domingo, 12 de outubro de 2014

Casa de Giulietta em Verona

No sábado, passaríamos o dia fora de Veneza. Havíamos programado um bate-volta para Verona, a cidade de Giulietta - nossa Julieta.
Nem por isso deixamos de apreciar a paisagem de Veneza! Como a ida do hotel à estação foi de vaporetto, curtimos o caminho do barco (desta vez, sem malas).

De vaporetto, a caminho da estação

Verona
A cidade que inspirou o romance de Shakespeare é uma graça, mas o que eu estava mesmo ansiosa para conhecer era a Casa di Giulietta

Diferentemente do filme, não é possível deixar cartas ou bilhetes nos muros da residência. Os tempos mudaram, Giulietta se modernizou: entrando no museu, é possível digitar uma mensagem diretamente em um terminal de computador. Mas, se estiver ansioso(a) e quiser escrever para ela antes de viajar, confira o Club di Giulietta.

É permitido tirar foto com a estátua de bronze e, se quiser, tocar o seio da coitada (a lenda diz que traz boa sorte) assim como subir na famosa sacadinha (desde que compre o ingresso para o museu, 4 Euros por pessoa).

Giulietta de bronze

“Duvides que as estrelas sejam fogo, duvides que o sol se mova, duvides que a verdade seja mentira, mas não duvides jamais de que te amo” 
(William Shakespeare)
Saudade das aulas de Literatura Inglesa na faculdade...


A loja oficial da Casa oferece souvenirs românticos. Escolhi uma miniatura de Romeu e Julieta para simbolizar essa visita. Há, também, nas redondezas, lojas com bordadeiras que gravam na hora o nome do casal em uma toalhinha como lembrança da città da musa shakespeariana.

Mas não é ficção?
Trajes de Romeu e Julieta

Pois é! Há quem acredite que Montéquio e Capuleto, de fato, existiram. O fato é que a cidade serviu de cenário ao romance de Shakespeare e, real ou não, a saga do jovem casal entrou para o imaginário como uma das maiores histórias de amor da humanidade.
O que é realidade, afinal? Se a arte representa sentimentos que são, sobretudo, humanos, deve haver no mundo alguém que tenha morrido por um grande amor.
E hoje Giulietta tem a sua casa, onde pode ser eternamente celebrada.

Se é para entrar na magia... bless our love forever, Giulietta!


Arena de Verona
Quem visita Verona também vai à famosa Arena. É bem bonita e, no dia, estavam montando o cenário para uma peça teatral.
Também passamos pela feira de artesanatos. Mas, romântica que sou, do que gostei mesmo foi... bem, você já leu.

A Arena é bem legal, mas não surpreende tanto quem já viu o Coliseu


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Veneza a Verona de trem
Compramos as passagens de ida e volta ainda no Brasil pelo site da Trenitalia (assim como fizemos para todas as nossas trocas de cidade na Itália).
Decidimos, porém, retornar mais cedo, então rasgamos, literalmente, nossa passagem de volta (não flexível) e compramos outra. Paciência. O dia estava quente, já tínhamos visto o suficiente em Verona e queríamos voltar para o hotel.
A opção por compra antecipada da passagem foi para garantir disponibilidade e encontrar preços melhores nos trens de alta velocidade (Frecciarosa, Frecciabianca ou Frecciargento) - havíamos lido que os regionais não eram bons. No entanto, para bate-volta, os regionais são bastante satisfatórios e há várias opções de horários. Há, ainda, o regional expresso - mais rápido.

Já no caso das trocas de hospedagem, com malas grandes, os de alta velocidade continuam sendo melhores opções, por causa do conforto e dos bagageiros. Fuja da "soluzione con cambio" se estiver com malas: o tempo de troca pode ser curto e os caminhos dentro das estações, longos (tivemos uma experiência assim no trecho Milão-Monza, felizmente, sem malas).

No próximo post, falarei das ilhas.

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Texto: Érika de Moraes
Fotos: arquivo pessoal de Érika & Ronaldo

* Textos e imagens deste blog são de propriedade da autora.

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