quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Bibi menina



A Bibi (ou Bárbara Fadinha), filha da amiga Mara e minha sobrinha de coração, adora ler de tudo: livros, com ou sem figuras, gibis, especialmente os da Mônica. Mal aprendeu a ler, devorava as historinhas do Maurício de Souza (com o mesmo sabor das que alegraram minha infância). Agora que está com 8 aninhos, então, ninguém segura! Livraria é a segunda loja preferida dela, só perdendo - páreo pesado! - para a Ri Happy.

Eis uma canção que eu fiz para ela há alguns meses, contando uma história engraçada (nem tanto para o braço arranhado da mamãe dela) que aconteceu mais ou menos em fevereiro deste ano.

Para cantar, siga a melodia de "Menina das Duas Tranças"* de Chico Buarque (um dos cantores preferidos da Bibi, ao lado de Marisa Monte). Só o refrão que é meio diferente, meio sambinha.

(* Sempre achei "Menina das Duas Tranças" uma melodia de criança com letra de adulto. Então, com todo respeito ao talentoso Chico, empresto a melodia para uma letrinha infantil)

Bibi menina

Eu conheço uma menina
Que é muito sapeca
Ela esqueceu a porta
A porta do quarto aberta

E então sua gatinha
Entrou no quarto dela
E foi a maior bagunça
Porque a gata também é sapeca

Essa história é de Bibi, Bibi menina
Essa história é de Bibi, Bibi menina

Então Bibi aprendeu
Que tem que fechar a porta
Pois naquele dia maluco
A gata arranhou a mamãe dela

Bibi é muito inteligente
Desde pequenininha
Lê um monte de gibi
Mas também é sapequinha

Esse som é de Bibi, Bibi menina
Esse som é de Bibi, Bibi menina

By Érika

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Surpresas meigas deste Natal

Em imagens, para descansar um pouco das palavras


De amiga(o)s.


Da amiga com talentos manuais.


Do amigo cuja mamãe tem o talento.


Do amore, montão de coisas. A moringa, o roupão macio, o chocolate do Mickey (e paixão de montão, é claro)


"Flor delicada e inspiração na natureza. Pura poesia para a água mais refrescante."


Da irmã. Uma modinha bem Chanel e o porta-joias modernoso que eu queria há um tempão, rss...


O suporte de vinho foi da mamãe. O vinho, lembrança de colega do Ronaldo.


Da mamy do amore.


De mim mesma, why not?


Mais comprinhas. By Submarino.


De criança, com muito carinho.

PS: vou ganhar umas espinhas e gordurinhas com tantos chocolates, mas depois eu caso de novo (com o mesmo marido) e passa!

domingo, 7 de novembro de 2010

Museu da Tam - São Carlos


American Flea Ship - o meu queridinho no Museu da Tam

Já manifestei minha paixão por este American Flea Ship que mora no Museu da Tam em São Carlos, em outro post (http://liquimix.blogspot.com/2010/02/flying.html). Voltei a visitá-lo, depois da reforma do Museu Asas de um Sonho, que ficou ainda maior e com mais novidades. Fiquei feliz que tenha sido acrescentado o nome da projetista Lillian Holden, a primeira a idealizar um modelo de aeronave, já que esta informação não constava na primeira placa. Não sei se foi o motivo do acréscimo, mas fiz essa sugestão por e-mail ao dono do museu, Sr. João Amaro.
Enfim, reforço que vale a pena passar por São Carlos e visitar o Asas de um Sonho. É uma verdadeira viagem à história da aviação, sem precisar pegar um avião!


Já que ainda não fui a Paris...


E uma história sobre por que a família e a água são mais importantes do que tudo!



Uma história triste: avião do brasileiro Milton Verdi cai na selva em 1960. Ele sobrevive por 72 dias, mas não resiste à espera do resgate. Seu diário e sua carta à esposa são lições tristes, porém maravilhosas, sobre as coisas que são realmente importantes na vida: a família, a água...


"Nunca deixes ninguém passar sede, pois é a pior coisa do mundo." (Milton Verdi)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Amigos quadrienais


charge de Fernando Dias publicada no JC em 23/09/2010

Gosto muito das charges do Fernandão Dias, no Jornal da Cidade (Bauru, SP). Mas, desta vez, foi simplesmente espetacular!
Como costuma acontecer, tive minhas ingenuidades na adolescência. Uma delas foi acreditar nos ideais de certos políticos. Inclusive, alguns que se diziam amigos de meus pais. Especialmente um que estudou com minha mãe no colégio, fez uma visitinha cheia de amizade, aproveitou para levar uma plaquinha, pedir carinhosamente nossos votos (ele até tinha um programa no rádio que falava em carinho)... e só apareceu quatro anos depois!
E eu, bem bobinha, achava que o PMDB era o super-herói MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO BRASILEIRO, que combateu a ditadura da Arena. Até entreguei uns panfletos... de graça, tudo por um ideal.
Mas eu tinha só 14 anos, viu, gente?!

domingo, 19 de setembro de 2010

estilo FASHION mix




Conheça as novidades de

estilo FASHION mix

o irmão-caçula do blog LIQUIMIX


http://estilofashionmix.blogspot.com


by Érika

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Uma dica romântica


Cartas para Julieta (Paris Filmes)

Não é à toa que a estreia desse filme foi no Dia dos Namorados.
A história trata de um casal que viaja a Verona, a cidade italiana de Romeu e Julieta, local perfeito para uma lua de mel, ainda que antecipada. Só que o noivo, Victor (Gael García Bernal), é um apaixonado por gastronomia e só pensa em conhecer fornecedores para seu restaurante. Enquanto isso, Sophie (Amanda Seyfried) se envolve com as histórias em torno do muro de cartas para Julieta e acaba conhecendo um outro alguém (Christopher Egan). E então...



Amor esquecido pelo dia a dia




Amor que surge com cara de implicância e revela afinidades

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Meu jeito de vuvuzelar


Quando um carro corta a minha frente sem dar seta, eu buzino. Se passa no sinal vermelho, buzino. Coisa errada no trânsito, costumo buzinar. Só isso. Não xingo, mais nada. Não é um gesto premeditado, é o reflexo de apontar que uma regra importante foi rompida, que o desrespeito ocorreu, que o direito do outro foi podado. Meu marido pede que eu não buzine. Que um dia alguém pode estar bêbado, etc. Eu quero ouvi-lo. Já o ouvi. A razão ouviu. O reflexo precisa ser treinado. Uma amiga contou que se tornou muito mais contida no trânsito quando engravidou. Faz sentido: a responsabilidade por um outro ser.
Quando presencio injustiça, incoerência ou desrespeito de palavras, meu jeito de buzinar é um protesto fundamentado, teorizado. Ah, aquarianas... que queriam poder mudar o mundo ainda que não se entendam com seus cachos, que, cada dia, amanhecem de um jeito. No entanto, há situações em que simplesmente me calo. Me calo não por timidez muito menos por falta de argumentos. Me calo porque seria como falar uma outra língua, como um diálogo de surdos. Este pode ser um "sofrimento" de analista de discurso: enxergar de fora as formações discursivas divergentes - cada interlocutor, adepto de uma ideologia, não vai se render à outra, a não ser que tenha um coração grande. Mas eu não gosto de me calar, é como engolir todo o meu potencial. E, quem sabe, por isso eu buzine no trânsito.
Até não gosto do som das vuvuzelas. Mas, como Rosseau, sou obrigada a defender o direito de dizê-las.

