quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Berlin

Cidade do muro e dos ursos




Em esculturas, estátuas e outros símbolos, os ursinhos estão sempre por ali. Logo ao chegar, encontro a homenagem do brasileiro Romero Brito à capital alemã, bem em frente à galeria do Muro.




Saímos de Munique na manhã do dia 18/7 (uma quarta-feira), chegando a Berlin por volta de 15h30. O ICE foi o trem mais confortável que pegamos, uma maravilha. Assim, o trajeto em si foi um passeio e contribuiu para chegarmos descansados (os trens mereceram um post especial). 

Apesar de termos apenas dois dias na capital alemã, foram incríveis e muito bem aproveitados. Contribuiu também o fato de estarmos num hotel muito agradável, o Arcotel John F, com cadeiras de balanço no quarto e no saguão.

No check in do hotel, compramos passe de ônibus turístico, o sightseeing bus, para dois dias (ele passava de 10 em 10 minutos com 20 opções de paradas). Tínhamos andado demais em Londres e Paris, então, a caroninha do bus turístico foi uma boa nesse momento (antes, eu só queria flanar, mas aqui me rendi).
Nossa primeira parada, ainda na mesma tarde de chegada, foi a galeria do Muro. 

Ah, o muro!... Vai merecer um post a parte.
Por hora, digo que foi/é uma emoção indescritível deparar-se com esse símbolo tão rico de História que, se antes foi um ícone máximo de segregação, hoje é uma grande galeria de arte ao ar livre, que nos lembra a todo instante: a beleza e a arte podem vencer a guerra. Desde que haja garra, fé, esperança, boa vontade, responsabilidade. É triste que alguns precisem morrer por isso. É inspirador o poder de transformação. 


Jantamos agradavelmente uma pizza com a vista de pôr do sol que mais me surpreendeu (a do primeiro post sobre esta viagem). É que de Berlin eu esperava encontrar História, sem estar certa de que encontraria também a beleza.

       Jantamos com vista para as estátuas "Three girls and a boy"

A quinta-feira 19/7 era o único dia que teríamos inteiro para Berlin. Pegamos nosso bus turístico às 10 da manhã (primeiro horário), depois de tomar café, e descemos novamente no muro, para apreciar a galeria com mais calma. Seguimos para outros marcos históricos como o Portão de Brandemburgo, o Monumento da Victória...
Almoçamos salsichão básico no Café Victória (tem que entrar no clima da cidade, né?).

Foram dias de chuva em Berlin. Foram dias rápidos e agradáveis.
E eu trouxe um novo morador para o meu Brasil. Tinha um ursinho no guarda-roupa do hotel, todo meigo, esperando adoção. Paguei a tachinha de adoção de 8 euros e trouxe-o comigo. Atualmente, ele vive feliz da vida com os irmãos brasileiros!

Depois de Berlin, ainda viria Amsterdam.
 

OBS.
Estava na Ilha dos Museus e não tive tempo de visitar museus em Berlin! Uma pena. Mas aproveitei o máximo de tudo aquilo que pude.
Seguem dicas que eu havia pesquisado para quem tiver mais tempo em Berlin.

Berlin
* Restaurante Paris Bar
* Scholoss Charlottenburg (Castelo)
* Explorar a Museumsinsel (Ilha dos Museus), em especial:
- Pergamonmuseum (Museu de Pérgamo)
- Alte Nationalgalerie
- Alte Museum

Informações do guia Europa:
Kurfürstendamm: "ampla avenida com animados cafés com jardins, casas luxuosas, grandes hotéis, lojas elegantes." Museu de fotografia Newton-Sammlung.
Alexandrowka: charmosa colônia. “Cabanas de madeira com intricados entalhes em seus próprios jardins”.
Park Sanssousi: um dos mais bonitos complexos palacianos da Europa. 

sábado, 18 de agosto de 2012

Munique


München, Munich, Munique...

Como foi por lá


Ficamos apenas por três noites, tempo que considerei “suficiente” para conhecer o básico da cidade (nunca é suficiente para conhecer profundamente).
Chegamos na noite de 15/7, com chuva. Felizmente, o hotel estava a três quadras da estação de trem.
Um parêntese. Minha irmã apaixonou-se por Munique que é, de fato, considerada uma das cidades mais charmosas do mundo. Também gostei. Mas meu coração estava contagiado demais por Paris. O encontro com o amor da minha vida (Paris...) parece ter ofuscado um pouco a beleza de Munique para meus olhos fiéis à cidade europeia mais amada, rsrs. Era o meio da viagem, eu estava um pouco cansada e saudosa do meu grande amor. De qualquer maneira, tudo continuou valendo a pena!
Segue meu roteirinho para dois dias inteiros.

Dia 1 (16/7 Seg.)
Caminhamos até a movimentada Marienplaz, a famosa praça central de Munique. Para chegar até ela, passamos pela fonte bonitinha, que dá uma refrescada em quem passa por perto. Rodamos ali pelo centro e eu fiquei com muita vontade de comprar um traje típico da Bavária (mania aquariana de desejos inusitados!), mas acabei chegando à conclusão de que a roupa ficaria guardada no guarda-roupa - considerando que rolam poucas festas à fantasia durante o ano. Então, comprei apenas uma bonequinha típica.
Na volta pelo centro, vimos com atenção as belas igrejas Frauenkirche (alta, com torres gêmeas), a Asamkirche (arquitetura rococó) e a Theatinerkirche.


A Prefeitura dos bonecos. Reconstrução, obras e reparos convivem lado a lado com o charme de Munique. Marcas de uma Alemanha que sofreu com a guerra e, ao mesmo tempo, preserva sua história

Às 11h da manhã, assistimos à “dancinha” dos bonecos de madeira da Prefeitura, que se repete também às 12h e às 17h, representando momentos marcantes da história da cidade.
No caminho, encontramos o Museu de Ursinhos, onde há um singelo registro da história dos brinquedos.
Fomos a Munich Residence, um museu que retrata ambientes belíssimos. 
Aproveitamos a praça de alimentação do Shopping para almoçar rapidamente. À tarde, seguimos para a região do Parque Olímpico de Munique e Museu da BMW, que são bem próximos um do outro. Legal para conhecer, ainda que eu não tenha considerado imperdível. (Pegar o trem U3 na estação de Marienplaz - foi chatinho achar um vendedor de bilhete para o trem!)
O jantar seria na cervejaria Hofbräuhaus (famosa e tradicional, por ter sido inaugurada pelo Rei Guilhermo V em 1589), mas estava lotadíssima e abafada. O piso superior estava bem mais agradável, mas só com reserva (#ficadica). Optamos por outro lugar em que também seria possível provar a cerveja (coisa de que nem somos tão fãs mesmo...).

Dia 2 (17/7 Ter.)
Reservamos esse dia para visita ao Schloss Hohenschwangau, o castelo que teria inspirado Walt Disney. Fica em Füssen, cidade próxima a Munique (2 horas de trem) e o caminho permite apreciar os alpes.
Há outros passeios interessantes na região de Munique, mas penso que, tendo de escolher um, essa é uma opção perfeita.
Daria para fazer o passeio por conta, mas, já cansadinhos a essa altura da viagem, optamos por um passeio guiado. O guia seguia em trem convencional com um grupo de turistas (são dois trens + ônibus). Foi legal porque, antes de chegar ao castelo propriamente dito, o guia indicou três pontos bacanas de parada para fotos: uma visão simultânea da ponte e do castelo; a ponte em si; uma cachoeira.





