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Mostrando postagens com o rótulo Cinema

Não olhe para cima! (ou olhe, sim!!!)

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Don’t look up! (Não olhe para cima!) Eu até demorei um pouquinho para ver o filme (os amigos já estavam comentando), repleto de figurões vencedores do Oscar: Leonardo DiCaprio, Meryl Streep, Cate Blanchett, Jennifer Lawrence e mais. O filme é uma sátira a presidentes estadunidenses , Trump em especial, e nele também reconhecemos nossas mazelas. O tema é dos mais atuais: o negacionismo científico com matizes de espetacularização política. Sem falar muito sobre o enredo (que já tem bastante conteúdo na Internet), chamaram-me atenção alguns pontos em especial, pelo olhar da Psicanálise, que tem me acompanhado nos estudos como analista de discurso. A personagem da estudante Kate Dibiasky (Lawrence) , tachada de nervosa, inapropriada ou bipolar, é quem mais demonstra lucidez. É ela quem chama atenção da mídia espetacularizada sobre “nem todo assunto dever ser tratado com leveza” . O debate entre real e simbólico é antigo nas mais diversas teorias, de modo que, às vezes, é necessário...

Estive em Veneza com Johnny Depp

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I’m sorry . É a primeira fala de Johnny Depp em O Turista. Como assim? Desculpa-se por ser o astro que é ou um gentil e aparentemente abobalhado professor de matemática? O diretor Florian Henckel também parece querer se desculpar pelo filme. Segundo a Folha de São Paulo, Henckel diz que, mais do que profundidade, estava atrás de algo "divertido, cheio de luz". "Tinha passado um ano e meio escrevendo o roteiro de um thriller político quando Angelina [Jolie] me ligou. Achei que seria bom fazer esse filme antes de voltar para o universo escuro do meu próximo projeto, um filme sobre suicídio." (FSP, 21/11/2011). Gente, por que tem que se justificar? É um filme delicioso e pronto. Assisto a todos os filmes com Johnny Depp, é regra. Nem por isso sou cega, reconheço que há atuações melhores do que outras, histórias mais e menos convincentes. Edward Mãos de Tesoura é talvez o meu mais querido Conto de Fadas. Em Don Juan de Marco ou Chocolate, eu me apaixono. Enigma do Espaç...

Uma dica romântica

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Cartas para Julieta (Paris Filmes) Não é à toa que a estreia desse filme foi no Dia dos Namorados. A história trata de um casal que viaja a Verona, a cidade italiana de Romeu e Julieta, local perfeito para uma lua de mel, ainda que antecipada. Só que o noivo, Victor (Gael García Bernal), é um apaixonado por gastronomia e só pensa em conhecer fornecedores para seu restaurante. Enquanto isso, Sophie (Amanda Seyfried) se envolve com as histórias em torno do muro de cartas para Julieta e acaba conhecendo um outro alguém (Christopher Egan). E então... Amor esquecido pelo dia a dia Amor que surge com cara de implicância e revela afinidades

Alice in Wonderland

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A crítica da Veja não gostou de "Alice no país das maravilhas", de Tim Burton. A da Folha de São Paulo achou o filme moralista e decepcionante pela "pouca imaginação" (FSP, 23/4/2010). Mas o crítico Ricardo Calil enfatiza que Burton é um autor, no amplo sentido da palavra, e conclui: "um filme equivocado de um autor é mais relevante do que uma boa produção de alguém que não tem tal título" (FSP). Provavelmente, o Chapeleiro Maluco também não é o melhor papel de Johnny Depp. Concordo com o crítico em que: 1. o visual do filme é "arrebatador"; 2. Em Alice, "Burton adota aquele tom aventuroso meio genérico, de sucessivas perseguições e batalhas". O autor e a temática tinham mais a explorar em termos de introspecção, mergulho nas mentes das personagens. E, sim, se aquele é o mundo das maravilhosas, como será um universo sombrio? Mas está valendo. Até então, é a maior bilheteria da Disney.

Valentine's Day

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Taylor Lautner em Valentine's Day (Idas e Vindas do Amor): "Não me sinto à vontade tirando a camisa em público". E em New Moon . Considerando a intertextualidade entre os filmes, a fala acima ganha uma conotação de ironia e humor, não? Uma comédia romântica para relaxar a cuca no fim de um sabadão com 8 horas de aula na pós. Para lembrar que o amor e suas loucuras afetam todas as idades.