domingo, 16 de maio de 2010

To my Norwegian friends



One year that I was in Norway! My first plane trip, so far away, and I was only afraid of the plane, I did not knew that there was a possibility of being also afraid of something called Eyjafjallajökull :) However, for me, this is the meaning of courage: to face the fears. And I am sure that I would have met angels to protect me even from the volcano, as well as I have met angels in the mountains, in the boats and in other adventures.
In this 17th May, of course, I remember the Independence Day of Norway. The beautiful parades, the wonderful landscape and, especially, the lovely people I have knew. Great memories. I taste strawberries here, but they have not the same taste that the ones from Norway. Everything was so special and I really would like to say again how I am thankful and how that experience was important to my life.
I would like to write more things in English in my blogsite, but it is difficult to have time to produce in both languages. Writing in different languages is not only a question of translation, but a question of different ways to think and understand the world thru the words. And I still have to believe in my language and in my country - even sometimes opportunities are so difficult here. But this is the most especial thing: we are so close, even though the distance and the cultural differences.
I am thinking of you in this 17th May!
With love,
Érika
From Brasil


My Teddies make a party to Norway

domingo, 9 de maio de 2010

3º Dia de Copa Davis

Por Ronaldo Schiavone



O último dia de jogos da Copa Davis teve um pouco menos de público do que na sexta-feira e no sábado, talvez por causa do Dia das Mães e pelo fato de o Brasil já ter garantido a vitória na véspera. Além disso, havia a expectativa de que Bellucci seria poupado, o que acabou não acontecendo. Quem foi ao BTC pôde vê-lo novamente em ação, jogando inclusive melhor do que na sexta-feira. A organização funcionou, a exemplo do que ocorreu no sábado, e o acesso à arena foi bastante tranquilo. Com a compra de bebidas e alimentos podendo ser feita também em dinheiro, pouca gente se arriscou a adquirir o problemático cartão magnético que tanta dor de cabeça e irritação causou no primeiro dia de disputas.


Não importa o tamanho do público. Thomaz Bellucci não brinca com a raquete. Mesmo com o campeonato já decidido, venceu Marcel Felder por 2 a 0. O atleta seguirá para Madri, onde disputa o Master 1000.


Maior tenista brasileiro na ativa, Bellucci é o 26º no ranking mundial.


O duplista Marcelo Melo jogou no lugar de Marcos Daniel contra Martin Cuevas. Vitória de virada.

sábado, 8 de maio de 2010

Copa Davis - Chuva e organização melhor no 2º dia

Por Érika de Moraes



2º dia de Copa Davis em Bauru

O sol de sexta deu lugar a um dia com pancadas de chuva, o que atrasou um pouco o início do jogo e provocou duas interrupções. Os tenistas não "amarelaram" diante das águas de São Pedro, mas a quadra, às vezes, requeria uma pausa para regularizar as condições de jogo. Para a torcida, até um pouco melhor segurar o guarda-chuva do que o sol ardido de ontem.
Com os erros de organização do primeiro dia, alguns aprendizados para hoje. Na entrada, uma maquininha para validar o bilhete e, sem muita delonga, a entrega da pulseirinha. Dizia-se que bebidas e alimentos também poderiam ser comprados com dinheiro agora. Mas quem foi prevenido levou discretamente uma garrafinha de água congelada, a fim de evitar a sede de ontem. Uma outra regra também foi mudada: saldo do cartão do dia anterior poderia ser usado hoje, diferente do que foi dito ontem. Ao contrário das regras do torneio esportivo, que são fixas, nos bastidores da Copa Davis algumas normas se modificaram, até para melhor. Não sem um pouco de prejuízo da tentativa e erro.

Ah, sim: mais vitória do Brasil! 3 sets a zero. Com esse resultado, Brasil já está classificado para a repescagem do Grupo Mundial. Por isso, Thomaz Bellucci poderá ser polpado amanhã.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Copa Davis - Emoção com desorganização

1º Dia - Relato de quem esteve presente!

Por Érika de Moraes


Entrada dos tenistas brasileiros

É sempre bom vibrar pelo Brasil em um campeonato esportivo mundial. E Bauru teve o privilégio de receber os tenistas da Copa Davis. Neste primeiro dia de jogos, vitória dupla dos brasileiros Marcos Daniel e Thomaz Bellucci contra o Uruguai. Mas essa parte a imprensa já vai noticiar.
Então, aqui no meu "meio alternativo sem fama", conto como foi estar lá como torcedora. Com o primeiro jogo marcado às 10h, chegamos às 8h15 para garantir tranquilidade no estacionamento e na entrada da arena. Deixaram-nos entrar e nos aproximar da arquibancada. Depois, mandaram todo mundo que já tinha entrado recuar, pois, às 9h, seria ainda instalada uma catraca. A torcida brasileira já se acumulava. Alguns pediam o dinheiro de volta. Só não virou tumulto porque a plateia ali era educada, apenas reivindicava seus direitos. Catraca nenhuma apareceu. Chegariam pulseirinhas, então. Quando? Onde? Ninguém sabia... Ressaltemos: o ingresso mais barato (arquibancada) custou R$ 60,00. Mais R$20,00 de estacionamento para não-sócios do BTC de campo. Algum conforto e informações precisas, para quê?
Pois bem, até que, finalmente, foi possível entrar, quase perto da hora do jogo. Alguns já diziam que o jogo ia atrasar para esperar o povo entrar. Mas desde quando a TV poderia segurar a sua programação para transmitir a partida? Assim, quem chegou em cima da hora perdeu o começo.
Sol intenso, mas, ok, dá para sobreviver com boné e filtro solar. Mas também precisamos de água, pelo amor de Deus!!! Então, tá: fila para comprar um bendito cartão, depois fila para trocar o crédito do cartão por uma bendita garrafinha d'água. Um set (6 games!) inteiro perdido. Tudo certo? Não! O segurança não deixou entrar na arena com a água. Só que, depois, outras pessoas entraram com água. Ah, daí podia. Água podia, só não podia latinha. Ou seja, cada hora, uma informação diferente. As barraquinhas que só podiam aceitar o cartão também começaram a abrir e exceção e aceitar dinheiro. Ok, entre um jogo e outro, precisaria ir ao toalete, certo? Pois só tinha banheiro masculino disponível. E as moças e senhoras?!?! Ah, tinha um toalete feminino, mas só para atletas. Ok, estou reclamando demais, também havia algumas daquelas prisõezinhas verdes com sanitários químicos, coisa bem "show de rua gratuito" (aliás, os eventos gratuitos, muitas vezes, dão lições de organização!). Mas, ok, é a Copa Davis.
Justamente por ser importante, o evento precisaria ser melhor organizado, não? E hoje só compareceram uns 1.500 dos 4.000 torcedores esperados. Mesmo assim, não houve estrutura suficiente. Amanhã, sábado, é provável que mais pessoas possam comparecer.