Na ponte, não é difícil sentir-se na "corda bamba". Não só pela altura, mas porque ela é de uma madeira molinha, que balança mesmo! Fomos lá na pontinha para tirar foto...
Há toda uma história (romântica/triste) em torno do Rei que construiu o castelo, enquanto morava em um menor. Ele pouco teve tempo de aproveitar sua sonhada residência-obra-prima.

A visita interna ao castelo é em grupo, com guia em inglês. Não é permitido tirar foto internamente (mais uma razão para querer o livro ilustrado). Há uma cafeteria bem simpática para uma paradinha ao final do tour.

Se tivesse mais uma tarde livre em Munique, passaria no Englischer Garten. Mas, na manhã do terceiro dia, seguiríamos para Berlin, cidade sobre a qual falarei nos próximos posts.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Viajar de trem

É uma experiência bem aconchegante para conhecer países diversos da Europa, especialmente quando estão em fronteiras próximas. Pode até ser mais demorado do que um voo, mas nem tanto se você considerar que não precisa gastar tempo com check-in, pegar malas depois... A poltrona pode ser bem mais confortável que a classe econômica do avião e você curte as paisagens durante a viagem. Ah, e banheiro de trem também é melhor que banheiro de avião!

O primeiro passo, é planejar um roteiro lógico, de acordo com as fronteiras dos países. O nosso foi Londres => Paris => Munique => Berlin => Amsterdam, com voo de volta para o Brasil partindo de Amsterdam (por isso, é legal que um dos primeiros passos da organização da viagem seja a compra do voo de cruzeiro, veja mais no post sobre planejamento).
Eu optei por comprar cada passagem a parte, mas também existem opções de passes de viagem, que podem ser vantajosas (exige pesquisa e reserva antecipada da poltrona). Comprei pelos sites da Eurostar e da Bahn.

E foi assim...


Londres a Paris
Eurostar


Em duas horinhas e quarenta minutos, você chega de Londres a Paris, atravessando o Canal da Mancha rapidinho. Eu e minha irmã, que viajou um ano antes, adoramos o Eurostar.
Viajamos em segunda classe e foi bem confortável. O restaurante é legal, mas peguei fila e o atendimento foi lento (bem, assim, a viagem passou mais rápido ainda).
A estação St. Pancras em Londres é simplesmente linda!
Vale chegar pelo menos uma hora antes na estação, pois tem que passar por Raio-X, mas é mais rápido que o de avião.




Paris a Munique
TGV

Fomos em primeira classe. Afinal, eu havia conseguido preços satisfatórios pelo site da Bahn. Tinha uma refeição incluída e a surpresa (não muito agradável) é que serviram uma comida gelada (cri cri cri... alô? e não era só salada, tinha até carne...), bem diferente da comida do avião. Mas, tudo bem, teve suco, sobremesa, a poltrona e a paisagem eram bacanas. E também passam vendendo água/refri/suco, de modo que você não precisa pegar fila do restaurante. De qualquer forma, o trem é bem legal.

Munique a Berlin
ICE



Isso sim é que é trem bom! O trem era lindo, todo moderno, madeiramento envernizado, com poltrona de couro e espaçosa na primeira classe. Espiei a poltrona da segunda classe e era bem legal também. No vagão-restaurante, eu me sentia assim, num filme clássico...
A refeição não estava incluída em primeira classe, mas, pelo menos, era bem quentinha e saborosa.
A viagem foi tão legal que chegamos superdescansados em Berlin e ainda deu para aproveitar bem o fim de dia.



Berlin a Amsterdam
IC (InterCity)

Esse trem eu não curti muito, não... Menos moderno, não tinha bagageiro para malas grandes (tivemos que ficar com elas no pé, mesmo em primeira classe). E foi carinho, viu! Mas só encontrei essa opção em trem direto para esse destino no horário pretendido (numa próxima, eu mudaria o horário para pegar um Super ICE!). Tá, eu também estava mal-acostumada com o ICE anterior. E não tenho razões para reclamar nadinha da viagem, foi tudo maravilhoso.


SUPERDICAS
- No site Raileurope, você encontra todas as informações em português, por isso, é bem prático.
- O site da BAHN foi um grande "achado", pois consegui tarifas mais econômicas (desde que você opte pelo bilhete de data "não flexível"), por isso, dei-me o luxinho de viajar em primeira classe. O site é todo em inglês e você precisa pesquisar pelo nome original da cidade (ex. München). Precisa entender tudo direitinho para comprar bem no site da Bahn.
- Os bilhetes estão liberados para compra exatamente três meses antes da data da viagem. É bom não demorar muito para não ficar sem lugar.
- Antes disso, vale simular outras datas para saber faixas de preços e horários. Assim, já vai se organizando.
- Sugiro observar se o trem é direto na hora da compra. Se tiver troca, pode ter de fazer isso rapidamente, com malas...
- Minha irmã "apurou" que é possível comprar passagens no local, na própria estação, por preços mais baixos. Porém é um risco não ter a passagem para o dia que você precisa, especialmente se for alta temporada.
- Viagem noturna ou diurna? Atenção: se você consultar os sites antes dos 3 meses de antecedência, poderá verificar que só há trens noturnos disponíveis. É que esses começam a ser vendidos antes. Pegadinha: Munique a Berlin demora 10 horas em trem noturno e 6 horas em trem diurno.
- Ponto de vista a considerar: a história de "dormir uma noite" no trem e economizar uma diária em hotel pode não ser muito vantajosa. Você pode não dormir bem, chegar cedo (antes do check-in do hotel, não tendo onde descansar) e não estar tão disposto a aproveitar o dia seguinte. Lembre-se de que numa viagem como essa tempo é dinheiro!
- Dica do livro "100 dicas para viajar melhor", de Ricardo Freire: levar cadeado de bicicleta para prender sua mala no bagageiro e ficar mais tranquilo enquanto ela estiver longe de seus olhos. Levei, mas não senti necessidade de usar. Por garantia, vale ter. 
- É isso e mais alguns detalhes... Se achar que posso ajudar em alguma dúvida, deixe um comentário.

SERVIÇO
EUROSTAR = www.eurostar.com
RAILEUROPE = www.raileurope.com.br
BAHN = www.bahn.de/international

Logo tem posts sobre a Alemanha.
Já conferiu sobre Paris e Londres, mais abaixo?

