); - Queen's mother & Duke of York, o futuro Rei George (1923); - Princess Margaret & Antony (1960); - Princess Alexandra & Angus Ogilvy (1963); - Princess Anne & Captain Mark (1973); - Prince Andrew & Sarah Ferguson. Silêncio total sobre o casamento real de 1981. Ninguém iria perceber mesmo, né Abadia? 29/04/2011: 29/07/1981: Muito triste que esse casamento de 1981 tenha girado em torno de tanta falsidade, tr...

Viagens que deixam mais do que saudade

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Como entender os princípios de tempo e espaço da Física? Mas tenho a impressão que, em algum universo paralelo, há uma Érika ainda lá no jardim do Victoria & Albert, enquanto outra está sentada num jardim de Londres que encontrou pelo caminho. Alguma olha para o Big Ben e o Tâmisa. Outra Érika, com certeza, está navegando pelo Sena a caminho da Tour Eiffel. Há uma admirando as flores de Versalhes ou dos jardins de Monet. Deve haver outra nos fiordes noruegueses, com saudade de seu amado. Mas outra está numa praia do Nordeste, ao lado dele! Ainda uma se casando, outra se formando, defendendo tese, vivendo algum entre tantos momentos inesquecíveis. Ou simplesmente balançando numa rede, ouvindo um som, lendo um bom livro. E eu estou aqui, seguindo em frente.

Em cada pôr do sol

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Em cada pôr do sol mora um sonho! Em cada nascer de sol, em cada reflexo de luz ecoando nas águas. Cada pedacinho de cidade de nosso Brasil esconde um lindo reflexo de sol. Eu tive o imenso prazer de ver o pôr do sol de Natal, em RN. Minha irmã já viu o de João Pessoa, com o bolero de Ravel. Vi o sol refletido nos fiordes noruegueses, desenhando retratos nas águas. E o pôr do sol de Londres... O pôr do sol de Paris... O pôr do sol de Berlim... O reflexo ensolarado de Amsterdam. Em cada um deles, a sementinha de um sonho que faz brotar muitos outros. E isso é vida. É Deus. Que venham muitos outros sonhos. Muitos reflexos de sol. A Europa me trouxe toda essa energia que, entre outras coisas, intensificou a vontade de blogar sobre a viagem. Falarei ainda de lugares que já conheci e sobre os quais até então não escrevi (ou só rascunhei - no papel ou na cabeça). De lugares do Brasil. Dos lugares que virão.

Pausa para uma reflexão

- beber mais água - respirar pausadamente - mastigar com mais sabor - não pular as lombadas - ter mais ócio criativo - ler mais livros "inúteis" - PERMITIR-SE estar no mundo para SER FELIZ - (...) - viver num mundo que valorize atitudes como as descritas acima. Não preciso esperar o fim de ano para fazer a minha listinha.  Vou tentando melhorar o "meu mundo", mas, como boa idealista, ainda não abandono o último item e o SONHO de melhorar o mundo. You may say I'm a dreamer...

London, London

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E agora, o que faz com a saudade que Londres deixou? Bem antes de chegar lá, eu já sabia que me despediria de Londres com uma dose de melancolia. A Inglaterra, talvez, tenha sido o primeiro lugar que desejei conhecer, provavelmente influenciada pelo gosto por estudar inglês. Ou pelas histórias de princesas que, de alguma forma, parecem mais ou menos reais em Londres, sejam com desfechos trágicos (Diana) ou com a esperança do amor verdadeiro (William e Kate). A tristeza da despedida só não foi maior porque, depois de Londres, viria Paris, o meu "amor maduro", a cultura que ganhou meu coração. Mas, enfim, ao pisar em Londres, revivi uma lembrança muito mais remota da infância. Eu era bem, bem pequena e tinha uma revista de colorir (que devo ter incrementado tanto com lápis de cor e guache que ela não sobreviveu) que contava uma história circense em que, no final, o Palhaço fugia com a Mulher-Barbada (um detalhe que achei bem engraçado no enredo). A revista devia ser b...

Ela...

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Publicando a crônica da aluna Fernanda Fraga...                                                                           Ela Se elas soubessem falar, teriam ótimas histórias para contar. Mas elas são fiéis confidentes, se não muitos casamentos provavelmente acabariam depois do depoimento delas. Você nunca irá encontrar uma amiga igual a ela, seguram nossa cerveja,  suportam nossas lamúrias de fracasso no amor, na profissão, na vida, sem reclamar, e ainda as cinzas de cigarro. Mesas de bar. Aposto que você nunca parou para pensar o que elas pensam, né? Nem o que elas sentem, todas as vezes que você foi embora sem l...