Depois de esperar lá fora, espera na entrada da arquibancada. Cadê as tais pulseirinhas?

Segundo jogo: Thomaz Bellucci, 22 aninhos - 3 a 0. O mesmo placar foi alcançado por Marcos Daniel, no primeiro jogo


Guga - presença ilustre


Ai, gente, olha esses grampinhos "espetantes" na arquibancada... (clique na foto para zoom)

Fotos: Érika de Moraes e Ronaldo Schiavone

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Brasileira de destaque


Aos 38 anos, Fernanda Viégas é uma das mulheres mais influentes da tecnologia

Matéria do Terra fala sobre brasileira que se destacou na área de design gráfico, a ponto de ser incluída na lista de mulheres mais influentes do mundo da tecnologia, pela revista FastCompany.(http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI4415181-EI4802,00-Conheca+Fernanda+Viegas+brasileira+que+e+a+senhora+planilha.html)

Segundo a reportagem, antes de optar por esta profissão, Fernanda Viégas estudou Linguística e Engenharia no Brasil, sem concluir os cursos. Posteriormente, foi para os Estados Unidos e, durante o doutorado cursado no MIT, criou o Themail - "projeto que transformava e-mails em formas de contar histórias visualmente". Atuou no projeto Many Eyes, da IBM e, atualmente, toca o próprio negócio, a Flowing Media.

Acho bacana quando alguém tem coragem de largar as coisas para trás e correr atrás da verdadeira vocação. Eu sou mais teimosinha, gosto de concluir o que começo. Penso que o importante seja buscar o equilíbrio: não largar tudo pela metade, mas também não insistir em algo que não traz satisfação genuína. Contraponto difícil. Fernanda traçou e retraçou caminhos com a garra de uma empreendedora.

A propósito, como comenta comigo a amiga Fabiana Miqueletti, é possível suspeitar que a Linguística pode ter contribuído com a percepção de representação desenvolvida por Fernanda no design gráfico. De certa forma, nada é totalmente perdido.

Veja o que Fernanda Viégas diz em entrevista sobre sua formação:
"A verdade é que teria sido bem legal poder ter feito isso no Brasil, sem ter que estar longe da minha família. Só saí do Brasil porque o sistema educacional não bateu com a minha indecisão - como eu não sabia exatamente o que queria estudar, entrei e saí de várias universidades sem me achar. O esquema americano, no qual você pode mudar de ideia enquanto está na universidade, foi o que acabou funcionando para mim."


Para Fernanda, é possível criar um gráfico sobre quase tudo. Este mostra que perguntas simples retratam a curiosidade humana.
Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/galerias/0,,OI122327-EI4795-FI1522711,00.html

Chapeuzinho Vermelho - Fatos e Versões



É uma versão que circula pela Internet. Obviamente, uma piada - bem divertida, aliás. Uma questão de "ethos"! Qual a imagem que você tem de cada veículo de comunicação? Leia: você ouvirá a voz de William Bonner, verá o sorriso de Hebe, sentirá a indignação de Datena, o sangue escorrendo do Aqui etc. etc.

E então? É fácil seguir o manual de redação e contar os "fatos como eles são"? As diversas versões são verdadeiras? Como conciliar o compromisso com a ética jornalística e a linha editorial de cada veículo?

Para refletir.

Diferentes maneiras de contar a mesma história:

No JORNAL NACIONAL
William Bonner): "Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...".
Fátima Bernardes): "... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia".

PROGRAMA DA HEBE
Hebe Camargo): "... que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?"

CIDADE ALERTA
Datena): "... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? !
A menina ia para a casa da avozinha a pé!
Não tem transporte público!
Não tem transporte público!
E foi devorada viva...
Um lobo, um lobo safado.
Põe na tela!!
Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não."

REVISTA VEJA
Lula sabia das intenções do lobo.

REVISTA CLÁUDIA
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

REVISTA NOVA
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE S. PAULO
Legenda da foto: "Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador".
Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO
Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO
Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente

ZERO HORA
Avó de Chapeuzinho nasceu no RS

AQUI
Sangue e tragédia na casa da vovó

REVISTA CARAS (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte).
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS:
-"Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa"

PLAYBOY (Ensaio fotográfico no mês seguinte)
Veja o que só o lobo viu.

REVISTA ISTO É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente

G MAGAZINE (Ensaio fotográfico com lenhador)
Lenhador mostra o machado

SUPER INTERESSANTE
Lobo mau! mito ou verdade?

DISCOVERY CHANNEL
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver

domingo, 2 de maio de 2010

Réquiem à mesóclise

A mesóclise morreu.
Só para citar um exemplo, veja este trecho:

"O nome do chefe: Joseph Ratzinger, que 9 anos depois se tornaria o papa Bento 16."
(Trecho de matéria da Superinteressante, "Um papa em apuros", ed. 278, maio/2010, p. 18)


O leitor pode observar: é uma opção da Editora Abril. Não é que os jornalistas desconheçam aquela regra dinossáurica, segundo a qual o pronome deveria vir no meio do verbo conjugado no futuro do presente ou do pretérito (tornar-se-á; tornar-se-ia). É que, simplesmente, tal colocação pronominal não soa bem aos ouvidos de nosso século (se é que soavam no século XX).

Ainda utilizamos a mesóclise, especialmente em artigos acadêmicos - para algum leitor conservador não pensar que "o autor desconhece a regra". Mas, hoje, ela é simplesmente um purismo. Não precisamos ter medo de sepultá-la, deixar que descanse em paz. Não precisamos de artifícios, de saídas pela tangente do tipo "vai se tornar"; "irá se tornar"; "iria se tornar" - formulinhas de escape que significam: "olha, mesóclise é feio, mas eu sei que aqui deveria usar uma".

Reitero que não opino sobre assuntos que eu desconheça. Não é o caso do tema linguagem.

sábado, 1 de maio de 2010

Blogs


(tira publicada na Folha de São Paulo, 23/04/2010 - Clique nela para ler)

Gatinho esperto...
Tem um monte de conteúdo circulando pela Internet. Mas, evidentemente, nem tudo é informação apurada ou, pelo menos, impressões fundamentadas. Cabe ao leitor saber filtrar e dar algum crédito a quem leva blog a sério. Por prazer, independente de índices de mercado. Um blog pode representar mais jornalismo do que outro meio jornalístico.
É, John e Garfield, um pouco de audiência é bom, né! E olha que vocês são mundialmente famosos. Mas não há de se perder a esperança. Nem a ternura ou a ética.