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mala de menina

Sugestões na medida para uns 20 e poucos dias:


- DOCUMENTAÇÃO: passaporte, vistos, carteira de vacinação, passagens de avião, de trens, vouchers de hotéis, ingressos comprados com antecedência, cartões bancários, seguro de viagem, extratos bancários (para eventual comprovação de recursos na imigração).
- DICA: levar cópia colorida do passaporte. Assim, pode deixar o seu documento original bem guardado no hotel e andar com a cópia. Até os estabelecimentos que conferiam identidade para passar o cartão bancário aceitaram a cópia colorida. Só um tiozinho que queria o passaporte original para alugar uma bicicleta em Versalhes. E, de qualquer forma, eu não deixaria um documento tão importante por aí...
- DISTRAÇÕES para o voo: livro, revista, gibi ou palavra-cruzada. Não precisa exagerar, pois geralmente há opções de vídeo/música no voo, mas, por garantia...
- ELETRÔNICOS: máquina fotográfica com cabo, bateria, recarregadores (de celular e da máquina). Se possível, netbook para baixar fotos. Serão necessários adaptadores de tomada - mais fácil comprar por lá do que no Brasil. Alguns hotéis emprestam.
- Vai encontrar um amigo estrangeiro? Legal levar um PRESENTINHO DO BRASIL.
- 1 MOCHILINHA prática para carregar nos passeios do dia a dia + 1 bolsa
- Sacos plásticos (para separar roupa suja, sapato etc.) e plástico-bolha (utilíssimo para proteger coisas delicadas que você comprar!)
- Capa de chuva
- Óculos de sol e, se for o caso, de grau



VESTIMENTAS FEMININAS:
- 1 calça jeans
- 1 bermuda jeans (usei bem menos... tenho frio)
- cerca de 8 blusinhas (prefira as fáceis de lavar)
- 2 blusas de manga longa, estilo "Lupo"
- 1 ou 2 camisa(s) social(ais), preferencialmente que não amasse(m)
- 2 ou 3 vestidinhos bonitinhos (pra foto) e práticos (pra caminhada) para usar com legging
- 2 leggings + meias-calças
- 1calça diferente da jeans (social e/ou descolada)
- 1 vestido mais social, "phyno" ou "rhyco", como queira... (de preferência, de tecido leve!)
- 2 pijamas (tecido fácil de lavar)
- 1 par de tênis pra todo dia!
- 1 par de sapatilhas confortáveis e bonitinhas
- pode levar 1 sandália de salto, se quiser, mas a minha acabou sobrando na mala. Optei pelo conforto da sapatilha, mesmo numa ocasião mais socialzinha, para ir tranquila, de barco, aprecisando o Sena...
- 2 casacos* (um é pouco; dois é bom e você ainda pode comprar um terceiro)
- 1 coletinho de lã para dias mais frios
- lingeries a gosto
- cachecol, lenços, cintos, bijuterias...
- se couber, bolsa pequena para ocasião social
- 1 moleton tipo Adidas (foi bem confortável para a Disney!)

* ATENÇÃO: no verão, os casacos podem ser mais leves. No inverno, opte pelos bem quentinhos e corta-vento. Acrescente mais meias grossas e segundas-peles.

- NECESSAIRE DE MAQUIAGEM
Uma ideia é levar só batom + blush + rímel + filtro solar com base. Assim, sobra espaço para completar no Free Shop (é, sou bem prática... não sou a "dona da verdade", é só sugestão)

- NECESSAIRE COM REMÉDIOS BÁSICOS. Mantenha a receita junto para eventual fiscalização. Tenha com você no voo algum remedinho para enjoo ou algo mais que precise.

- ITENS DE TOALETE 
Daqui, tudo que você esquecer é menos sério, pois, geralmente, não é difícil comprar. Mas, vá lá, faça seu check list:
- 2 caixas de band-aids (para proteger pés de bolhas). Isso mesmo, duas! O legal é andar bastante! Eu levei uma e tive de comprar outra bem mais cara, em euros. Pés sensíveis precisam ser vedados com band-aids nos "pontos críticos".
- hidratante, desodorante, perfume, esponja e toca de banho, sabonetes, creme dental, fio dental, cotonete, absorvente, depiladores, esmalte/removedor etc. (e o mais que você lembrar...).
- tesoura sem ponta (útil para cortar etiqueta de eventual roupa nova)
- Obs. secador de cabelo faz falta para mulher, porque o clima é mais frio. Resolvi isso escolhendo hotéis que ofereciam essa facilidade. Qualquer coisa a menos para carregar faz a diferença.

LEMBRANDO QUE... eu tinha um lindo o tempo todo ao meu lado para me ajudar com a mala. Sozinha, vale pensar ainda mais vezes antes de encher a mala. 

* * * * * * 
Aí os boys podem adaptar a mala deles, acrescentar o kit de barbear e tals... (em geral, vão exagerar um pouco mais nas camisetas e camisas, hehehe... ou não! Podem ser até mais práticos do que nós, garotas!)

Confira, no post abaixo, 12 toques importantes para arrumar sua mala!
Logo tem mais dicas e histórias.

Mala, malinha ou malão?

Antes de continuar contando sobre os passeios, uma contribuição aos futuros viajantes na hora da organização.

12 toques importantes para arrumar
sua mala, malinha ou malão...

Dúvidas na hora de arrumar a mala: isso vai fazer falta? Vou precisar daquilo? Mais uma vez, vale o bom-senso, porque cada viajante tem um estilo de viagem e, consequentemente, de mala. Mas, vamos lá, vou compartilhar a minha experiência para viagem de 23 dias, incluindo quatro troca de cidades.

1. Na minha opinião, em relação à quantidade de roupas, é melhor faltar um pouco do que sobrar. Isso mesmo! Não vale a pena ficar carregando nada que se torne apenas um peso extra na sua bagagem. Em alguns momentos, até senti certa falta de algo a mais para variar, mas, no saldo final, o que levei foi suficiente, especialmente com o acréscimo de casacos comprados. Mais do que isso, dificultaria muito o tranporte das malas.

2. Uma dica legal para as mulheres é levar lenços e acessórios pequenos para variar o look. Não peque pelo exagero, sua viagem e os lugares que vai conhecer valem mais a pena! Pense em uma ou outra peça mais bonitinha para tirar foto, pense em peças básicas que combinem com coisas diferentes. 

3. Deixe espaço na mala para compras, especialmente se for aos EUA - é o que dizem, eu ainda não fui. A Europa não me pareceu um lugar tão propício às compras, mas eu agradecia em ter espaço a cada livro interessante (e pesado) que eu encontrava. Por medo de não caber, não trouxe jogo de chá de Londres, triste :( terei que voltar lá someday...

4. Dá bem para lavar umas blusinhas mais leves no hotel! Na mão, no chuveiro... Na necessidade, vale uma secadinha com o secador de cabelo do hotel. Como roupa masculina, em geral, é mais pesadinha, recorremos ao serviço de lavanderia para o "menino". No hotel em que ficamos em Paris, lavar camiseta era consideravelmente mais barato do que pólo. É melhor lavar uma roupinha do que deixar de comprar aquilo que você amou por falta de espaço na mala, não acha?

5. Eu disse para deixar espaço para compras, mas não deixe de levar o essencial. Nem sempre é fácil comprar a roupa que precisa. A numeração da Europa é diferente e, às vezes, cai meio estranha no corpo da brasileira. Por sorte, consegui um casaco em Paris e, em Amsterdam, as coisas pareceram cair melhor. Mas não é tudo sob nossa medida, não! Eu não queria perder muito tempo com compras, procurando itens (com tantas belezas para ver!), mas, é claro, cada um faz o que acha mais divertido. 

