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Mostrando postagens com o rótulo Jornalismo

Não olhe para cima! (ou olhe, sim!!!)

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Don’t look up! (Não olhe para cima!) Eu até demorei um pouquinho para ver o filme (os amigos já estavam comentando), repleto de figurões vencedores do Oscar: Leonardo DiCaprio, Meryl Streep, Cate Blanchett, Jennifer Lawrence e mais. O filme é uma sátira a presidentes estadunidenses , Trump em especial, e nele também reconhecemos nossas mazelas. O tema é dos mais atuais: o negacionismo científico com matizes de espetacularização política. Sem falar muito sobre o enredo (que já tem bastante conteúdo na Internet), chamaram-me atenção alguns pontos em especial, pelo olhar da Psicanálise, que tem me acompanhado nos estudos como analista de discurso. A personagem da estudante Kate Dibiasky (Lawrence) , tachada de nervosa, inapropriada ou bipolar, é quem mais demonstra lucidez. É ela quem chama atenção da mídia espetacularizada sobre “nem todo assunto dever ser tratado com leveza” . O debate entre real e simbólico é antigo nas mais diversas teorias, de modo que, às vezes, é necessário...

O caso da contaminação de leites infantis por Salmonella

O caso da contaminação de leites infantis por Salmonella - e o que pode nos ensinar - Empresas privadas e Estado - Quem vigia os vigilantes? O caso teve repercussão na França em 2017, não se limitando a este ano e país, já que a empresa envolvida é uma grande exportadora, inclusive para o Brasil.   Naquele ano, inúmeros pais e mães deram entrada em hospitais infantis com seus bebês apresentando quadro grave de diarreia e vômito. Evacuando sangue, os bebês encontravam-se fracos e desidratados. Os primeiros diagnósticos não suspeitaram da Salmonella. Quando descoberta a presença da bactéria, a primeira suspeita recaía sobre a falta de higiene no manuseio da alimentação do bebê. Houve demora até ser detectado que o problema estava no leite em pó infantil (o único alimento que a criança então consumia!), vendido em farmácias e com receitas médicas, o que só agravava o quadro. Os aspectos complexos desse caso foram tratados em várias reportagens e, recentemente, no do...

Do lar, da luta e da lua

O enunciado da revista Veja, causador de polêmicas e brincadeiras nas redes sociais, não teria tanta relevância se considerado isoladamente: exalta um tipo de mulher - a bela, recatada e do lar, esposa de um homem de sorte. A personalidade retratada na matéria merece todo o nosso respeito como ser humano, como todas as mulheres e homens o merecem, inclusive a esposa de um político ou a Presidente da República. Criticar o governo é um exercício democrático (poderíamos criticar suas bases, por exemplo, a aliança PT-PMDB); já ofender pessoalmente um governante, com xingamentos, é algo bem diferente. Da mesma forma, ponderar o enunciado de Veja não significa desrespeito às mulheres belas (somos todas, em nossas lutas e biótipos), recatadas e do lar. Exercer uma profissão, aliás, não implica deixar de ter um papel fundamental no lar e, nesse aspecto, os maridos também são dos lares. Um dos dois, homem ou mulher, teria todo o direito de escolher exercer apenas uma das funções, mas os te...

Je suis Charlie?

Meu artigo publicado no Jornal da Cidade deste domingo. Je suis Charlie? Érika de Moraes “Je suis Charlie” pode ter se tornado um slogan repetido sem reflexão. Sensibilizo-me pelas vidas que foram interrompidas, assim como me solidarizo com muitos muçulmanos que são estigmatizados por sua crença e associados a terroristas sem que o sejam. Notícias dão conta, inclusive, da morte de cidadão muçulmano, o policial Ahmed Merabet, entre as vítimas do ataque ao Charlie Hebdo. Sensibilizar-me pelas vidas não significa que, de uma hora para outra, eu possa me definir como um certo tipo de humor.  Não me cabe julgar até que ponto tal humor é ou não desrespeitoso, só um amplo debate poderia iluminar esta questão e nada justificaria a retaliação com morte. O humor tem uma especificidade: a natureza de uma publicação humorística é diferente, por exemplo, das falas do ex-candidato Levy Fidelix, já que este ultraja a comunidade gay no espaço que, para ele, é o da “seriedade”. O fato mostr...

Jornalismo na Escuela de Periodismo de Pontificia Universidad Católica de Chile

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A Escuela de Periodismo de Pontificia Universidad Católica de Chile ( comunicaciones.uc.cl ) , já num primeiro momento, causa impressão muito positiva pela sua estrutura. Meu contato inicial foi com o diretor da Escuela de Periodismo da Facultad de Comunicaciones, professor Gonzalo Saavedra.  Durante a visita, fui acompanhada por uma equipe de professores da Escuela de Periodismo de Pontificia Universidad Católica de Chile, composta por: professor Cristóbal Edwards, director académico de Magíster en Prensa Escrita; professora Paulina Bakovic, subdirectora de asuntos estudiantiles de la Facultad de Comunicaciones; professora Marisol Pinochet, coordinadora académica de la Escuela de Periodismo;  professor de televisión Sebastián Alaniz.           Nesta foto, professor Sebastián Alaniz, eu, professora Marisol Pinochet e professora Paulina Bakovic Trocamos ideias sobre os cursos de jornalismo e nos foram apresentadas as depe...

Jornalismo em Universidades Públicas do Chile

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1. Universidad de Playa Ancha – UPLA – Valparaíso, Chile ( http://www.upla.cl/ ). A reunião acadêmica com o professor César Pacheco, que representou o corpo docente do curso de Jornalismo da UPLA, ocorreu fora da universidade, visto que esta se encontra em estado de greve e ocupada pelos estudantes, que reivindicam especialmente a gratuidade no ensino público . No Chile, os estudantes pagam mensalidades, mesmo nas universidades públicas e, segundo relato do professor César Pacheco, os valores são muito próximos aos das universidades privadas. Este é, portanto, o principal aspecto que diferencia as reivindicações dos universitários chilenos em relação aos de outros países da América do Sul, como Brasil e Argentina, já que estes países contam com a gratuidade do ensino e pautam suas reivindicações especialmente em políticas de permanência estudantil. Observemos que, durante a grande crise econômica da Argentina do ano 2000 (que inclui o "megaconfisco bancário" de dezemb...

Dia em que entrevistei Marcos Pontes

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Soube no finzinho da noite que o astronauta brasileiro daria uma entrevista coletiva na Prefeitura Municipal de Bauru, na manhã seguinte, e apareci por lá com a mesma curiosidade da menina que, aos 8 anos, subiu ao gabinete para conhecer o prefeito. Como, na época, eu era redatora da revista todateen, entrevistei-o com perguntas mais voltadas ao público adolescente e ofereci a materinha para o site da tt (tentei achar para linkar aqui, mas, como é de 2007 e o site mudou bastante de lá para cá, não sei se está mais disponível). Jornalista é assim... não só segue pautas, mas também as propõe. Segue abaixo a minha entrevista *exclusiva* com nosso carismático astronauta.                                    gravador de fita... #memóriaderepórter Entrevista com o astronauta brasileiro Marcos César Pontes ...