Alice in Wonderland



A crítica da Veja não gostou de "Alice no país das maravilhas", de Tim Burton. A da Folha de São Paulo achou o filme moralista e decepcionante pela "pouca imaginação" (FSP, 23/4/2010). Mas o crítico Ricardo Calil enfatiza que Burton é um autor, no amplo sentido da palavra, e conclui: "um filme equivocado de um autor é mais relevante do que uma boa produção de alguém que não tem tal título" (FSP). Provavelmente, o Chapeleiro Maluco também não é o melhor papel de Johnny Depp. Concordo com o crítico em que: 1. o visual do filme é "arrebatador"; 2. Em Alice, "Burton adota aquele tom aventuroso meio genérico, de sucessivas perseguições e batalhas".
O autor e a temática tinham mais a explorar em termos de introspecção, mergulho nas mentes das personagens. E, sim, se aquele é o mundo das maravilhosas, como será um universo sombrio?
Mas está valendo. Até então, é a maior bilheteria da Disney.

This is love


Se você ama alguém que torce por outro time... simplesmente ame!

Aproveita o dia em que pode sair mais cedo do trabalho para levar meu carro na revisão. Sempre que dá, me leva e me busca na faculdade em que dou aulas, porque eu já trabalhei e dirigi durante o dia. Quando é preciso, vou sozinha. Mas tem sempre um anjinho organizando as coisas: no dia do blecaute, quando o trânsito estava um caos, ele (meu amor) estava lá comigo, traçando a rota alternativa. Meu GPS particular. Abre vidro difícil. Troca lâmpada. Lava a louça para eu não estragar o esmalte. Me leva para passear. Entende quando eu não quero sair. E quando tenho um monte de aulas para preparar em casa. Fez para mim um livro de recortes de tiras do Garfield. Organizou a coleção de selos que eu trouxe da Noruega. Pintou uma caixa para o faqueiro. Pintou a parede do escritório porque qualquer outro pintor não seria tão cuidadoso. Cuida de mim. Tem um abraço bem confortável. Etc. Etc. Etc. Adotou todos os meus ursinhos de pelúcia junto comigo. Me acalma quando estou tensa. Me irrita quando xinga o juíz de futebol, mas ninguém é perfeito (eu sou bem imperfeita, mas acho que marco um ponto quando assumo isso). Eu amo, amo, amo. E ele me ama. E ainda há quem pense que o amor não é possível.

Eu: "Antes de se casar comigo, já sabia que eu ia dar tanto trabalho?"
Ronaldo, meu amor: "Já. Antes de namorar, não. Mas antes de casar, sim."

Ufa!

"E aqueles casais que estão juntos há décadas e ainda se dizem apaixonados? Cientistas dos EUA monitoraram o cérebro de pessoas nessa situação e constataram que as áreas do cérebro relacionadas à paixão e ao romance realmente se acendiam quando elas pensavam na pessoa amada. A paixão pode, sim, durar para sempre. Mas isso só acontece com algumas pessoas - e ninguém sabe por quê."
(Revista Superinteressante, Ed. 278, maio/2010, p. 51)

Concurso de poesias

Participei como jurada de um concurso de poesias da Sorri/Bauru, realizado no dia 23/04/2010 juntamente com as colegas Cláudia e Rita de Cassia.
Foi uma experiência gratificante. Vivenciamos um certo sentimento de pesar por não poder premiar a todos os que se empenharam em fazer o melhor possível, mas especialistas da instituição nos explanaram que era importante para o aprendizado dos participantes da "vida como ela é", já que não se vence sempre. Não vou me posicionar quanto a essa questão por não ser especialista na área. Gostaria só de registrar minha alegria/encantamento com a poesia vencedora do segundo lugar, escrita por um autista:

"Eu sou um lindo, amoroso, simpático e feliz rapaz.
Vivo a vida em paz e quero ser capaz de amar.
A maior covardia de um homem é reduzir uma mulher sem amar."

Simples como a inocência. Parece suficiente para derrubar o argumento (preconceito?) de que autista não tem emoções. Quantos que se acreditam "plenos" têm uma consciência tão íntegra? Quantos homens valorizam verdadeiramente a mulher e vice-versa? Quantos têm a coragem de se definir como "feliz" e cheios de autoestima?

Ética do oportunismo

Matéria da revista Veja conta que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares ("aquele acusado de corrupção e formação de quadrilha") pregou ética na política em solenidade de formatura no interior de Goiás (Onde está Wally? Veja, 24/03/2010).
Pois é. E o pior é que sua escolha como patrono está vinculada ao fato de ter presenteado os estudantes com R$ 6000,00.
Se ética tivesse preço...
Segundo a apuração de Veja, assim justificou o presidente da Comissão de Formatura: "A gente ficou sabendo que o Delúbio gostava de participar desse tipo de festa, inclusive ajudando financeiramente. Fomos até sua fazenda e fizemos o convite para ele ser o nosso patrono. Ele topou na hora e, aí, a gente perguntou se ele poderia dar uma ajudazinha nas despesas. Ele perguntou de quanto. Deixamos por conta dele."
E os estudantes ficaram felizes e formados. Prova de que (só) um diploma debaixo do braço não significa nada.

Lembranças à tona

- Essa história me lembra a de um patrono que foi convidado e, depois, "desconvidado", por terem os formandos encontrado um padrinho mais "generoso" financeiramente.

- Felizmente, duas vezes em que fui homenageada em formatura (na Unesp/Bauru, pelos cursos de Jornalismo e Relações Públicas da Faac), foi gesto verdadeiro e espontâneo. Sou grata pelo reconhecimento dos alunos e por ter contribuído com a formação de jovens profissionais que não se deixavam vender.

- E não é que, certa vez, uma "colega" (como sempre se diz, a gente não precisa de inimigos), lá pelos meus 19 anos, me justificou (sem que houvesse qualquer necessidade disso) que não me convidaria para madrinha de casamento porque eu e meu namorado (hoje, marido) éramos meros estudantes? Costumo esquecer as bobagens, mas é que essa foi engraçada. Do ponto de vista da (falta de) ética e do oportunismo, essas fabulazinhas da vida real se entrelaçam.

- Por fim, não custa reforçar a moral da(s) história(s): é sempre válido ficar bem atento aos convites que se recebe. Os de coração serão atendidos de coração.

domingo, 21 de março de 2010

Susan Pinker

Entrevista de Susan Pinker, autora de "O paradoxo sexual", precisa ser lida com cautela. O assunto é polêmico. É preciso cuidado para o fato de que, ainda que se considerem diferenças biológicas, há, sim, interferência de valores sociais e culturais. E atenção! A autora diz, com todas as letras:

"Precisamos remunerar melhor as mulheres pelos trabalhos que elas preferem. Ou seja, começarmos a pagar aos professores tanto quanto pagamos aos engenheiros. "

Ou seja, não é que as mulheres aceitem/gostem de trabalhos menos remunerados, mas que aqueles com os quais se identificam (inclusive, em termos de jornada de trabalho) é que não são reconhecidos e devidamente valorizados.