6. Um truque para trazer mais coisas na volta é levar uma mala média dentro de uma grande e desmembrá-las depois. Apesar de achar essa uma boa ideia, optamos por comprar uma mala a mais na Europa, somente quando realmente precisássemos. Não foi tão fácil achar uma legal! Mas conseguimos em Amsterdam (tinha Kipling por preço bacana por lá!)

7. Fique atento aos limites de peso/bagagem para seus voos, o que varia conforme o destino e a companhia aérea. A KLM permite 2 malas de 32kg por passageiro + 1 mala pequena de mão. Ronaldo e eu fomos com 1 mala cada um na ida (+ a de mão) e retornamos com 1 a mais na volta. Ou seja, juntos, fomos com duas e voltamos com três para despachar. (Atenção: se fizer voos internos na Europa desvinculados ao seu voo de cruzeiro, os limites diminuem.)

8. Nunca é demais lembrar: na bagagem de mão, leve uma troca de roupa para imprevistos e não leve líquidos como xampu, filtro solar, perfumes etc. em embalagem maior que 30ml. O tema é batido, mas conheço muita gente que já precisou deixar o cosmético do coração no aeroporto. Consulte o site de sua companhia aérea para mais informações. 

9. O Free Shop vai dizer que não há limite de consumo/gastos na ida. Mas saiba que os aeroportos da Europa podem reter produtos líquidos comprados em Free Shop do Brasil. É mais recomendável comprar na Europa ou na volta do Brasil (estava bem fraquinho, aliás...).

10. Você pode esquecer tudo, menos a sua documentação! Esse foi o primeiro item que deixei preparado, uma pasta de documentação, conforme ia providenciando as passagens aéreas, de trem, vouchers de hotéis, seguro de viagem, cópias de extratos bancários (para eventual comprovação de recursos na imigração). Quando necessário, também vistos e carteira de vacinação internacional. Deixe meio junto com seu passaporte e cartões de banco. Você pode esquecer outras coisas e se virar, mas não a pasta de documentação. Assim, mesmo que tenha uma semana meio turbulenta na véspera da viagem (como foi a minha...), saberá que o principal não será esquecido. 

11. Mala velha é melhor que mala nova, porque avião detona mala mesmo. Mala novinha em folha pode ser melhor que mala velha, porque, se tiver em seguro de fábrica, você pode ganhar crédito de uma novinha se ela estragar na viagem, ao reclamar na loja (aconteceu comigo quando voltei da Noruega em 2009). Há, no aeroporto, serviços de reclamação de estragos na mala. Se comprovado que estragou no avião, soube que colocam suas coisas num saco e ficam com a mala para consertar, depois devolvem. Mas será que vale mesmo a pena perder esse tempo no aeroporto quando você volta de um voo de 11 horas, mais fila da imigração, mais fila de quase uma hora para pegar a mala... e por sorte ela chega, ainda que com rodinha e estruturas quebradas? Eu deixei estar, feliz da vida por tudo meu estar seguro lá dentro. Ah, por falar, em rodinhas... elas ajudam muito a poupar as suas costas. A novidade são as de 4 rodas, ótimas para carregar (pelo menos onde é plano).

12. Feche todas as malas com cadeado com segredo. Diferencie-as das outras com correntes, fitinhas coloridas etc.

No próximo post, sugestão prática para mala de menina.  

domingo, 12 de agosto de 2012

Pausa para uma reflexão

- beber mais água
- respirar pausadamente
- mastigar com mais sabor
- não pular as lombadas
- ter mais ócio criativo
- ler mais livros "inúteis"
- PERMITIR-SE estar no mundo para SER FELIZ
- (...)
- viver num mundo que valorize atitudes como as descritas acima.

Não preciso esperar o fim de ano para fazer a minha listinha. 
Vou tentando melhorar o "meu mundo", mas, como boa idealista, ainda não abandono o último item e o SONHO de melhorar o mundo.

You may say I'm a dreamer...

Au Revoir, Paris!

Paris - o Dia 7

A Despedida...

Domingo 15 de Julho. Dia de partir de Paris. Ainda teríamos um pedaço de dia até a hora do trem para Munique, 15h25. Um tempo para arrumar as malas com calma, para um último almoço, para o check out. Com as malas já mais pesadinhas de livros - e considerando as escadas do metrô de Paris - fomos de táxi à Estação Paris Est. Não ficou caro.

A viagem ainda continuaria com lindos momentos. Mas meu coração já estava totalmente saudoso de Paris. Aqueles dias tinham sido intensos porque meus sonhos já eram intensos. Porque há muito tempo eu já vivia Paris em mim.

Jamais me esquecerei do verão em Paris, somente uma semana, mas tão tocante. Verão com sol até perto de 10 da noite e muita disposição para aproveitar o longo dia. Os jardins, a arte, o Berthillon, o Sena, a Tour Eiffel, os fogos de 14 de julho... A amabilidade do pessoal do Hôtel de l'Arcade, com paciência de me deixar treinar um pouquinho de francês.



Très difficile dire "au revoir, Paris".

Alors...


"A bientot!"


Não, não queria dizer adeus a Paris. Mas tudo passa - o que é bom e o que é menos bom. Ficam sempre o aprendizado e a experiência. E o que viria pela frente também seria muito positivo: uma breve, mas significativa, passagem pela Alemanha, uns dias em Amsterdam e a volta para o Brasil que, afinal, é a minha casa. Tão importante quanto ir é voltar, assimilar a experiência.

Até breve, Paris. Até um dia, Paris. Que este dia seja simplesmente o tempo certo, como foi desta vez.



De lá, iríamos para Munique, cidade considerada muito charmosa e pela qual minha irmã se apaixonou em especial. Talvez a beleza de Munique tenha se ofuscado um pouco diante de meus olhos tão apaixonados por Paris. Mas ainda viveria excelentes momentos nessa viagem tão inesquecível.

Desde que comecei a estudar Análise do Discurso Francesa, ainda nas aulas do Manoel na graduação unespiana e, depois, na Unicamp, alimentei o sonho de passar um tempo morando/estudando em Paris. Deixei passar a oportunidade de um doutorado-sanduíche por razões diversas. Mas, enfim, quem sabe aonde os caminhos da vida podem levar?

Imagine ir todo mês aos jardins de Monet, para acompanhá-lo em nuances de cores diversas, conforme as diferentes florações. Ainda que seja "apenas" um sonho, não é "apenas"...

Ronaldo diz para mim que terei na França um colega de apartamento que vai fumar na minha cara. É que os europeus fumam demais, sabe? Nada é perfeito... E eu cheguei a ter de tomar antialérgico e a ligar o alerta da preocupação com a, digamos, qualidade do ar.
E o Ronaldo disse que vai ter uma escadona como as de Amsterdam no meu apartamentinho de estudante.
É claro que morar em Paris não seria nas mesmas condições que em um hotel de turista. Mas quem sabe, com jeitinho, eu convencesse o Jean-Pierre (nome que dei ao meu amigo imaginário, o companheiro de "república") a parar de fumar... Sonhos são para serem sonhados!