Remember me

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Remember me (Lembranças), dirigido por Allen Coutler e distribuído por Paris Filmes Se as fãs da saga Crepúsculo forem levadas ao cinema pela presença do astro Robert Pattinson, terão oportunidade de ver um outro tipo de filme, mas ainda um pouco do Edward, o vampiro introvertido, apesar de sua força. O ser humano ou sobre-humano torna-se pequeno diante do sentimento mais intenso do mundo, o amor. Mas vamos a Lembranças . Gosto de filmes introspectivos. É um mergulho na introspecção seguir os pensamentos do jovem Tyler Roth, vivido por Pattinson, atordoado pela morte do irmão; da garota Ally (Emilie de Ravin), traumatizada pelo assassinato da mãe; das fortes figuras paternas da história e da pequena Caroline (Ruby Jerins), a irmã devota e querida, punida socialmente por ter uma consciência que vai além de seus 11 anos. Aos tropeços, Tyler tenta fazer certas justiças com as próprias mãos. Nada é totalmente certo ou errado, pois, como se diz em literatura, as personagens são complexas,...

Revolutionary Road

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Foi apenas um sonho e algo mais... Kate e Leo não vieram apenas para serem os mocinhos. Merecidamente, ela leva o Oscar por The Reader. Poderia também ser por Revolutionary Road. Em 1998, a química entre Kate Winslet e Leonardo DiCaprio rendeu um encanto especial às telas de cinema. Foram 11 Oscars para Titanic, visto e revisto incansavelmente pelos fãs apaixonados (eu fazia parte desse grupo). Num curso de extensão em antropologia, na Unesp, redigi um trabalho (com seriedade, juro) sobre o “fenômeno Leo DiCaprio”. Eu só queria pensar no filme, muito mais no romance do que no navio que naufragava. Pensar nas emoções, intenções e intensidades, entender as metáforas. Queria viver o filme, mas sem naufragar. Atire a primeira pedra quem nunca desejou o melhor dos lados. Assistir a Revolutionary Road, inevitavelmente, traz um revival de Titanic. E, de repente, uma indagação sombria: se Jack sobrevivesse, teriam ele e Rose se tornado um típico casal americano ao modo de Frank e April Wheele...

Fortaleza Digital

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Fortaleza Digital De Dan Brown, autor de O Código Da Vinci. Dan Bressan, valeu a dica, amigão!!! Um dia, eu cismei que queria ter os poderes de Trinity . Meu amigo Danilo disse que, se eu gostei de Matrix , iria gostar de Fortaleza Digital . Então, eu li. Entre aulas, estudos, trabalhos e afins, fui lendo nos intervalos. Como é gostoso aquele tipo de leitura que faz você querer voltar logo ao livro para saber o que vai acontecer! Não sei como Hollywood ainda não descobriu o Fortaleza Digital. Renderia ótimas cenas de ação. E romance, claro (o que o cinema, evidentemente, exploraria). Nos dois casos ( Matrix e Fortaleza ), há algumas facilitações. Algumas, no livro de Dan Brown, incomodaram-me bastante. Fui corretora de vestibular por vários anos e, seguindo os critérios de correção de redação, seria obrigada a tirar pontos de coerência do autor por algumas passagens. Tá, o cara escreveu um livro grande e eu nasci com o gene “cri-cri”. Mas sabe quando o vilão acerta a bala em todo mund...

O Curioso Caso de Benjamin Button

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Brad Pitt e Cate Blanchett estrelam o longa dirigido por David Fincher Uma metáfora sobre o tempo, os desencontros, as mazelas humanas (“todos terminamos de fraldas”). Nascer e envelhecer é triste. Desenvelhecer, além de triste, é atípico, causa estranhamento. Carrega-se o fardo dos diferentes. Mas igual, quem é? Tudo é efêmero, tal qual sucesso de bailarina. Parábola entremeada por fatos históricos. Como em Forrest Gump, a diferença traz um quê de inocência. Postado no meu blog do UOL em: 19/01/09

Las Nubes

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Ao lado da racionalidade, sempre tive um lado romântico. A primeira vez que assisti a Caminhando nas Nuvens (A Walk in the Clouds), amei. O filme e o Keanu. Gostei de tudo, do cavalheirismo, do amor incondicional, das plantações de uva, do humor bem dosado, da bela fotografia. Só não gostei de uma coisa: do incêndio. Eu queria tudo perfeito, sem tragédias. Hoje, assistindo ao DVD, tive uma outra visão. Tá vendo como a maturidade traz novas perspectivas? O incêndio era necessário. E, além do mais, foi menos um símbolo de tragédia do que de recomeço. E salvou o orgulho do menino órfão de raízes, que, a partir de então, poderia ajudar a reconstruir Las Nubes com seus próprios braços. Nisso, eu não mudei: ainda gosto de pensar que a história continua depois que o filme acaba. Ontem, Ronaldo e eu vimos O dia em que a Terra parou . Depois, brinquei com meu amore que eu tinha visto um ET e ele me disse: “não era um ET, era um plantador de uvas!”. Se as histórias continuam depois que o filme t...