É preciso valorizar os valores femininos: "não se trata apenas de cuidar dos filhos, mas também de ter uma vida mais equilibrada. Para as mulheres, a vida não é apenas trabalho, salário e promoções, ao contrário do que pensam muitos homens, que acham que tudo isso vale a pena quando compram um novo carro."

Além disso, não há regras fixas. Uma mulher pode ser bem-sucedida e feliz numa carreira "tradicionalmente" masculina, e vice-versa: "Eu sempre deixo claro que cada pessoa é um indivíduo único. Ciência é estatística, pessoas são únicas. Então, quando você estuda ciência, está analisando probabilidades. Sempre existirão exceções."


Ver entrevista na Íntegra:
Folha Online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u709956.shtml

Valentine's Day


Taylor Lautner em Valentine's Day (Idas e Vindas do Amor): "Não me sinto à vontade tirando a camisa em público".


E em New Moon. Considerando a intertextualidade entre os filmes, a fala acima ganha uma conotação de ironia e humor, não?

Uma comédia romântica para relaxar a cuca no fim de um sabadão com 8 horas de aula na pós. Para lembrar que o amor e suas loucuras afetam todas as idades.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Remember me


Remember me (Lembranças), dirigido por Allen Coutler e distribuído por Paris Filmes

Se as fãs da saga Crepúsculo forem levadas ao cinema pela presença do astro Robert Pattinson, terão oportunidade de ver um outro tipo de filme, mas ainda um pouco do Edward, o vampiro introvertido, apesar de sua força. O ser humano ou sobre-humano torna-se pequeno diante do sentimento mais intenso do mundo, o amor. Mas vamos a Lembranças.
Gosto de filmes introspectivos. É um mergulho na introspecção seguir os pensamentos do jovem Tyler Roth, vivido por Pattinson, atordoado pela morte do irmão; da garota Ally (Emilie de Ravin), traumatizada pelo assassinato da mãe; das fortes figuras paternas da história e da pequena Caroline (Ruby Jerins), a irmã devota e querida, punida socialmente por ter uma consciência que vai além de seus 11 anos. Aos tropeços, Tyler tenta fazer certas justiças com as próprias mãos. Nada é totalmente certo ou errado, pois, como se diz em literatura, as personagens são complexas, e não planas - dentro do possível para um filme adolescente. Não há heróis e vilões, mas seres humanos tentando acertar, errando. Isto é bom no filme. Talvez apenas Caroline seja inteiramente pura, pois carrega a inocência da criança, mas o longa aborda também o potencial para a maldade infantil, revelando que inocência pode ser um disfarce. Não importa que alguns ganchos sejam batidos, como o amor que começa meio que como uma vingança ou brincadeira de amigos e se torna verdadeiro. A maneira como se conduz é o que conta. Arte é mais o como do que o quê.
Quanto ao desfecho, os críticos, provavelmente, amaram ou detestaram. É inesperado, porém fica um pouco forçado na amarração da história, sem que chegue a estragar. Quero dizer, ancora o roteiro e surpreende, mas não como a peça perfeita de um quebra-cabeça. Essa opinião pode divergir.
Robert declarou em entrevistas que “não gosta de finais felizes”. Eu gosto. Mas, de fato, do ponto de vista da arte, o estranhamento incômodo gerado pela ruptura do ciclo de felicidade possibilita uma reflexão mais aprofundada do que o começo/meio/fim concatenado do “felizes para sempre”. Os contos de fadas prometem felicidade e terminam a história no altar, o que causou a frustração de gerações. Talvez, hoje, os casais sejam mais felizes, pois sabem que vão enfrentar crises. Eu sei. E é assim que eu amo.

Remember Twilight
Por falar em Robert Pattinson, como apontado por matéria da Veja (23/12/09, ed. 2144), a saga Crepúsculo estaria de algum modo resgatando um romantismo da juventude da era do ficar. Uma juventude que não chega ao amor romântico via Shakespeare ou Camões, mas Stephenie Meyer. Melhor do que o vazio. Não é de todo mau popularizar o amor, não? E Robert integra esse momento. Com Lua Nova, divide espaço com (e até perde em algumas pesquisas de opinião para) Taylor Lautner. Quem leu os livros costuma tomar posição entre o romantismo cavalheiresco e protetor de Edward e as molequices descontraídas de Jacob. A balança tende a pender para Edward (Robert) na ficção, simultaneamente, para Taylor (o Jacob), na vida real. Taylor tem um sorriso carismático praticamente invencível. E as pessoas, por contraponto, começam a dizer que Robert é antipático. A introspecção soa antipatia no mundo a la trio elétrico. Só porque ele não está sempre sorrindo. Surgem boatos de que não gosta de mulher, de que cheira mal. Será?

Folhateen (1/3/10), em uma entrevista com ele, publica:

“O cabelo bagunçado estava sem cera. Quer dizer, sem cera cosmética: um sutil cheiro de sebo pairou na sala durante os 15 minutos de papo. Pode guardar a água benta: Robert Pattinson é humano.”

É de se interrogar por quê um ator se deixaria entrevistar nesse estado.

Como ator, Robert caminha. Ninguém nasceu pronto. Tem o mérito de ter construído o personagem Edward sem tantas descrições disponíveis nos livros, como é o caso da narradora Bella, cujos pensamentos são todos traçados por Meyer. Pode ter lido o inédito “O sol da meia noite”, mas tem sua parcela de criação. Talvez Remember me chame mais a atenção pelo astro do que por si mesmo. Mas esses caminhos alternativos são os que podem surpreender.

domingo, 14 de março de 2010

Isto não é um manifesto

Eu não gosto de enquadramentos. Nem de horários, mas sigo-os porque necessário. Não simpatizo com Dilma, nem depositei minhas esperanças no Lula, nem por isso deixei de torcer por seu governo, pois assim estaria torcendo por meu país. Não disse que não gosto nem que gosto, só que não depositei esperanças, nem descrenças. Eu não sofri qualquer decepção com os escândalos petistas porque nunca esperei a salvação. Também jamais acreditei que os escândalos começaram nesse governo e nesse partido, ah não! Eu não digo em quem voto, pois exerço o direito do voto secreto. Queria uma mulher presidente, mas esse não é meu critério de escolha. Como todo mundo, odeio pagar impostos, mas compreenderia se visse resultado, se não precisasse pagar meu convênio médico particular e se não visse idosos sem leito nos corredores de hospitais.

Eu não tenho paixões cegas. Eu não gosto de paixões cegas. Acho que as militâncias cansam, os exageros cansam. Falar incansavelmente de um só assunto cansa, mas quem sou para julgar as causas nas quais as pessoas acreditam? E eu acredito no direito de expressão. Abaixo-assinados e movimentos não deixam de ser um impulso de homogeneização, mas às vezes valiosos. Respeito as causas, assim como as diversidades. Só não quero sair pregando nada. Nem religião, nem política, nem futebol nem nada, nada mesmo. Com 16 anos, era boba e achava que acreditava em um partido político. Jovenzinha que era, achava que existia o MDB dos sonhos das Diretas Já e dos livros de história. Eu sou sãopaulina, mas creio que não vale a pena sofrer por futebol, que deveria ser algo lúdico para alegrar a vida.