:)

Nos próximos posts, contarei sobre a Alemanha. Talvez em ritmo menos acelerado que o da última semana, em que bloguei com a energia dos loucos.
Tenho muito trabalho. E muitos sonhos...

sábado, 11 de agosto de 2012

14 de Julho em Paris

Paris - o dia 6

O 14 de Julho...

Meu sonho/plano inicial era viajar em maio, o que não deu certo. Em primeiro lugar, porque queria muito, muito ver as tulipas. Vi-as na Noruega em 2009 e queria ver os campos da Holanda. Tulipas, só na Primavera Europeia, elas são extremamente sensíveis ao clima.

Reconfigurei o sonho para julho. Já não podia esperar mais um ano. A vida é bem complexa, como todos sabem: se não há trabalho, não há dinheiro para realizar sonhos. Se há muito trabalho, pode não sobrar qualquer tempo ou energia. E, assim, os sonhos vão ficando. Eu realmente não poderia esperar mais um ano ou meu coração sufocava. Julho foi incrível, apesar de eu não ter visto uma tulipinha sequer. Mas ainda as verei!

Definido o mês de julho, organizei o calendário de tal forma a estar em Paris no Dia 14 de Julho. É o dia mais especial para os franceses, o dia em que se comemoram a queda da Bastilha e a Independência. O único dia do ano em que a noite termina com queima de fogos na Torre Eiffel, o que não acontece nem mesmo na virada do ano (dizem que o Réveillon é meio morno em Paris, mas eu passaria um lá mesmo assim!).

Para este dia, um sábado, não teríamos uma programação. Seguiríamos a cidade em sua festa patriótica.

Pela manhã, seguimos para a Champs-Elysées, onde o desfile militar começaria às 10h. Havia um trecho fechado, com arquibancadas, para autoridades e convidados. De outro modo, o jeito era encontrar um cantinho entre o povo francês e turistas, erguer a cabecinha, ficar na pontinha dos pés e ver o máximo que se podia do desfile. Ainda que a visão pudesse ser até melhor da TV, era gratificante estar lá.



Após o desfile, almoçamos e demos mais uma volta na Champs-Elysées, mais uma espiadinha no Arco do Triunfo. Algumas lojas estavam abertas, então, uma passadinha na L'Occitane, alguns lenços e souvenirs...


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Uma curiosidade sobre o 14 de Julho é que os quartéis de bombeiros também se abrem para festas. O dinheiro arrecadado é destinado a melhorias para as condições de trabalho dos bombeiros. Dizem que a festa é a alegria dos solteiros e solteiras...
Nesse dia, o Louvre também teve entrada gratuita, bem como um espetáculo na famosa Ópera Garnier (não pesquisei como funcionaria a distribuição de ingressos). 

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Nesta tarde, como eu disse a Ronaldo, "morgamos" um pouco. Descansamos no hotel. Era importante poupar energias para aproveitar a noite e prosseguir a viagem. Nem todo dia precisaria ser tão cheio de programação quanto o primeiro. Não é perda de tempo dar-se o direito de descansar um pouco para curtir melhor o que vem depois. Se tiver de bater ponto todo dia à mesma hora, a viagem deixa de ser passeio. Importante é fazer seus dias felizes.

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Mais um jantar no Cafe Madeleine antes de nos dirigirmos ao metrô a caminho da grande festa.

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Chegamos por volta de 21h na praça da École Militaire para aguardar a queima de fogos na Torre. Alguns chegam bem antes e acampam nas praças desde a tarde com cestas de piquenique. Mas o horário em que chegamos foi bom.

De repente, estávamos diante da Torre Eiffel, no meio de todo o povo francês e muitos turistas. O espetáculo de fogos começou às 23h e estendeu-se até 23h40. Quarenta minutos ininterruptos com a Torre se destacando entre os fogos coloridos que coreografafam canções diversas, desde La Vie em Rose a I Can't take my eyes of you (I love you, baby), passando por Y.M.C.A.




Sem hipérbole, foi a festa mais incrível que já vi na minha vida, de derrubar lágrimas. Aquilo sim era uma verdadeira festa de formatura, de consagração por uma história que a gente constrói, um sonho que realiza.

Cada um tem a sua história. Digo apenas que sou da geração das "crianças dos anos 80", que não pegaram tempos fáceis. O Brasil tinha uma inflação impraticável, distribuição de renda e oportunidades era algo ainda muito mais distante do que é hoje. Até o fim dos anos 90 ou começo dos 2000, só fazia uma faculdade quem era muito guerreiro. Não é tudo fácil e perfeito agora, mas um pouco diferente: a democracia brasileira já não é a criança ingênua que elegeu o Collor, é uma adolescente que ainda precisa aprender muito para vencer a corrupção, deu alguns passos. De qualquer forma, eu tive o melhor que a vida pôde me dar: os estudos. Mas o ser humano é imperfeito, sonhador, inquieto e sente falta do que não pode ter. Como é bom ver que tudo valeu e vale a pena! Como é gratificante a sensação de que tudo não caiu do céu, mas vem da garra, da luta, do estabelecimento de prioridades. E como é bem melhor você ganhar da vida, dos que cuidam de você, um limão e um espremedor do que uma limonada pronta.

Os franceses dividiram generosamente sua festa comigo. Minha grande festa!



Tenho a triste consciência de que muitas pessoas nunca poderão presenciar uma grande festa como esta, embora muitas outras torrem dinheiro com aparências. É que, ainda que não se tenha tudo, é necessário ter um mínimo de condições para seguir em frente: alimento, estudo, pais que cuidem de você. Por isso, acredito muito mais nos ideias sociais da França - liberté, egalité, fraternité - do que naquela coisa isolada do self made man. Claro que é preciso garra, claro que é preciso labuta. Claro que é preciso inteligência para unir oportunidade ao que saber fazer com ela. É comprovado, porém, que o desenvolvimento da inteligência também vem do alimento - literal e metafórico.

Isso não diz respeito somente a mim. É social. E a França, também com suas imperfeições, talvez entenda um pouco mais disso, historicamente.

Vivas ao 14 de julho!



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Findos os fogos, iríamos embora de metrô. Nós e toda Paris que ali estava. Imagine quanta gente nas ruas, voltando ao mesmo tempo para casa! Estava tudo organizado, com guardas nas ruas. Não vi nada que inspirasse falta de segurança. Inevitavelmente, entrar numa estação de metrô parecia bastante complicado e sufocante. Até os pontos de táxi estavam com fila e o trânsito bem parado. Preferimos caminhar pelas ruas, que estavam cheias de gente e iluminadas, apesar do horário, quase meia-noite. Nosso hotel não era tão longe e, quando vimos, já estávamos tão perto que nem valia a pena procurar outra estação de metrô. Foram uns 40 minutos de caminhada (depois de 40 admirando a Torre e outras duas horas esperando por ela, em pé). Menos cansaço do que beleza! Voltar a pé foi a melhor decisão. Em vez do metrô fechado, paradinhas nas pontes para apreciar o Sena e a Torre, cada vez mais pequenina. Já era uma despedida. No dia seguinte, partiríamos de Paris. Mas ainda há o que contar nos próximos posts.