Ensaio sobre a cegueira

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Mark Ruffalo e Julianne Moore em cena de Ensaio sobre a Cegueira (Blindness), Fox Filmes. Direção de Fernando Meirelles. Ensaio sobre a Cegueira José Saramago, vencedor do Prêmio Nobel Cega o Primeiro Cego, atrapalhando o trânsito. Ao volante, parado no semáforo, a última imagem que vê é a luz vermelha do farol. Cega o médico oftalmologista que assistiu o Primeiro Cego. Cega o Ladrão, aquele que, sob o pretexto de ajudar, roubou o carro do Primeiro Cego. Cegam a rapariga dos óculos escuros, o rapazinho estrábico, o velho da venda preta, a empregada do consultório médico, a mulher do Primeiro Cego. Para que nomes? São todos eles, simplesmente, “os cegos”. A cegueira é branca, repentina, sem sintomas, sem indícios. Parece ser contagiosa. Cegueira pega? “A morte também não se pega, e apesar disso todos morremos”. Por precaução, o governo isola o grupo de cegos, numa tentativa de controlar a epidemia. Onde? Não à toa, um manicômio serve de morada para o grupo de cegos. O exército vigia, at...

Sweeney Todd

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O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street. Warner Bros Pictures. Realidade e fantasia. Convencionalidade e estranhamento numa Londres dark do século XIX. “Mandei fazer de puro aço luminoso punhal Para matar o meu amor e matei Às 5 horas na Avenida Central Mas as pessoas na sala de jantar São ocupadas em nascer e morrer” (Caetano e Gil, na voz de Marisa Monte) Escorre sangue da tela, vermelho de paixão. Alguns amigos me falam que o filme não é meu estilo. E quem disse que estilos são fixos? Realmente, minha balança pende para um lado mais ‘sweet’, mas sei reconhecer o valor de um Tim Burton e de uma parceria que nunca falhou (Burton + Depp). Tenho a sensação de que o filme tem sua carga de violência amenizada pelas canções. Burton não concorda comigo, pois disse em entrevista: ‘Acho que a música torna o filme ainda mais assustador’ (FSP, Ilustrada, 08/02/08). Ele deve ter razão, já que é o diretor. Em realidade, o encantamento da música intensifica...

Grávida aos 16 anos

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Republicando... Ellen Page e Michael Cera em cena de Juno/Fox Film. Vale a pena ver! Leve tic-tac sabor laranja... A adolescente recorre a dois litros de suco para conseguir xixi suficiente para o terceiro teste de gravidez. A cena caracteriza bem o misto de sagacidade e inocência da protagonista. Diante da gravidez inesperada, Juno (Ellen Page) se vê entre as duas alternativas clássicas: praticar o aborto ou ter o bebê sem preparo para criá-lo. Opta por uma terceira via: entregar a criança para adoção e, assim, levar alegria a algum casal que não possa ter filhos. É como se reunisse todas as suas forças para enfrentar corajosamente aqueles nove meses, com todos os conseqüentes encargos, tais quais os olhares tortos dos colegas de escola. Focaliza, no período da gestação, a energia que despenderia em toda uma vida de mãe. É sua maneira de lutar por sua juventude, sem negar a responsabilidade por seu ato. Seu pai e madrasta apóiam a decisão de Juno. Há quem possa julgar: por que não s...

Perdido, entre mulheres

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Republicando... O Passado, de Hector Babenco. Warner Bros. 2007. Esperei cerca de dois meses após a estréia nacional até que O Passado chegasse a Bauru. Estava ansiosa, já que gosto de filmes intimistas e que fogem um pouco do circuito hollywoodiano. Mesmo com o Multiplex e o Cine’n Fun (que, por sinal, turbinaram o lazer cultural da cidade), às vezes, ainda acontece por aqui o efeito “arrasa-quarteirões em quase todas as salas”. Nada contra Piratas do Caribe (aliás, tudo a favor do Johnny Depp). O Passado é desses filmes que deixa a gente pensando no que aconteceria depois do final (se fosse verdade...). O que teria feito Rímini (Gael García Bernal) após resolver a pendência das fotografias com Sofia (Analía Couceyro)? Ido embora, à procura de Lúcio, o filho? Rímini passa a impressão de um cara que teve um único romance de adolescência, até que despertou para a vontade meio pueril de viver novas experiências amorosas. E, literalmente, “catou” a primeira mulher que viu pela frente, Ver...