Na causa da preservação do meio ambiente, eu acredito. Mesmo assim, não gostaria de me tornar repetitiva. Para mim, é pressuposto: poluir o ar é se matar e matar o outro, e o direito à vida está acima de tudo. Proporcionar queimadas me parece um dos crimes mais graves de todos. Não gosto de cigarro, mas não odeio quem fuma. Só não quero que fumem perto de mim, mas vou tentar falar menos disso, pois acho que todos já sabem (eu disse tentar). Gostaria de dizer que não gosto de fórmulas feitas, mas isso seria como dizer uma fórmula, vejam como é difícil. Mas o que não gosto mesmo é de visões fechadas: bonito X feio; claro X escuro; teórico X prático; Direita X Esquerda; Linguística X Semiótica; Apocalípticos X Integrados. Gosto de pluralidade e de visões amplas. Eu realmente não vejo graça em quem se contrapõe a um autor quando leu meio capítulo, mas também não vejo motivos para listar quantos livros se lê na vida. Vejo sentido em ler, apenas ler. Também em ouvir música, dançar, amar. Não gosto de esnobismo, mas pode haver quem me ache esnobe. Gosto da pluralidade. Vejo mais necessidade de consciência do que de leis, mas, infelizmente, vivemos no mundo da inconsciência e das leis.

Eu não gosto de viver num mundo em que o parecer se sobrepõe ao ser, mas é esse mundo que está disponível, então vivo. Eu não gosto mesmo é de falsa objetividade e da falsa pluralidade. Eu não gosto de falta de coragem de tomar posição. Uma matéria televisiva sobre possível lei contra fumar no trânsito: um entrevistado diz que “está certo”, outro que “é um absurdo” e o jornalismo cumpriu o seu papel. Cumpriu? Seu papel não era o “suposto” compromisso com a verdade? Já não existe uma lei que diz que se deve segurar o volante com as duas mãos, exceto para mudança de marcha? Precisaria de uma lei para falar ao celular, tomar sorvete, beber cerveja ou coca-cola enquanto dirige? Ainda tem quem jogue a lata de cerveja vazia no meio da rua, pela janela. É, eu não gostaria de me tornar repetitiva. Mas tenho sido movida a acreditar que, no mundo atual, não é exagero ter de repetir e repetir sobre a falta de bom senso e educação.

Entendo que ninguém é inteiramente mau ou inteiramente bom, mas creio que existam maldades que extrapolem. Jamais desejaria o mal a alguém, por mais que tivesse motivos para não gostar da pessoa. Não gostar, não ir com a cara não significa desejar o mal. Não gosto de mau gosto, por mais que o conceito de mau gosto seja relativo. Mau gosto, para mim, por exemplo, é tirar sarro de alguma fraqueza ou deficiência, como se todos não tivéssemos alguma. Mau gosto é zoar de coisa como a falta de um dedo do Lula. Caráter é denunciar a corrupção e não corromper. Gosto de coerência. Também acho mau gosto e infantilidade tirar sarro de idade, sendo que todo mundo, se tiver sorte, vai cruzar todas as décadas: os vintes, os trintas, os quarentas, setentas... Eu já achava isso aos quinze e continuo achando aos trinta. Acho que se deve respeitar a sabedoria e experiência dos mais velhos, assim como os mais velhos devem vislumbrar as ideias dos mais novos.

Odeio rótulos. Eu não sou socialista, nem direitista, nem egoísta, nem altruísta, nem ecologista, nem modernista ou cubista, nem qualquer ista. Mas tento ser coerente e acreditar no bem como posso, ainda que, em alguns momentos, o bem que está ao meu alcance seja não fazer nada para não atrapalhar. Incoerente é se dizer socialista e andar de carro zero, defender os artistas independentes e falsificar carteira de estudante para pagar meia, denunciar corrupção e dar um presentinho para conseguir algum benefício. Se eu pudesse, queria mudar o mundo, ainda que, como disse uma amiga sobre as aquarianas (terá algo a ver?), meus cabelos continuem desarrumados. Eu adoro os longos momentos em que me sinto poderosa, independente, inabalável, mas, como qualquer ser humano, também tenho fraquezas e, às vezes, queria ser “encantadora” “para que gostassem de mim”. Mas não adiantaria gostarem de mim se eu tivesse de ser perfeita o tempo todo. Não serviria. Quero mesmo é ser amada imperfeita, ao menos por uma única pessoa no mundo. E acho que sou por mais. Eu não gosto de fazer sempre a mesma coisa, mas a vida tem rotinas inevitáveis, outras deliciosas. Eu me apaixono todo dia pela mesma pessoa, pelos mesmos olhos verdes, pelo mesmo coração, de um menino tão perfeito e imperfeito quanto eu.

Não tenho a intenção de convencer ninguém de nada, mas busco levar às pessoas, através deste blog, assuntos que seriamente pesquiso e reflexões embasadas em meu olhar de analista. Blog não é best seller, mas eu escrevo, ainda que for para mim. Este texto ficou longo demais, mas só lerá quem quiser, por isso não deixa de ser democrático. Gosto da democracia. Décadas atrás, poderia ser banida só por um texto como este.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Pelo ar que respiramos!


Morador observa fogo e fumaça em terreno atrás do prédio em que reside, região norte de Bauru

Não dá mais para ser passivo diante disso. Todos os dias, focos de incêndio em terrenos deixam o ar da cidade irrespirável, além do perigo de incêndio em residências próximas. A prefeitura precisa fiscalizar, multar. A população precisa se conscientizar, pois muitos destes incêndios são causados por cidadãos que também precisam de ar para respirar - mas não têm plena consciência disso. Só quero isso: AR para ter saúde. O resto eu batalho e conquisto com minhas próprias forças.

Tendo a cidade um prefeito jovial e ecologista em sua essência, espero que a Internet seja um canal para ouvir a população, comunicar-se com ela e atendê-la. Aliás, defendi o prefeito outro dia mesmo em meu twitter por ser criticado por usar o twitter. Tecnologia é ótimo. Ação mais ainda!

Segue cópia de mensagem que deixei no Orkut do prefeito Rodrigo Agostinho.
Escrevi no calor da emoção, mas quem disse que as emoções não são legítimas?

Prefeito Rodrigo, por favor! Resgate seu lado ecologista e ajude a combater o problema das queimadas em terrenos em Bauru. A prefeitura precisa cobrar, fiscalizar, multar, conscientizar. O direito coletivo de respirar ar razoavelmente puro está acima do capricho individual de quem usa essa maneira cômoda de descartar o lixo. Trata-se de algo verdadeiramente sério, que precisa estar no alto das listas de prioridades. Grata pela atenção a esta cidadã bauruense.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Vida de doutor é mais que BBB

Desde anunciado que haveria uma linguista da Unicamp no BBB, algumas pessoas me perguntam sobre “minha colega”. Já uma amiga de Brasília, por sua vez, contou-me que acharam que era ela. Na verdade, não conheci a Elenita, apenas somos doutoras pelo mesmo Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp e, coincidentemente, defendemos tese no mesmo dia 19/12/2008.