PS: fotos dos fogos com o braço ao alto e os olhos na Torre. Uma boa dica de viagem: cuidado para não aproveitar os melhores momentos apenas pelas lentes da câmera fotográfica.
PS 2: a natureza é tão sábia que a chuva dos dois dias anteriores deu trégua para contribuir com essa festa.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Deliciosos brinquedos bobinhos...


... da Disney Francesa

(os que nós fomos)

1. Le Château de la Belle au Bois Dormant

2. Dumbo the Flying Elephant: "make the Dumbo fly!"



3. Alice's Curious Labyrinth



4. Passeio num barco encantado - Le Pays des Contes de Fées



5. Disneyland Railroad - Fantasyland Station

6. (Montanha Encantada)



7. Les Mystères du Nautilus

8. Cruzeiro

9. Circuito de carrinho



(Em Walt Disney Studios)

10. Slinky, o cachorrinho de Toy Story

11. Passeio de trem com efeitos especiais



12. Teatro Cine Magic

... Paradas para lanchinhos...

(Voltando para Disneyland Park)

13. Pirates of the Caribbean
Esse tem umas descidinhas levemente radicais.

Por fim, a parada das 19h
La Magie Disney en Parade!

E um último passeio de trem antes da partida.


Disneylandia Paris

Paris - o Dia 5

A magia da Disney francesa

A falta de sorte passou bem longe da nossa sexta-feira 13 de julho!
Foi um dia dedicado à Disney Francesa.

 


Coordenadas:
- Trem RER para a última estação da linha vermelha, atenção ao sentido, pois são 2 trens "vermelhos" diferentes. O trem custa 13 Euros por trajeto/pessoa (porque é mais longinho) e demora uns 50 minutos. 
- Compramos os ingressos para a Disney no dia da CHEGADA, na Fnac. Custou 53 Euros por pessoa, incluindo os dois parques (preço varia conforme o dia da semana). 
- Achamos o Disneyland Paris mais divertido e passamos mais tempo nele, mas também é bem legal conhecer o Walt Disney Studios.

As discussões são quentes na web a respeito da Disney Paris. Ir ou não ir? Circulam opiniões do tipo “Disney é Estados Unidos. Vá a Versalhes”. 

Pois eu adorei! Concordo com a colega Eveline: é como estar no castelo encantado da Cinderela. Se eu tivesse de escolher entre Disney e Versalhes, iria a Versalhes. Mas eu não precisava escolher, podia somar! 

Amei! E me satisfez como Disney. Era Disney, e ainda tinha orientações em francês, idioma que soa como música clássica para meus ouvidos, e depois em inglês.

Gosto é gosto. Se eu pudesse, conheceria todos os lugares do mundo. Se eu precisasse escolher, iria sempre para a Europa. Com Paris. 

Como eu e Ronaldo não curtimos os brinquedos mais radicais, fomos nos mais "bobinhos" e nos divertimos bastante! Ficamos até a parada das 19h, momento em que você quase se convence de que os personagens são mesmo reais.



Princesas desfilam, apaixonadas!


O Mickey é o mais esperado...

Para quem vai com crianças a Paris, a Disney é uma excelente negociação (eu não disse chantagem, rsrs): "vamos aos museus e também a Disney!" Mas é só conversar com jeitinho que as crianças também vão gostar dos museus. É uma pena a gente não ter no interior (temos ótimos em São Paulo), pois é tão bacana crescer com a cultura de museu. Fiquei encantada ao ver um grupinho de petits enfants (acho que foi no D'Orsay) com a professora explicando sobre uma pintura. Ela mostrava um quadro em que havia a representação de um menino e explicava sobre as vestimentas dos tempos passados, com as crianças sentadinhas ao redor do quadro, observando atentamente. Como falava devagar com as crianças, em francês, eu entendia tudinho e também aprendia. Muito provavelmente, os pequeninos não aguentariam andar por todo o museu em um só dia. Mas, com conversa e orientação, conseguem aproveitar bem o que veem.

Chegamos tarde, felizes e cansados da Disney. Por isso, jantamos por perto, no Café Madeleine. E fomos descansar para as festividades do dia seguinte, sobre o qual contarei amanhã...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Sobre Barbapapas

Complemento do Dia 4

Quem se lembra dos Barbapapas? Pois descobri onde eles estão morando. Na França!

Podem dizer que sou antiga, mas acho que é mesmo uma questão de memória. Ronaldo é da mesma geração que eu e não se lembra dos Barbapapas. Os desenhos deles (os da TV e os que eu fiz no papel), bem como os biscoitos em forma de Barbapapas, foram uma diversão da minha infância.

E Ronaldo precisou ir a Paris para acreditar em mim. Na seção de livros da Loja do Monet, ele me disse: "olha lá o livrinho do desenho que você inventou!". Em Paris, estão vivíssimos os livrinhos de histórias sobre esses bonitinhos para os petits enfants.

E, em Montmartre, deparamo-nos com essa vitrine:


E aí, finalmente, Ronaldo acreditou em mim.

Desconfio que os danadinhos sejam de fato franceses... Vai ver foi por isso que gostei tanto deles na minha infância!


Jardins de Monet - como chegar

Paris - o Dia 4

Monet e algo mais...

Dedicamos a quinta-feira aos jardins de Monet, em Giverny. Uma opção seria fazer um passeio guiado, mas não é que encontramos um casal de brasileiros numa parada do Batobus, que nos explicou uma maneira mais fácil, econômica e, principalmente, autônoma de chegar a Giverny?

Seguem as coordenadas:
- Ir até a estação St. Lazare (Pimba! A poucas quadras do nosso hotel. Eu não disse que localização era importante?).
- Chegar a tempo de pegar o trem das 8h20 para Vernon (linha Paris/Rouen), pois o outro trem será somente às 10h20 (passagem custa 13 euros por pessoa)
- Chegando a Vernon, facilmente encontrará o ônibus que complementa o caminho para Giverny (6,50 por pessoa a round trip, ida e volta).
- Aí é só seguir o fluxo e chegará nos jardins. Os bilhetes custam 9 euros por pessoa. Gastará um pouco mais na lojinha.
- Bônus financeiro: metade do preço do que se fosse excursão. Bônus pessoal: maior liberdade de ir e vir!



Estar em Giverny é como estar, quase literalmente, dentro de um quadro de Monet. Ou estar diante de um, só que ao vivo! Não é à toa que o pintor tanto se inspirou por lá.





Os jardins ficam abertos para visitação 7 meses do ano e as paisagens variam conforme o Calendário das Flores (um bom motivo para voltar lá em ocasiões diferentes...).
Há várias opções para almoçar nas redondezas do jardim. Optamos por um lanche mais rápido e, assim, conseguimos pegar o ônibus das 12h30 de volta (o próximo seria às 14h30). Como chegamos cedo, deu para aproveitar bem o jardim em quase 3 horas!
 
Ao retornar a Paris, fomos conhecer a Sacre Coeur. Ali seria uma região que poderíamos explorar um pouco mais. Obs. recomenda-se por ali mais cuidado com batedores de carteira e afins. (Parêntese: agora eu não lembro onde nem em que dia, mas tentaram aplicar na gente o golpe do “é seu esse anel que estava no chão?”. É importante não dar bola, ok? Pelo que li, vão tentar vender o anel por um “precinho módico”. Você não será bobo de cair, mas isso pode ser uma distração para pegar sua carteira. Então, afaste-se. Fim do parêntese.)
Essa é a região de Montmartre, o dito universo de Amelie Poulain do famoso filme, onde fica o Café de 2 Moulins (mais famoso pelo próprio filme do que por alguma outra característica particular). Montmartre é considerado o berço da Arte em Paris, espírito inspirador dos artistas que, depois, teria migrado para Montparnasse. 

Ainda neste dia, fomos às Galerias La Fayette. Legal para conhecer, mas não achei tanta graça (o teto é lindo, é verdade). Eu estava inebriada demais, apaixonada demais por Paris, para pensar em compras.

 À noite, repetimos jantar num restaurante do qual gostamos e demos uma volta completa pelo Sena de Batobus. Com chuva e o guarda-chuva emprestado do hotel (a essa altura, o de Londres já estava estropiado). Disseram-nos que não era comum chover em Paris nesta época. Mas nada estragaria um momento tão especial. Achei a chuva super-romântica. E geladinha!



Andar de trem, ônibus, metrô e fazer as coisas por conta própria é a maneira mais gostosa de aprender e entrar no clima da viagem. Tudo isso é especial não por ser simplesmente turismo, mas uma incrível experiência. É isso. A grandiosidade da sua viagem estará menos em quantas viagens você fizer, quantos recursos tem para gastar, e mais em quanto você sabe aproveitar a experiência, extrair dela o máximo de VIDA. É esse o segredo, acredito. Por isso, os roteirinhos aqui descritos não são para ser necessariamente seguidos. A pista é guiar-se por seus sonhos!

Essa conversa está mais filosófica hoje, porque ontem a gente conversou com Carol e Gustavo, que também vão viajar muito em breve (yuuupyyy!!!) e ficamos divagando sobre as experiências vividas e sonhadas... (papo muito bom, viu?)


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Louvre e Restaurante 58 Tour Eiffel

Paris - o Dia 3

O Louvre, a Torre...

Nesse dia, tínhamos um compromisso agendado para a noite. Então, para não cansar tanto, dedicamos o dia “só” ao Louvre. Não é à toa que o Louvre é o maior museu do mundo, ele é realmente incrível!

Do nosso hotel, era possível caminhar a pé até o Louvre. Mais uma vez, nosso Paris Museu Pass foi útil: pegamos fila especial e rápida, ou seja, entramos no Louvre logo que abriu, às 10h e, seguindo as mais sábias dicas, começamos pela Monalisa, que vai ficando cada vez mais concorrida ao passar do dia. Como se sabe, não é possível conhecer profundamente o Louvre em um único dia, tão rico ele é. Fomos passando por tudo, parando em algumas coisas, eu me encantando com muitas... A ala de Napoleão me fascinou pela suntuosidade. Almoçamos no Louvre, no Café de Piramyde, cujas opções vão além da baguete! Fiquei enlouquecida na grande livraria.



DICA: aproveite o dia do Louvre para deliciar-se por alguns instantes nos Jardins des Tuilleries, que ficam ali grudadinho. Namorei o jardim um pouco antes e um pouco depois do Louvre. Fofo!

Das muitas obras que me chamaram a atenção, achei esta muito singela, um amor mãe-filha:


Madame Vigée-Le Brun e sa fille, Jeanne-Lucie-Louise, dite Julie (1789) 

Passamos para comer macarrons da Fauchon (Já leu isso antes? Rsrs) e voltamos para o hotel para nos arrumarmos para o nosso compromisso... Nada mais, nada menos do que um jantar na Torre Eiffel!

Ainda no Brasil, compramos um jantar para casal no Restaurante 58 Tour Eiffel, para as 21h do dia 11/7 (chegar 45 minutos antes para o elevador). Foi sorte conseguirmos lugar, pois descobrimos o SITE bem em cima da hora (é por isso que estou compartilhando as dicas!). Já não tinha mais lugar para o restaurante do segundo andar, o Jules Verne. Para o 58, só havia disponibilidade para o cardápio mais sofisticado, que valeu a pena por incluir uma bela vista da janela para o Trocadero. Confesso que ponderei se eu deveria mesmo gastar com esse jantar (os reis precisam de tantos jardins?!?!), mas, como alertou o maridex, “é Paris, é seu sonho, clica logo no botão, antes que não tenha mais disponibilidade”. Agradeço ao apoio dele! Foi o momento mais surreal da minha vida... Chegar de barco, pelo Sena, para jantar na Torre Eiffel. Quantas vezes um fato como esse se repete em uma vida?


      Do Rio Sena para o Restaurant 58 Tour Eiffel...



E estávamos dentro da Torre quando ela se iluminou e começou a cantar...

      I can't take my eyes of you, sua linda!!!


Simplemente inesquecível... E indizível, embora eu tente aqui rememorar com palavras.
Amanhã, conto sobre o quarto dia...

Palácio de Versalhes

Paris - o Dia 2

Entre histórias, músicas e jardins

A terça-feira 10 de julho foi dedicada a Versalhes.
Fomos por conta própria, de trem, o RER. Nosso Paris Museum Pass dava direito a entrar no Castelo, mas não a economizar fila, que demorou cerca de 40 minutos. E, algo que não ficava muito claro, o passe não deu direito à entrada nos jardins do palácio, por isso compramos o ingresso à parte.
Entrar em Versalhes é reviver o mundo de Maria Antonieta, com seus sonhos, encantos, inocências (arrogâncias?).

Tem muita coisa para ver em Versalhes: os aposentos de Luis XIV, a famosa Sala de Espelhos; os aposentos do delfim e da delfina; Grande Trianon, Petit Trianon... 

Coordenadas para Versalhes:
De Madeleine: ligne 8 direction Balard. Arrête Invalides.
Pegar trem RER C em direction de Versaille Rive Gauche C5


Tudo em Versalhes me fascinou, mas nada me encantou mais que os Jardins Musicaux. Cada jardim é uma experiência diferente e especial. Por outro lado, você se pergunta: por que os reis e rainhas precisavam de tantos jardins, enquanto o povo mal tinha pão? Questão complexa... Hoje, os jardins estão ali para nossa visitação. 
Jardim é algo que amo muito! Pena que não sou princesa para ter unzinho :( Mas, pensando bem, tenho todos esses que estão no mundo :)

     
      Flores... eu amo muito!


       Feitos pelo Edward Mãos de Tesoura?


      E tem as fontes de água que literalmente dançam ao som das músicas

(Dica para oportunidade futura: espetáculo das Águas Noturnas, veja AQUI)


Tendo ido cedo, conseguimos voltar de Versalhes a Paris por volta de 15h. Então, dava tempo de ir ao Musee D’Orsay, aquele belíssimo construído em uma antiga estação de trem. Muitas obras de arte me chamaram a atenção e fui anotando... 