Aviso que não pretendo esgotar o assunto e remeto ao blog de uma outra doutora, chamada Caroline e amiga de Elenita:
http://carolinguista.blogspot.com/2010/02/acaso-afortunado.html

Não que eu concorde com todas as suas palavras, mas creio que o texto, cuja força admiro, cumpre um papel importante ao oferecer uma visão alternativa ao rotulante artigo de Marcelo Marthe, de Veja (“Doutora em Barracos”), ao menos na blogosfera.

Cada um sabe bem o que faz da própria vida”, nesse aspecto penso exatamente como Caroline.

Quanto à aposta de que “muitos acadêmicos não perdem um capítulo do BBB”, pode até ser, só acho que não é uma regra geral. É que, como eu, vários acadêmicos estão, digamos, “ralando”, dando aulas em cursos noturnos, tendo outros empregos durante o dia, eventualmente estudando para concursos, preparando artigos para congressos...

Houve um tempo em que ter uma graduação era um diferencial. Hoje em dia, com o aumento do número de mestres e doutores, a carreira acadêmica, como outras, torna-se extremamente competitiva e é preciso muito esforço para alcançar algum “lugar ao sol”. Elenita escolheu um caminho alternativo - total direito dela - mas não é regra, é exceção. Não seria também papel da imprensa divulgar a vida “padrão” de um doutor?

Primeiro, o candidato enfrenta uma seleção concorrida para entrar num curso de doutorado. Pode conseguir ou não uma bolsa (CNPq, Fapesp), o que está cada vez mais raro; quando consegue, o auxílio financeiro (em geral, menor que a remuneração de uma atividade no mercado profissional compatível ao nível de formação) exige dedicação exclusiva para a pesquisa e cumprimento de prazos apertados.

No caso do meu curso (o de Linguística, do IEL), passamos por três exames de qualificação, sendo dois deles em áreas diferentes da área de tese, exame de aptidão em duas línguas estrangeiras (não podendo ser espanhol), entre outras exigências além da carga de disciplinas e da tese em si. Fiz isso trabalhando como jornalista e, na medida do possível, dando algumas aulas, por gosto e também por necessidade de “fazer currículo”.

Enfim, não é nada fácil seguir uma carreira acadêmica hoje. Mesmo que passar em um dos concursos de universidade pública (cada vez mais concorridos e exigentes), um doutor terá um salário menor que o de muitas profissões liberais que exigem apenas graduação (quem tiver curiosidade basta pesquisar editais). Acredito que a maioria dos acadêmicos seja movida pela sede de conhecimento, não por dinheiro (infelizmente, a “fita métrica” do “sucesso profissional”). Não se fala muito disso, porque, por definição, notícia é o inusitado, não o convencional.

Doutores são seres humanos, ora. Como acontece com qualquer profissão, entre doutores pode haver gente boa, gente ruim, gente esforçada, gente “folgada”. Sim, pois mesmo com tantas exigências, há quem consiga levar as coisas na “folga” para obter um “titulozinho”. Se um médico comete uma imprudência (e não estou afirmando que este seja o caso de Elenita, pois decisão pessoal não é imprudência), você generaliza e denigre toda a classe médica?

Estou cansada de ouvir uma visão estereotipada das ciências humanas (“pendor esotérico vigente nos departamentos de ciências humanas”). E isso precisa começar a mudar dentro da própria academia. Geralmente, na maioria das universidades e institutos, ficamos com o resto de equipamentos de informática, por exemplo, como se também não precisássemos de máquinas rápidas para pesquisa. Não temos salas privativas como ocorre com outros pesquisadores de biológicas e exatas. Certa vez, um colega da computação comentou sobre a “sala de jogos” da Universidade. Não, era um local para estudo, mas ele deu à sala também essa função. E não era um estudante de Humanas.

No ano passado, lembro-me de ter visto na TV o Padre Fábio (que também respeito), durante uma de suas lições de vida (não raras vezes, preciosas) dizer algo como “muitas pessoas se acham mais do que outras porque têm um doutorado”. Pensei: até, tu? Poderia ter usado algum outro exemplo: por ter um carro zero, usar uma roupa de marca... Daqui a pouco, precisaremos nos desculpar por ter um doutorado. Boa parte dos doutores que conheço não chegou até lá porque foi fácil, mas porque agarrou a oportunidade que a vida deu de estudar, por vezes a única que teve. Não digo isso sem reconhecer que muitos não têm essa oportunidade.

Não tenho tempo de ver BBB, pois chego a trabalhar cerca de 14 horas por dia: 6 como jornalista, 4 dando aulas e outras 4 preparando as aulas, corrigindo textos dos alunos, etc. Nas horas livres, tenho outros interesses. Mas fazia tempo que queria “espiar” a linguista. Liguei a TV na sexta e vi o pessoal da casa “esfregando o esponjão”. De fato, algo pouco educativo, que em nada contribuirá para uma sociedade mais sábia, capaz de ler e interpretar criticamente um texto jornalístico, por exemplo. Jornalistas não são donos da verdade - digo isso como jornalista, inclusive - mas não costumam deixar isso claro.

Mas, vejam só. Big Brother já se esgotou, é tudo um repeteco. Colocando lá uma doutora, despertaram a curiosidade até de alguém como eu que, desde o segundo ou terceiro BBB, já não aguentava mais. Não é uma boa estratégia para obter ibope?
Não terminei, mas já me estendi demais.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Jornalismo e Diploma

Quando "caiu" a exigência de diploma para jornalistas, a imprensa não cansou de noticiar o assunto. Mas passou meio batido que a exigência "voltou".
Republico artigo redigido por mim para o Jornal da Cidade, Bauru.

22/06/2009 - Opinião
Jornalistas agora sem diploma - estamos preparados para isso?