* Odalisque allongée - de Benjamin-Constant (1870)
* La chaste Suzanne - de Jean-Jacques Henner (1864) - intrigou-me o efeito "craquelado" em que se encontram as tintas...
* La Fortune et le jeune enfant (dit aussi "Vénus et l'Amour) - de Paul Baudry (1857) - gosto da mitologia em torno de Vênus e Cupido...
* La naissance de Vénus - de William Bouguereau (1879)
* Diane - de Jules Elie Delaunay (1872)
* Le symbolism / Le chevalier aux fleurs - de Georges Rochegrosse (1894)
* Balet / La danceuse - de Edgar Degas (no 5º piso).

Entre as obras mais famosas, está a escultura “A dança”, de Carpeaux (1868), na ala central.

No entanto, ver um grande museu no mesmo dia em que vimos o Castelo foi cansativo. Havendo oportunidade, eu dedicaria um dia só ao D’Orsay, ele merece.
Lanchamos no Café Lion, no D’Orsay (a baguete de Versalhes sustentou por pouco tempo, rsrs...) e seguimos em frente. Paramos perto do hotel para comer macarrons na Fauchon. Eu queria ter trazido macarrons “prazamiga”, mas a validade do doce era só 5 dias.

Passamos pela loja de Coco Chanel. Eu queria muito, muito conhecer a casa dela com as escadarias, mas, em princípio, não está aberta à visitação. Na loja, casaquinhos de 4 mil euros e uma grande dose de esnobismo. Nem sei se os vendedores de nariz empinado conhecem bem a história de Coco Chanel. Ela que foi sobretudo uma batalhadora, tão sofrida que, segundo seus biógrafos, até viveu o sucesso como uma "vingançazinha" (será que os vendedores ainda estão se vingando por ela?). Mas o fato é que eu até queria sair com uma sacolinha da loja (até porque uso o Chanel 5 Eau Premiere e tal...), mas o climão over-aristocrático me desinspirou. Mas eu não ficaria sem espiar a Rue Cambon em Paris...

Após parada no hotel para banho, nesse dia tivemos um jantar muito especial, dica de amiga do Ronaldo!
Fomos ao Restaurante Chartier (7 rue du Faubourg, Montmartre 75009 Paris). Ele é de 1896 e é bem tradicional. O garçom anota o pedido na toalha da mesa (de papel) e, quando você pede para fechar, é ali mesmo que ele faz a conta. Uma tradição!

     
      Restaurante Chartier: pedido na mesa, com letra de médico...



Ali por perto do Chartier, tem também um Hard Rock Café, para quem procura algo bem descolado. E tem várias lojas de bolsas e afins por ali, para quem chega um pouco mais cedo e as encontra abertas.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Flanar em Paris - Do Arco do Triunfo a Montparnasse

Paris - o Dia 1

O primeiro dia que amanhecemos em Paris foi uma segunda-feira, 9 de julho. Meu melhor 9 de julho! Foi um dia tão feliz que eu tinha medo de tanta felicidade ser egoísmo, então eu me consolava com o fato de que meus conterrâneos deveriam estar contentes com o feriado em São Paulo, rsrs (Cada coisa que a cabeça da gente pensa, né? Como se ser feliz fosse errado... Acredito que foi justamente para a felicidade que Deus nos fez.).

Este primeiro dia em Paris foi simplesmente inesquecível! (Mas qual não foi? Rsrs)
Pegamos o mapa e saímos “flanando" do Hotel. Nota: meu marido é o meu GPS particular, por isso não passei qualquer aperto. Mas creio que, mesmo sozinho, não seja tão difícil (eu presto menos atenção com o meu GPS por perto, sabe? Isso foge do meu controle. Ou será porque fico tonta com as belezas ao redor?).
Primeiro, tomamos o nosso café da manhã. Das opções por perto do hotel, logo gostamos do Bert's e a mocinha até decorou o nosso pedido (croissant + expresso para Ronaldo; pain au chocolat + chocolat au lait + juice d'orange para mim, com pequenas variações). 

      Le premier petit déjeuner


Caminhamos pela Champs Elysées até o Arco do Triunfo, que abre às 10 horas para subida. Subimos no arco sem pegar fila, com o Paris Museum Pass. Do alto do arco, vislumbramos a Torre Eiffel. Já a havia visto pequenina em nosso trajeto, e ela ia se aproximando de mansinho, como quem vai conquistando aos poucos e para sempre. Depois a apreciamos de outros ângulos. No caminho, encontramos o Musee de la Cité e aproveitamos o nosso passe para dar uma entrada. Uma grata surpresa! O Museu tem realmente uma arquitetura belíssima e proporciona uma linda visão da Torre de suas janelas. 



De lá, fui namorar a Torre da Praça do Trocadero. Totalmente enamorada...



Caminhamos até a Torre Eiffel, mas não era nosso dia de subir ainda. Apenas de apreciá-la de perto.



E foi ali da Estação Tour Eiffel que descobrimos o Batobus! Um barco-ônibus que passa de 20 em 20 minutos e tem 8 estações de parada às margens do Sena. Compramos o passe semanal (21 por pessoa - com barco à vontade por uma semana inteira!): seria muito mais legal “pegar caronas” com o barco, curtindo a paisagem, do que se esconder no metrô. Usamos o metrô apenas para complementar trajetos (mas, sim, usamos, é importante ter o bilhete).
De barco, fomos até o D'Orsay e... opa! Ele não abre às segundas-feiras. Sem problemas, pegamos novamente o barco (e nessa paradinha aleatória encontramos um casal de brasileiros que nos deu uma dica importante sobre o passeio a Monet) e fomos para a próxima parada, a Ile de la Cité, onde almoçamos antes de ver a Catedral Notre Dame e a Saint Chapelle (esta segunda com fila de 40 minutos, mas vale muito a pena! Muitas coisas demoram para entrar porque tem controle de segurança com Raio X, como no aeroporto). Atravessamos a ponte para a Ile Saint Louis, onde fui procurar o famoso sorvete Berthillon, espia AQUI (descobrimos depois que a loja oficial fecha para o verão - o dono tira férias, gente! - mas sorte que tem muitos revendedores na ilha).

De lá, fomos caminhando... flanando... Passamos pelo Panthéon, a Sorbonne... E chegamos ao Jardin du Luxembourg... belíssimo! Nota: quero mais tempo para ficar, ficar e ficar nesse jardim da próxima vez, como parecem fazer as pessoas que nele se esquecem da vida, aproveitando as cadeiras disponíveis à luz do sol.



Ronaldo me disse: “não está tão longe da Tour de Montparnasse”. Apesar de exauridos, caminhamos até lá. E precisamos esperar um grupão de dois ônibus de turistas japoneses para subir os elevadores. Valeu porque a vista é realmente magnífica e você tem uma dimensão ampla da cidade (e do quanto a gente tinha andado naquele dia!). (Informe-se sobre a Tour de Montpanasse)

Comprei uma pulseirinha em Montparnasse para não ficar sem nada da “arte de rua”.
Voltamos de metrô e Batobus. Jantamos por perto do hotel, no ótimo Café de Madeleine, pois estávamos bem cansados para ir mais longe. Muitas aventuras em um só dia! 
Uma sugestão para a próxima vez em Montparnasse: jantar em La Closerie des Lilas, lá por onde andou Ernest Hemingway.

Próximo post será sobre o segundo dia...