Independentemente de repetir argumentos sobre a queda da exigência do diploma para exercício do jornalismo, farei um relato. Acabo de voltar da Noruega, onde estive em intercâmbio de estudos patrocinado pela Fundação Rotária, tendo a oportunidade de vivenciar a cultura do país durante um mês e conhecer diversos veículos de comunicação. Naquele país, o diploma para jornalistas não é uma exigência. Mesmo assim, em todos os jornais em que estive (em Bergen, Stavanger, Sandnes, Haugesund, etc.), os jornalistas, sem exceção, têm formação universitária. A maioria cursou a faculdade de comunicação, especialmente os mais jovens, ou outras áreas de humanidades, como sociologia e literatura. Conversando com os profissionais noruegueses sobre o debate que então se passava no Brasil, alguns achavam engraçado (ou até autoritário) o Brasil ter uma lei que exigia o diploma para trabalhar como jornalista. De qualquer forma, eram unânimes em afirmar que o mercado é competitivo e o profissional precisa estar preparado para exercer a profissão. Por isso, é natural buscar o aprimoramento e a maturidade intelectual, o que passa pela formação universitária, embora não se limite a ela. O que é preciso para ser um bom jornalista? Entre outras coisas, “o desejo de mudar o que está errado”, responde André Jamholt, editor do jornal norueguês Sandnesposten. Talvez não precisemos do diploma, assim como a Noruega não precisa (só que, lá, os carros param para os pedestres atravessarem as ruas e as pessoas andam de bicicleta para poupar o meio ambiente). No entanto, é lamentável que se compare a profissão de jornalista a um conhecimento meramente técnico e intuitivo, quando é necessário pensamento crítico, agilidade de raciocínio, discernimento, ética e muito mais para exercê-la. É perigoso que, no Brasil, a não necessidade do diploma respalde o argumento dos despreparados, tal qual um silogismo, de que “qualquer um pode ser jornalista”. Daniel Cornu, no livro Ética da Informação (Edusc) traz uma luz a essa discussão ao tratar da diferença entre liberdade de expressão (todos têm o direito de dizer) e liberdade de imprensa (o exercício profissional e regulamentado do dizer, sobre o qual se responde, inclusive judicialmente). Acredito que é preciso muito mais do que um diploma para exercer uma atividade complexa como o jornalismo (é perigoso que o “muito mais” seja entendido como “muito menos”). Caberá à sociedade escolher entre uma geração de divulgadores de notícias superficiais ou profissionais que ajudem a combater a pior mazela de nosso país, que é a corrupção. Não posso deixar de fazer essa comparação: a Noruega é um dos países mais ricos do mundo e tem o primeiro IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), possuindo somente o petróleo. Não é pouco, mas nós também temos, além de uma certa quantidade de petróleo, um solo em que tudo se pode plantar (o solo norueguês é rochoso), um povo batalhador. O Brasil é um país maravilhoso, mas não avançamos por causa da corrupção. E o jornalismo ainda é uma das poucas armas para tentarmos combater esse mal em busca de um país melhor.

A autora, Érika de Moraes, é jornalista, doutora em Linguística e professora do curso de jornalismo da Universidade do Sagrado Coração, em Bauru
Érika de Moraes

Verão na Noruega

Mais sobre a Noruega, veja minha matéria no caderno de Turismo do JC (Jornal da Cidade, Bauru, 13/08/2009).

Minha viagem em símbolos e ícones


Representaçao pictórica que o aluno Sérgio Trivelato fez para minha viagem!

Cabeça de bacalhau

- The head of the codfish -



Os Noruegueses acham engracado saber que, no Brasil, todo mundo pergunta onde esta a cabeca de bacalhau. Eh que o peixe ja chega industrializado no Brasil. Entao, o Osvaldo (lider do grupo de Intercambio Rotary) fotografou essa no mercado de peixe. Mas, na verdade, nao estamos em epoca de bacalhau e nao tem muito por aqui atualmente. Tem mais salmao.
Mas eis ai a cabeca de bacalhau, direto from Norway. Erling me contou que eh possivel come-la, que as partes da face do peixe sao gostosas. Algumas pessoas dao para os animais comerem. E o Osvaldo contou uma historia assim: um amigo falava que tinha um carro, um Fusquinha, mas ninguem nunca havia visto o tal carro. Ate que um dia o cara apareceu com o Fusca, que ganhou o apelido de cabeca de bacalhau. E a gente comentou que tem muita coisa cabeca de bacalhau nesse mundo: namorada cabeca de bacalhau, diploma cabeca de bacalhau. Eu conheco ate quem tem carro zero pago com dinheiro cabeca de bacalhau...
Para mim, a Noruega nao fica como a terra do bacalhau. Dos sabores daqui, meus preferidos sao os morangos com creme, o wafer e o sorvete de palito de blueberries. Sverre, um amigo de Sandnes me chamou de Dessert Girl (uma garota que gosta de sobremesa). Confesso que prefiro os morangos aos frutos do mar. Os morangos daqui sao especiais por causa do clima frio e da maior quantidade de luz que recebem (ja que no verao escurece bem tarde, por volta de 23h, e amanhece cedo, antes das 4 da manha).
Fica tambem como a terra de pessoas muito gentis, de uma natureza linda e muito mais... Mesmo assim, para cada pessoa, nada melhor do que o lar. Muitas saudades do Brasil!!! Embora eu saiba que va levar para la as melhores lembrancas e as saudades da Noruega. Espero voltar um dia para ca, mas antes preciso buscar umas coisinhas minhas no Brasil: uns cachecois e especialmente meu amado.

Postado no meu blog do UOL em 06/06/2009 (From Norway)

Preikestolen


Cheguei ao alto do Preikestolen, em Stavanger, Noruega, com os amigos do Grupo de IGE - intercambio Rotary.
Uma experiencia muito diferente e especial. Certamente, mais um desafio vencido em minha vida, assim como foi vir de aviao do Brasil a Noruega. Sao 704m de altura, numa subida de cerca de 2h30 (mais o tempo de descida), com trechos bastante ingremes e rochosos.
Cada pessoa tem o seu topo de montanha para alcancar, por isso, quem sou eu para dizer que todo mundo TEM QUE ir ao Preikestolen. Alguns descreveram a sensacao como a emocao inigualavel de estar no topo do mundo. Eu curti, do meu jeito e de forma mais introspectiva. E tive com ainda mais conviccao a certeza de que, como diria Caetano, cada um sabe a dor e a delicia de ser o que eh. Eu senti uma alegria indescritivel no dia em que defendi minha tese de doutorado. Colhia um fruto de 5 anos de trabalho e me sentia segura diante das perguntas instigantes e desafiadoras da banca. Mas nao posso dizer que todo mundo tem que defender uma tese para ter essa sensacao. Muitas pessoas achariam isso extremamente boring, e eu respeito. Soh queria dizer que cada um sabe o que eh a SUA montanha, a emocao que busca, e merece ser respeitado como eh. Uns precisarao galgar montanhas, outros, talvez, simplesmente se realizem nos bracos de quem ama.
Mas eu nao resisti ao desafio e estive lah! Com meus medos e dificuldades, mas estive. No Preikestolen... Quer experimentar?

CURIOSIDADES:-
Apesar de parecer perigoso, os noruegueses dizem que o Preikestolen praticamente nao registra acidentes. Ha um ano, uma americana precisou ser resgatada de helicoptero porque feriu a perna.
- Alguns pais sobem com as criancas pequenas amarradas em cadeirinhas de colo.


O Preikestolen observado do fiorde, de barco. Foi la no alto que estivemos... Soh para constar: esse passeio de barco foi com uma familia muito especial de Sandnes, o casal Erling e Grete.

Postado no meu blog do UOL em: 03/06/2009 (From Norway = sem acentos)